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A comissária para Assuntos Internos e Segurança da União Europeia (UE), Cecilia Malmström, disse em Tripoli ao governo líbio que o bloco não tem os 5 bilhões de euros que o líder líbio Muamar Kadafi pediu para bloquear a imigração clandestina ainda nos portos africanos. "A UE não dará à Líbia 5 bilhões de euros", disse Malmström, na capital líbia, onde assinou ontem um convênio entre o bloco europeu e a Líbia sobre a imigração. Malmström definiu hoje como "caótica" a situação entre a UE e a Líbia sobre a imigração clandestina.

"Cinco bilhões de euros são a soma total que a UE destina como doação à África inteira por ano", e então "a UE não dará esse dinheiro à Líbia", precisou a comissária ao chanceler líbio, Moussa Koussa. Em agosto deste ano, quando visitou Roma, Kadafi pediu aos líderes italianos e europeus dinheiro para "parar definitivamente" a imigração clandestina que parte da costa da Líbia em direção à Itália e aos Bálcãs.

Malmström afirmou, contudo, que os europeus deverão destinar à Líbia 50 milhões de euros para combater a imigração ilegal, porém, em três anos (2011-2013), mas ainda sem um calendário previsto para o acordo entrar em vigor. O acordo assinado ontem prevê uma agenda conjunta entre UE e Líbia na tomada de passos concretos para a montagem de sistemas de vigilância e monitoramento no Mediterrâneo, com o objetivo de reprimir o tráfico de seres humanos, além de discutir a questão dos refugiados e da proteção às pessoas.

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