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Catedral. Imagem ilustrativa.
Catedral. Imagem ilustrativa.| Foto: Bigstock

O cenário pandêmico que vivemos hoje nos obriga a procurar todas as formas de amenizar o conflito entre nosso corpo e o inimigo invisível que representa uma ameaça, a qual infelizmente precede a morte de maneira avassaladora. A crueldade está inserida em todo o contexto de precariedade do sistema de saúde, vidas interrompidas, profissionais de saúde esgotados e ameaças a cada um de nós.

A situação torna mais que necessária a força das religiões e a confiança na onipotência de Deus. É um abrigo, esperança e refúgio contra o possível sofrimento. É a procura do consolo e até de um certo alívio. A crença em Deus está presente desde os primórdios da civilização. Nós, cristãos, temos uma fé que influencia nosso dia a dia e traz prazer e felicidade. A fé em Deus permanece unânime e incontestável para os cristãos.

A obrigatoriedade do isolamento social levou à descoberta da possibilidade de manifestação das expressões da fé no ciberespaço, mas somente quem pratica a fé entende a importância das portas abertas das igrejas para a unidade da comunidade cristã em momentos de comunhão com Deus.

A liberação de cultos e missas em todo o país assegura o direito fundamental à liberdade religiosa. As cerimônias podem ocorrer, desde que cumpram medidas de distanciamento, protocolos de higiene e ocupação máxima de 25% da capacidade dos locais. Considerando essa exigência, na prática as pessoas ficam com distanciamento maior que 1,5 metro entre elas. E aqueles que zombam de tudo isso deveriam lançar seus comentários irônicos e fulminantes às superlotações diárias nos veículos de transporte público, que foi justamente comparada à realização de missas e cultos. O ministro Kassio Nunes Marques tem toda a razão quando afirma que é mais fácil manter a cautela nas igrejas que nos coletivos.

Todos têm o direito de manter viva a fé, especialmente neste momento de dor da alma, desespero econômico e incertezas de cura. A liberdade religiosa deve ser garantida, considerando ainda que a igreja é fundamental na propagação de informações verdadeiras que auxiliam o poder público e as autoridades na organização social em momentos de crise.

A igreja é a mão amiga no auxílio emocional e espiritual, além de proporcionar ajuda humanitária. A igreja faz um trabalho social de suma importância. Diria mais: a igreja impede o caos na sociedade! A igreja cumpre sua função essencial de ser o lugar que acolhe e onde se compartilha a convicção da fé para fortalecer as pessoas e ajudá-las nesse período difícil, com extremo juízo das medidas sanitárias. Exercer a fé nas reuniões presenciais é algo decisivo e não supérfluo para os cristãos.

Que este seja o momento para nossa esperança e fé renascerem.

Osias Moraes é pastor e vereador em Curitiba. 

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