A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, convocou um conselho extraordinário para a próxima quinta-feira | EFE/MICHAEL REYNOLDS
A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, convocou um conselho extraordinário para a próxima quinta-feira| Foto: EFE/MICHAEL REYNOLDS

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, convocou neste domingo (25) um conselho extraordinário de ministros das Relações Exteriores para a próxima quinta-feira para tratar abordar a situação do ataque com artilharia realizado ontem contra a cidade ucraniana de Mariupol, que deixou 30 civis mortos.

A alta representante da União Europeia (UE) fez o chamado através de sua conta oficial no Twitter, confirmado depois pelo Serviço de Ação Exterior da União.

Ela está em estreito contato com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, o da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, os Estados-membros e outros parceiros internacionais, depois de conversar com o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, sobre o conflito. Frederica e Poroshenko abordaram o agravamento dos enfrentamentos armados no leste da Ucrânia e as possíveis vias para solucionar a crise.

Hoje, a chefe da diplomacia europeia também conversou com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov. Para ela, a Rússia deve usar sua "considerável influência" nos líderes separatistas para que retrocedam os ataques e deixar de dar apoio militar, político e financeiro. Lavrov, por sua vez, culpou às autoridades ucranianas da grave escalada de tensão que vive o leste da Ucrânia.

Tusk conversou com Poroshenko ontem sobre o que a comunidade internacional deve fazer frente ao aumento da violência no leste da Ucrânia.

A Ucrânia iniciou os seus protocolos diplomáticos para conseguir com que a comunidade internacional aumente a pressão sobre a Rússia, à qual Kiev acusa de ser cúmplice no ataque contra Mariupol. O país quer uma resposta contundente da comunidade internacional e anunciou que irá ao tribunal de Haia para que julgue "os crimes contra a humanidade cometidos pelos terroristas contra cidadãos ucranianos entre 2014 e 2015" e para que "declare como organizações terroristas" às autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.

Hoje também, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) anunciou a convocação de uma reunião especial de seu conselho permanente para amanhã. Através de um comunicado, a presidência da OSCE, a cargo da Sérvia este ano, justificou o encontro de emergência por conta da rápida escalada de violência no leste da Ucrânia, incluindo os ataques a Mariupol e o crescente número de vítimas civis.

A missão especial de observadores da OSCE para a Ucrânia que se deslocou ao local da tragédia constatou que o ataque foi realizado por plataformas de lançamento de mísseis "Grad" e "Uragan", disparados a partir de zonas controladas pelos rebeldes pró-Rússia.

Os observadores internacionais informaram que os mísseis foram lançados a uma distância de 19 e 15 quilômetros com relação ao lugar onde impactaram, a partir de duas localidades ao leste e nordeste de Mariupol, que se encontram nas mãos dos separatistas.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]