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O presidente interino da Venezuela e líder da oposição, Juan Guaidó, em reunião na Câmara de Comércio de Caracas em que anunciou a libertação de Simonovis, 16 de maio
O presidente interino da Venezuela e líder da oposição, Juan Guaidó, em reunião na Câmara de Comércio de Caracas em que anunciou a libertação de Simonovis, 16 de maio| Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP

O presidente interino da Venezuela e líder da oposição, Juan Guaidó, afirmou que Iván Simonovis, um dos presos políticos mais antigos do regime chavista, foi libertado da prisão domiciliar nesta quinta-feira (16), após a execução de um indulto presidencial.

"Celebro a libertação de Iván Simonovis do sequestro que a ele havia sido imposto. Ele deveria ter saído há muitos anos. Hoje está livre por causa da Operação Liberdade", afirmou Guaidó durante uma reunião com funcionários da Câmara de Comércio de Caracas.

Simonovis é o segundo preso político a sair da prisão domiciliar nas últimas semanas na Venezuela, depois do ex-prefeito Leopoldo López, em 30 de abril, quando teve ajuda de agentes do serviço de inteligência para sair.

A família de Iván Simonovis denunciou o desaparecimento dele na manhã desta quinta-feira (16).

Guaidó afirmou que Simonovis não fugiu da prisão, mas sim foi libertado por agentes leais à sua campanha.

"Iván Simonovis não escapou, o liberamos. Como parte da Operação Liberdade, assinamos um indulto ao comissário Iván Simonovis que foi executado hoje por forças democráticas leais à nossa constituição tanto do Sebin como da nossa Força Armada."

Simonovis, ex-comissário de polícia, foi preso em 2004, condenado a 30 anos de prisão pela morte de duas pessoas durante o frustrado golpe contra o ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez, e desde 2014 cumpria a pena em prisão domiciliar, para onde foi transferido por apresentar problemas de saúde.

Pelo Twitter, a esposa de Simonovis, María del Pilar Pertíñez, disse que os vizinhos a avisaram que a rua de acesso à sua casa estava fechada. “Neste preciso momento não tenho nenhuma informação sobre o paradeiro do meu marido”. Ela também relatou que o serviço de inteligência bolivariano, o Sebin, tem ameaçado levá-lo de volta à cadeia.

A rua onde mora amanheceu cercada por aproximadamente 30 funcionários do Sebin, segundo informou o canal TV Venezuela Notícias.

Extraoficialmente, alguns jornalistas e ex-presos políticos indicaram que Simonovis havia fugido. Sobre isso, Joel García, advogado de Simonovis, afirmou que no momento não se pode “dar credibilidade a nenhuma versão”.

“Queremos saber onde Iván Simonovis está, porque ele está sob custódia do Estado. Eles precisam saber. Ivan tem um GPS no tornozelo, é impossível que eles não saibam onde ele está", disse ele.

Pertíñez denunciou também que o Sebin estava bloqueando o acesso dela e do advogado à casa. “Faço responsável o governo de Nicolás Maduro pelo que possa acontecer com meu marido e nosso lar”.

Cinco jornalistas que cobriam o caso foram presos pelo Sebin nos arredores da casa de Simonovis, segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa.

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