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O exército do PT

  • Flavio Quintela
 
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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra existe desde a década de 1980, mesma época em que foi fundado o Partido dos Trabalhadores, que ocupa o governo federal há mais de 12 anos. Esta aparente coincidência de datas não deve ser entendida como tal: o MST foi criado para fazer, na prática, coisas que o PT não poderia fazer como partido político. Em outras palavras, o MST é e sempre foi o exército do PT.

Como todo exército, este também precisa ser mantido financeiramente. Mais de quatro anos atrás, a revista Veja noticiou ligações suspeitas entre ONGs beneficiadas por verbas do governo federal, da ordem de R$ 70 milhões por ano, e o MST. Essas ONGs serviam de fachada a esse movimento fantasma, sem registro nem CNPJ – ou seja, que não existe como entidade jurídica formada.

A lista de crimes do MST é extensa. Os integrantes do movimento atacam bem armados, e não apenas invadem propriedades rurais como também destroem instituições de pesquisa agrícola e tornam o agronegócio uma atividade insalubre no Brasil. Depois de décadas sendo tratado com leniência, sempre conseguindo sair ileso de seus crimes, o MST acumulou uma vasta experiência de guerrilha, complementada por treinamentos com grupos terroristas como as Farc, conforme reportagem de 2005 do jornal O Estado de Minas. O movimento, é claro, nega o envolvimento, mas nenhuma investigação mais aprofundada foi feita. A denúncia foi esquecida e varrida para baixo do tapete petista.

A militância do PT, incluindo o MST e outros movimentos revolucionários, está caminhando em direção à violência bruta dos regimes de inspiração marxista

Mais recentemente, o MST atacou policiais durante uma manifestação em frente do Palácio do Planalto – oito policiais foram feridos gravemente, e a recompensa dos criminosos foi uma audiência face a face com a presidente da República. Em qualquer outra democracia séria, agressões desse tipo seriam reprimidas, e não covardemente encorajadas.

O ano agora é 2015, e o ex-presidente Lula resolve defender os corruptos que destruíram a Petrobras, realizando um evento na sede da ABI, no Rio de Janeiro, com a presença do próprio João Pedro Stédile, líder do MST. Do lado de dentro, Lula defendia o indefensável, e do lado de fora a militância uniformizada do PT distribuía socos e pontapés em quem fosse contra o governo. Do lado de dentro, Lula dizia que “nós sabemos brigar também, sobretudo quando o João Pedro Stédile colocar o exército dele do nosso lado”, e do lado de fora o tal exército já dava mostras de seu modo de ação. Do lado de dentro, Lula ameaçava a ordem constitucional do Brasil, e do lado de fora os militantes cumpriam imediatamente sua ameaça.

A militância do PT, incluindo o MST e outros movimentos revolucionários, está caminhando em direção à violência bruta dos regimes de inspiração marxista. Se a sociedade brasileira aceitar passivamente esse tipo de ameaça, em breve estaremos enfrentando uma situação como a da Venezuela, onde milícias armadas e financiadas pelo governo de Maduro executaram jovens inocentes em público e torturaram manifestantes contrários ao governo. Nunca é demais lembrar das palavras do próprio Lula, quando disse que “na Venezuela tem democracia até demais”. Deixo para você imaginar o que ele pensa do Brasil.

Flavio Quintela, escritor e tradutor de obras sobre política, filosofia e história, é autor do livro Mentiram (e muito) para mim.

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