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Como desenvolver a educação emocional na escola?

Diversos estudos apontam a elevada autoestima como fator fundamental para o sucesso

  • PorAndréa Minafra Reys Lamas
  • 03/06/2018 00:01
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| Foto: /Pixabay

Percebemos cada vez mais que as crianças, de modo geral e em diferentes unidades escolares, têm dificuldade em resolver conflitos em diversas situações, sobretudo no ambiente escolar, adotando atitudes de rebeldia, vitimização ou agressividade em seus relacionamentos. Em outros casos, crianças tornam-se alvos fáceis para a prática de bullying, em função da fragilidade como reagem aos conflitos.

Diante de casos assim, o ambiente escolar por vezes precisa estar preparado para auxiliar o aluno a desenvolver capacidades próprias de lidar com suas emoções.

Os educadores podem auxiliar seus alunos para que tenham a habilidade de autopercepção, evoluindo à competência de atuação eficaz na resolução de conflitos. Uma forma de alcançar estes feitos é desenvolver atividades de reflexão, dinâmicas vivenciais e práticas de autogestão emocional, por meio de estratégias diferenciadas, tais como: construção de frases motivadoras, elaboração de murais reflexivos, práticas meditativas e de relaxamento, sempre direcionadas pelo professor.

O ambiente escolar por vezes precisa estar preparado para auxiliar o aluno a desenvolver capacidades próprias de lidar com suas emoções

Considerando as múltiplas inteligências, teoria proposta pelo psicólogo Howard Gardner, pode-se propor que a própria criança, ou jovem, reconheça suas habilidades mais desenvolvidas e as que requerem maior investimento pessoal, tornando-o autor de sua própria história.

Diversos estudos apontam a elevada autoestima como fator fundamental para o sucesso das pessoas em cada área de atuação. Indivíduos com alto desempenho trazem em sua história de vida momentos de superação de obstáculos e competência para lidar com frustrações, transformando os insucessos em exercícios para o aperfeiçoamento pessoal.

Saber lidar com as emoções é crucial para ser assertivo em situações que exijam estratégias eficazes para a resolução de problemas.

Reconhecer as próprias limitações emocionais interfere nas relações interpessoais, uma vez que a criança, ou o jovem compreende que o outro também apresenta limitações, que precisa respeitar, pois o outro também as pode superar. A inteligência intrapessoal pode ser vista como pré-requisito para o desenvolvimento da inteligência interpessoal.

Leia também: O protagonismo da Universidade de Stanford no Vale do Silício (artigo de Jacir Venturi, publicado em 29 de maio de 2018)

Paulo Cruz: Uma luz para a educação (publicado em 5 de maio de 2018)

É, ainda, imprescindível pontuar que o professor é um motivador exponencial, pois representa uma forte referência para os seus alunos, além de também se educar emocionalmente, pois tem a oportunidade de ressignificar atitudes pessoais, com autorreflexão, reconsiderando opiniões, fazendo análises sobre seus próprios valores e hábitos de vida. O bom professor encanta, motiva, inspira e vivencia.

A aproximação entre professor e aluno precisa acontecer com uma sensibilização, que pode ser iniciada com uma conversa informal acerca das vivências de cada um, enfatizando as reações que as emoções desencadeiam, socializando situações de expressão inadequada de certas emoções, comportamentos abusivos e inapropriados, entre outros, que constituem o cotidiano dos alunos.

Ao cuidar da saúde emocional de seus alunos, as escolas estarão transformando a sala de aula em um ambiente de educação acadêmica forte e emocionalmente saudável. Com essa combinação, é esperado formar cidadãos mais conscientes, atuantes e proativos nas questões ambientais e nos aspectos sociais que os envolvem. Acredita-se que crianças bem orientadas têm a probabilidade de tornarem-se adultos mais felizes e solidários.

Andréa Minafra Reys Lamas é professora no Colégio Marista Brasília Asa Sul, educadora e psicóloga com especialização em Psiconeurolinguística e Neurociência.
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