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Tropas da polícia egípcia apoiadas por veículos blindados invadiram duas das mais importantes universidades do país para reprimir protestos dos estudantes contra o governo do marechal-de-campo Abdul Fatah al-Sisi. Os protestos aconteceram na Universidade do Cairo e na Universidade Al-Azhar, onde os estudantes destruíram os detectores de metais instalados recentemente nas entradas.

Antes do início do ano letivo, no sábado, o governo instalado após o golpe militar de julho do ano passado intensificou as medidas de controle nas universidades na tentativa de evitar o ressurgimento de protestos por democracia organizados sobretudo por defensores de Mohammed Morsi, o presidente que havia sido eleito em junho de 2012 e acabou sendo derrubado. No ano passado pelo menos 16 estudantes foram mortos por soldados ao participar dos protestos.

O porta-voz dos manifestantes, Youssef Salhen, disse que houve conFronto com policiais neste domingo do lado de fora do campus da Universidade Al Azhar. Segundo ele, os estudantes destruíram detectores de metais, descritos como "medidas repressivas", e que as restrições impostas pelo regime militar não deverão impedir novas manifestações.

"O movimento de protesto dos estudantes não vai parar. Queremos que nossa voz seja ouvida, que todos saibam que os estudantes do Egito não aceitam o golpe e o governo militar. Se não protestamos, parece que tudo está OK", afirmou Salhen. Ele informou que pelo menos 40 estudantes foram presos em suas casas nos dias anteriores aos protestos deste domingo, que foram convocados com antecedência.

Um oficial das forças de segurança disse que pelo menos seis manifestantes foram presos na Universidade Al-Azhar, onde a polícia usou gás lacrimogêneo para reprimir os estudantes. Outros sete estudantes foram presos na Universidade do Cairo. Segundo o oficial, os estudantes usaram fogos de artifício e destruíram pelo menos seis detectores de metais nas duas universidades.

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