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A capacidade de avaliar e comparar percepções decaiu formidavelmente desde que a alta intelectualidade passou a duvidar da aptidão do homem para conhecer a verdade. Culturalmente, fomos perdendo os parâmetros de análise do mundo real. Hoje, se formos buscar critérios entre os intelectuais de maior prestígio acadêmico para entender a realidade, grandes são as chances de sermos presenteados com o mantra do relativismo, seguido, curiosamente, de uma visão dogmática de como as coisas deveriam ser (e não de como elas são). Isso ocorreu sobretudo no terreno frio da filosofia. Já na literatura, que é campo fértil para a expressão imediata de uma impressão genuína, grandes obras de profunda observação sobre a realidade e a natureza humana nunca deixaram de ser publicadas – muitas, inclusive, retratando a decadência civilizacional progressiva. Rodrigo Gurgel, em entrevista à Fausto Mag., fala sobre vida intelectual autêntica e sobre a relevância dos clássicos da literatura.

Karnal

Nem só de ideologia e militância vivem os intelectuais da moda. Há muitos niilistas influentes nos nossos dias. Diferenças à parte, compartilham com os doutos da esquerda uma cosmovisão refratária à tradição cristã, que reconhece uma ordem divina e fundamentalmente boa no mundo. Entre eles, há diversos que pendem à direita, e que julgam a religião como “uma boa ideia civilizacional”, como Luiz Felipe Pondé. E há Leandro Karnal, o “isento”, que generosamente foi alçado ao olimpo dos principais “formadores de opinião” do Brasil. Só um país que perdeu completamente a noção do que é um intelectual sério pode dar ouvidos a Karnal. Em entrevista para O Globo, ele falou sobre uma “visão positiva de Lúcifer” que apareceria no poema “Paraíso Perdido” de John Milton, mostrando desconhecimento tanto de teologia quanto de literatura. Guilherme Macalossi comenta o caso.

Inversão demoníaca

Karnal não é apenas um “pensador ateu”, ele é a consequência do caos que resta depois de a mentalidade revolucionária ter passado devastando a moralidade e a inteligência. Flávio Morgenstern explica a confusão dos diabos que Karnal fez com seu desajustado comentário sobre as “virtudes” do capeta.

Paraíso Perdido

Martim Vasques da Cunha – um crítico literário com verdadeira vocação intelectual – explica o poema Paraíso Perdido, que passa longe da interpretação dada por Karnal.

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