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paz no oriente

Trump admite que encontro com Coreia do Norte pode ser adiado

É a primeira vez que o presidente norte-americano admite a possibilidade do adiamento da reunião de cúpula prevista para acontecer 12 de junho em Cingapura

Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in cumprimenta Donald Trump durante reunião na Casa Branca | SAUL LOEB/AFP
Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in cumprimenta Donald Trump durante reunião na Casa Branca (Foto: SAUL LOEB/AFP)

O histórico encontro entre os líderes dos Estados Unidos e Coreia do Norte, agendado para o dia 12 de junho, pode ser adiado, afirmou o presidente Donald Trump nesta terça (22). "Pode ser que não se realize em12 de junho. Se não ocorrer [agora], talvez ocorra mais tarde", afirmou Trump a jornalistas na Casa Branca. 

É a primeira vez que o americano admite a possibilidade de que a reunião, que marcaria uma reaproximação entre os países depois de anos de isolamento, não aconteça.  O líder norte-coreano Kim Jong-un tem ameaçado cancelar o encontro. O país reclamou de exercícios militares recentes entre a Coreia do Sul e os EUA, e disse que não quer ser pressionado a renunciar a seu arsenal nuclear.  Antes, Kim havia concordado com a completa desnuclearização da península, e acenou com o fim formal da Guerra da Coreia. 

O americano afirmou que há determinadas condições para o encontro com Kim, e que, sem elas, não haverá acordo. 

Vamos ver o que acontece. Estamos conversando. O que será, será.

Em reunião no Salão Oval da Casa Branca ao lado do presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, Trump afirmou que, a partir de agora, "a Coreia do Norte tem a chance de ser um bom país. Penso que eles podem aproveitar a oportunidade neste momento".

Para o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, "o destino e o futuro" da Península Coreana depende da cúpula entre Trump e Kim Jong-un. Moon disse que o mundo está "um passo mais próximo" do sonho de ver a península desnuclearizada. "Esta pode ser a primeira vez que veremos um acordo entre os líderes dos EUA e da Coreia do Norte", disse Moon. O presidente sul-coreano enfatizou que "a pessoa que está no comando é o presidente Trump" e afirmou acreditar que o republicano conseguirá fazer um encontro bem-sucedido e estabelecer a paz permanente na região.

Desapontamento

O republicano também comentou que Kim parece "absolutamente muito sério" sobre as conversas com os EUA, mas ressaltou que ficou "desapontado" com a segunda reunião entre o líder norte-coreano e o presidente da China, Xi Jinping. Para o americano, há uma diferença entre o posicionamento de Kim antes e depois da reunião. "Não posso dizer que estou feliz com isso." 

Além disso, de acordo com Trump, a Coreia do Sul, a China e o Japão estão dispostos a investir "grandes somas de dinheiro" em Pyongyang. "Conversei com representantes dos três países e eles estão dispostos a fazer a Coreia do Norte ser grande", afirmou.

Leia mais: A paz entre os EUA e a Coreia do Norte passa pela China

Também sobre a China, Trump afirmou que as negociações comerciais são "um começo" e disse que deseja que as conversas entre Pequim e Washington sejam "bastante rápidas". No entanto, o presidente americano manteve a dúvida sobre acordos em geral, ao dizer que "às vezes temos um acordo na mão e ele não dá certo". Trump voltou a dizer que tem uma grande relação com Xi Jinping, mas ressaltou que as conversas sobre comércio continuam em andamento. 

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