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A padroeira do Paraná e o turismo

  • Joaquim Parron
 
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Muitos já conhecem a cultura, a história e a religiosidade da padroeira do Paraná, Nossa Senhora do Rocio, que tem seu santuário em Paranaguá. Os festejos da santa padroeira, comemorada hoje, tocam profundamente o coração de muitos paranaenses. Assim, os missionários redentoristas, em comunhão com o bispo diocesano, dom João dos Santos, farão a celebração histórica dos 200 anos da Festa do Rocio. É uma interação de fé popular, aprovada pelos bispos e pelo papa, com a cultura popular do estado do Paraná.

Nos meados do século 17, o pescador Berê, líder da comunidade do Rocio que vivia na periferia da Vila Paranaguá, num tempo em que a pesca estava difícil e a comunidade até passava fome, encontrou em sua rede a pequena imagem do Rocio. Em seguida, voltou a pescar e conseguiu muitos peixes, fato que ficou conhecido como “a pesca milagrosa”. Quando voltava para casa, percebeu gotas de orvalho (rocio) na pequena imagem e agradeceu a Deus, clamando: “Foi com a intercessão de Nossa Senhora do Rocio que consegui esta imensa pesca para alimentar a comunidade”.

Em novembro de 1813, a primeira igreja-santuário foi inaugurada e houve a primeira festa-procissão da padroeira dos paranaenses. Assim, a festa está celebrando 200 anos de história, que tem como ano jubilar 2013-2014. Por muitas vezes, o povo aclamou a Santa de Paranaguá como a padroeira do Paraná. Mas somente em 1977 é que o então governador do estado, Jayme Canet Júnior, reconheceu-a civilmente como a padroeira do Paraná; também o papa Paulo VI, unido com todos os bispos do Paraná, oficializou-a como padroeira deste estado querido. O Santuário do Rocio também foi reconhecido civilmente pela Assembleia Legislativa e pelo governo, em 1999, como polo de turismo religioso.

Os missionários redentoristas pastoreiam este santuário desde 1945, mas receberam a oficialização da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Regional do Paraná, para este trabalho no ano de 2001, bem como do então bispo diocesano dom Alfredo Novak. Agora, tanto a CNBB quanto dom João dos Santos trabalham em estreita comunhão com os redentoristas no Santuário do Rocio.

Se por um lado a festa da padroeira do Paraná tem um imenso apelo cultural, também a religiosidade popular é muito presente neste evento, pois, para os cristãos, muitas graças e milagres são derramados pela intercessão de Nossa Senhora do Rocio. Após a pesca milagrosa no século 17, vários outros sinais prodigiosos são relatados pela população. Por exemplo, no dia 27 de junho de 2004, a pequena imagem foi conduzida pelo padre Roque Sutil, redentorista, à Ilha do Mel para uma celebração. Era um período em que os pescadores não conseguiam pescar tainhas. Quando o padre chegou com a imagem ao trapiche da ilha, grandes cardumes foram pescados, contabilizando neste dia a maior pesca da história dessa localidade – episódio que, inclusive, foi narrado pela Gazeta do Povo. Isso mostra que a devoção popular é crescente em torno do Rocio.

Hoje, o Santuário de Paranaguá atrai romeiros e turistas de muitas partes do Brasil e também de outros países, mostrando sua força cultural, religiosa e turística. Segundo dados estatísticos, Paranaguá foi a região do Sul do país que mais cresceu na área do turismo religioso, resultado do eficiente trabalho pastoral e social desenvolvido pelos redentoristas. Está na hora de o governo federal e o governo estadual apoiarem, de fato, este evento que atrai milhares de pessoas não apenas na festa, mas durante o ano todo, fortalecendo o turismo no estado do Paraná.

Joaquim Parron, padre missionário, é provincial e presidente da União dos Redentoristas do Brasil e doutor em Ética Social.

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