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Efraim Rodrigues

A destruição criativa da cidade

  • Porefraim@efraim.com.br
  • 27/05/2010 21:12

Quando cantávamos "90 milhões em ação" na Copa de 70 éramos 2/3 de moradores da zona rural. Nesta copa de 2010 somos 193 milhões, dos quais agora mais de 2/3 são urbanos. Grande parte dos recursos naturais é gasto na cidade e por isso o modo como ela o faz é fundamental para a conservação.

Reciclar o lixo e comer alimentos produzidos localmente são atitudes cidadãs importantes, mas irrelevantes quando entram na planilha ambiental as grandes fontes de gastos ambientais urbanos que são a ostentação e a indústria que a mantém e o transporte individual.

A cidade de Seul recentemente desenterrou seu histórico Rio Cheonggyecheon debaixo de andares e andares de concreto e asfalto, criando um parque cortado por um rio, além de uma via eficiente de transporte coletivo às suas margens. Os moradores agora têm uma alternativa de diversão muito menos impactante que fazer compras em shoppings ou passear em parques temáticos, além de serem estimulados a andar de ônibus. Talvez alguns considerem pouco chique trocar o carro pelo ônibus, mas não preciso pensar muito para escolher entre dirigir meu carro em um congestionamento em um elevado cercado de prédios ou andar de ônibus com a vista de um parque. Para os indecisos ainda há uns trocados de vantagem entre os custos todos de um carro e a passagem.

É bem verdade que quando visitou este parque o prefeito de São Paulo molhou os pés na água de um outro rio porque o Cheonggyecheon mesmo é um esgoto só e corre entubado e enterrado. Mesmo sendo de faz de conta, o rio coreano traz uma mensagem importante de reconstrução criativa das cidades.

Um exemplo importante dessa reconstrução criativa seria a destruição do minhocão paulista, uma excrescência com mais de mil vigas de concreto, não só por humanizar o centro de nossa metrópole mais importante como para estabelecer um novo conceito urbano para outras cidades brasileiras.

Não me comparando a João Ubaldo, Mario Prata e Alberto Caieiro, também vivo em uma pequena aldeia, e ela tem feito mudanças tímidas para apertar os carros e folgar as pessoas. Ao contrário das grandes, muitas cidades pequenas ainda têm espaços internos desocupados que podem ser utilizados. Londrina não precisa, como na Nova York do século 19, adquirir terras para construir um Central Park. Ela está mais para a Berlim do século 16, quando se criou a Unter-den-Linden.

Uma cidade que dá passos para livrar-se do carro vale, em termos ambientais, mais que milhões de habitantes reciclando seu lixo mesmo que uma coisa não exclua a outra, muito pelo contrário.

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