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Josep Borrell
Josep Borrell, alto representante da União Europeia para as relações exteriores| Foto: EFE/EPA/JOHN THYS / POOL

A União Europeia aceitou o pedido para fornecer aviões para a Ucrânia. Serão, principalmente modelos soviéticos para os quais os pilotos ucranianos estão habilitados. Segundo o site especializado em aviação Aeroflap, três países membros possuem o Mig 29 Fulcrum, o principal modelo em operação na Força Aérea Ucraniana: Polônia, Bulgária e Romênia.

Outro modelo que pode ser usado é o Sukhoi Su-25, um jato de ataque que também é usado nas forças armadas ucranianas.

A medida faz parte de um pacote mais amplo de medidas em reação à decisão do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de determinar que as forças nucleares do país entrem em alerta de combate.

Ajuda militar

A União Europeia (UE) concordou neste domingo em conceder 450 milhões de euros para financiar o fornecimento de equipamento militar letal à Ucrânia, e outros 50 milhões de euros para equipamento não letal, como combustível e equipamento de proteção.

"Decidimos usar nossas capacidades para fornecer armas, armas letais, assistência letal ao Exército ucraniano, no valor de 450 milhões de euros de pacote de apoio, e mais 50 milhões para suprimentos não letais, como combustível e equipamentos de proteção", anunciou o alto representante de Política Externa da UE, Josep Borrell, em entrevista coletiva.

Borrell explicou que esse montante será coberto pelo Fundo Europeu para a Paz e pelo fundo intergovernamental, que conta com 5 bilhões de euros para usar entre 2021 e 2027 e é financiado pelos Estados-membros, não pelo orçamento da UE.

Primeira vez

O chefe da diplomacia europeia salientou que esta é "a primeira vez na história" que a UE vai financiar conjuntamente este tipo de equipamento, para o que "todos concordaram ou, pelo menos, não obstruíram esta decisão".

Borrell também disse que a Polônia, país que faz fronteira com a Ucrânia, se ofereceu como centro logístico para montar o equipamento antes de sua entrega aos ucranianos, e acrescentou que amanhã, segunda-feira, os ministros de Defesa do bloco se reunirão para discutir os detalhes.

Quando questionado se a ativação das equipes de contenção nuclear da Rússia diante das sanções que o Ocidente lhe impõe atrapalha os planos dos europeus, Borrell respondeu que "todos estão cientes dessa ameaça, mas isso não nos impede de fazer o que tem de ser feito". "A UE é um projeto de paz e queremos continuar a lutar pela paz na Europa", completou.

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