Moradores de Mariupol observam veículo destruído num conflito entre separatistas e manifestantes contrários à Rússia | Shamil Zhumatov/Reuters
Moradores de Mariupol observam veículo destruído num conflito entre separatistas e manifestantes contrários à Rússia| Foto: Shamil Zhumatov/Reuters

250 milhões de euros em subsídios serão desembolsados pela Comissão Europeia para respaldar as instituições e as reformas políticas da Ucrânia, uma ajuda que a Europa concede a Kiev após as partes terem assinado um acordo há um mês.

1,95 bilhão de dólares é o valor exigido pela exportadora de gás estatal russa Gazprom para que a Ucrânia continue recebendo gás. O valor diz respeito a dívidas contraídas pelos ucranianos e deve ser quitado até a segunda-feira – o que não deve ocorrer.

A Ucrânia se preparar para um corte no fornecimento de gás por parte da Rússia depois que negociações sobre preços foram interrompidas, aumentando a perspectiva de que os suprimentos para a União Europeia também sejam interrompidos a partir da próxima segunda-feira.

Kiev ainda estava tentando, na noite de ontem, organizar novas conversações antes do fim do prazo, para que o país comece a pagar quase dois bilhões de dólares em contas de gás. Moscou não mostrou nenhum interesse em seguir negociando e rejeitou uma oferta nova de compromisso por parte da Ucrânia.

Interromper o fornecimento agravaria a pior crise política entre a Rússia e a Ucrânia desde que a União Soviética se desfez em 1991 e atrapalharia os incipientes movimentos de paz no leste da Ucrânia, onde as forças do governo estão combatendo os separatistas pró-Rússia.

"A Ucrânia está se preparando para o pior cenário [caso as negociações não sejam retomadas], um corte no fornecimento de gás russo", disse Andriy Kobolev, presidente da estatal de gás ucraniana Naftogaz, segundo um porta-voz da empresa.

Ordem

O premiê Arseny Yatse­­niuk emitiu uma ordem para que o setor de energia, os ministérios relevantes e as autoridades regionais se prepararem para os cortes de fornecimento. Cada lado culpa o outro pelo impasse.

EUA dizem que Rússia enviou tanques ao território ucraniano

Reuters

A Rússia enviou tanques, armas pesadas e lançadores de foguetes à Ucrânia nos últimos dias em apoio aos separatistas no leste do país, afirmou ontem o Departamento de Estado dos EUA.

A confirmação dos EUA dos relatos de que tanques russos cruzaram a fronteira com a Ucrânia deve aprofundar a tensão com a Rússia.

"Averiguamos que os separatistas no leste da Ucrânia adquiriram armamento pesado e equipamento militar da Rússia, incluindo tanques e múltiplos lançadores de foguetes", disse a porta-voz do departamento, Marie Harf, em um comunicado.

Mais cedo, Harf havia dito que um comboio de três tanques T-64, vários lançadores de foguetes MB-21 "ou Grad" e outros veículos militares haviam cruzado da Rússia para a Ucrânia nos últimos três dias.

"Isto é inaceitável", disse Harf em uma entrevista coletiva à imprensa. "Se a Rússia não conseguir apaziguar a situação, isso trará custos adicionais".

Os EUA e aliados europeus ameaçaram sanções mais amplas contra os russos a menos que Moscou pare de ajudar os rebeldes no leste ucraniano.

Um vídeo na Internet mostrou os tanques que cruzaram a fronteira ucraniana. Eles foram avistados em um local de mobilização no sudoeste russo.

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