i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Mario Eugenio Saturno

Campanha agressiva

  • PorO titular da coluna, Carlos Heitor Cony, está em férias.
  • 22/09/2008 21:04

Obviamente, todo cidadão que se torna candidato acredita que pode ser eleito. Pesquisas são feitas, apesar de refletirem o momento e as falhas de coleta de entrevistados gerar erros maiores que os anunciados pelas empresas, inclusive pela volatilidade da intenção de voto. E, para aqueles que não evoluem como esperado, ou involuem, batem à porta o desespero e os ajustes de campanha.

Alguns somam às suas campanhas os medalhões que os apóiam, deputados, senadores, prefeitos, amigos famosos. Os ataques contra os oponentes também ficam mais constantes. Aí mora um perigo: no calor do embate, no clamor das bases, os ataques podem sair do campo ideológico e virar contra a pessoa, como dar a entender que é desonesto, fraco etc.

E algo que se observa nos últimos 20 anos é que quanto mais agressivo for um candidato, pior ele fica visto pela maioria das pessoas. Além de ser malvisto, desperta a militância atingida que reage reduzindo as campanhas à troca de ofensas. A agressividade pode ser observada entre militantes e mercenários do candidato. Outro efeito colateral é a reação dos simpatizantes que vêem a agressão como motivo torpe e transformam-se em militantes do ofendido. Verdadeiro tiro no pé.

Normalmente, a agressividade serve como avalista de pesquisas eleitorais desfavoráveis ao agressor. Afinal, o motivo deve ser o desespero e isso dá credibilidade à tal pesquisa. Isso, no final, acaba desanimando muitos partidários do ofensor. Por isso, antes de partir para o tudo ou nada, é preciso repensar a estratégia, e se for para perder, que se perca com dignidade. Afinal, ninguém sabe do futuro e o adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã.

Poderíamos ainda discorrer sobre os partidos de aluguel. Mas vejamos um outro artifício bastante usado por políticos desesperados e espertalhões: a disseminação de boatos em meios públicos. O meio mais eficiente é o ônibus lotado. Eis como funciona: ao menos dois mercenários desconhecidos e bem treinados entram em um ônibus lotado e vão falando alto sobre o boato, para que seja ouvido e disseminado. Quando bem planejado, eles trocam de linha e continuam os ataques. Do contrário, os motoristas e cobradores, que certamente são cidadãos honestos e compromissados com a cidade, poderiam identificar a prática desonesta. Já que disseminar falsos crimes também é crime, deve-se denunciar à polícia os boateiros.

Outra prática é a fuga de debate. Como o eleitor está cada vez mais interessado em participar, as igrejas e associações devem promover sabatinas e debates. É preciso chafurdar nas intenções de cada candidato como desenvolvimento econômico, saúde, segurança, transporte, habitação, trânsito etc. As categorias que entendem de administração e economia devem dar sua parcela de contribuição e ver se o plano de governo é bom e precedido de análises ou se é um conto da carochinha, ou seja, mero produto de marqueteiro.

Mario Eugenio Saturno é tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).mariosaturno@uol.com.br

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.