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Wendy Sherman, vice-secretária de Estado e líder da delegação americana em Genebra, e o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Riabkov
Wendy Sherman, vice-secretária de Estado e líder da delegação americana em Genebra, e o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Riabkov| Foto: EFE/EPA/DENIS BALIBOUSE

Estados Unidos e Rússia abriram nesta segunda-feira (10) uma série de conversas sobre a crise da concentração de tropas russas na fronteira com a Ucrânia, com representantes dos governos dos dois países elogiando os diálogos, mas admitindo que não houve grandes progressos na resolução do assunto.

Diplomatas americanos e russos se reuniram em Genebra, na Suíça. Outros dois encontros serão realizadas nesta semana: na quarta-feira (12), haverá um debate no âmbito do conselho Rússia-Otan (aliança militar do Ocidente) em Bruxelas, e na quinta-feira (13), uma conferência da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa em Viena, único dos três encontros em que a Ucrânia será representada diretamente.

Nesta segunda-feira, Wendy Sherman, vice-secretária de Estado e líder da delegação americana em Genebra, disse após o encontro que ocorreram “discussões e trocas úteis”. “Fomos firmes em rejeitar propostas de segurança que simplesmente não são consideradas pelos Estados Unidos”, disse Sherman, de acordo com informações do The Guardian.

“Não permitiremos que ninguém feche a política de portas abertas da Otan”, acrescentou, numa referência à exigência da Rússia de que seja vetada uma eventual entrada da Ucrânia na aliança militar.

Já o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Riabkov, declarou após a reunião que as conversas foram “difíceis, longas, muito profissionais, profundas, concretas”. “Ficamos com a impressão de que o lado americano abordou as propostas russas com muita seriedade, estudou-as em profundidade”, analisou Riabkov.

“Lamentavelmente, há aspectos em que discordamos: algo que é absolutamente necessário para nós é categoricamente inaceitável para os americanos”, apontou o vice-ministro, enfatizando a demanda russa de que nenhuma atividade militar da Otan seja realizada em países que fizeram parte da União Soviética.

Moscou alega que visa apenas a autodefesa. A Ucrânia estima que cerca de 100 mil soldados russos já estão concentrados na fronteira e teme uma invasão nos moldes da anexação da Crimeia e dos movimentos separatistas na região de Donbass, ambos em 2014.

Nenhum dos dois lados preferiu adiantar medidas antes que os demais encontros da semana sejam realizados. “Teremos discussões com nossos aliados e parceiros nos próximos dias e, no final desta semana, baseados nessas discussões, os governos dos Estados Unidos e da Rússia discutirão o caminho a seguir”, afirmou Sherman.

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