| Filipe Araújo/Fotos Publicas
| Foto: Filipe Araújo/Fotos Publicas

Muita calma na hora de avaliar o resultado da pesquisa CNT/MDA de intenções de voto para a eleição presidencial em 2018. É verdade que, em todos os cenários previstos pela pesquisa, Lula aparece na liderança. Só que indecisos, nulos e brancos somam 70% dos entrevistados. Além disso, o painel de candidatos não está nem perto de ser definido. Eric Balbinus faz uma leitura mais realista – e não wishful thinking – dos dados dessa pesquisa.

Pesquisas: confiar desconfiando

A pesquisa que apontou o favoritismo de Lula certamente servirá de endosso à narrativa de que o petista-mór é perseguido pela Lava Jato justamente para que não ganhe a eleição em 2018 - hipótese que assombraria “as elites” do país –, e faz de conta que, antes dessa pesquisa, alguém levava minimamente a sério a hipótese do desmoralizado Lula se eleger. Diante dos dados recentes, ainda precisamos lembrar do seguinte: o quanto as pesquisas erraram em 2016! O Implicante recorda-nos disso.

O clímax da Lava Jato

A história de que Lula está sendo perseguido por Sergio Moro, Deltan Dallagnol, e demais integrantes da Operação Lava Jato não passa de ficção, e qualquer pessoa que não é militante petista consegue perceber isso. Aliás, essa tática de transformar em perseguidos políticos aqueles que subscrevem uma cartilha ideológica e que, além disso, praticam crimes comuns, não é novidade: desde vândalos que depredam o patrimônio alheio, a assaltantes de banco, e até assassinos, o mundo já viu de tudo sendo feito em nome da “justiça social”. Mas o que importa destacar é a cautela da equipe da Lava Jato, justamente porque sabem que cada passo que dão para chegar às mentes articuladoras do “propinoduto” recebe todo o tipo de refutação e represália. Para Deltan Dallagnol ter explicitado suas conclusões no seu já icônico powerpoint, é porque ele tem muito mais do que convicções. Da Cia fala do momento clímax da Lava Jato, até agora pelo menos.

Lula na frente é fruto de erro da direita?

Não há uma crescente rejeição do brasileiro à direita, que resultou no “ressurgimento” de Lula. O que ele tem é um público cativo. E, via de regra, quem rejeita a direita hoje já a rejeitava antes. Rodrigo Constantino traz um vídeo de Nivaldo Cordeiro e comenta a leitura equivocada de Reinaldo Azevedo acerca da pesquisa da CNT/MDA.

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