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Uma das missões do sistema penitenciário é a de ressocializar o detento, ou seja, prepará-lo para que, quando retorne ao convívio so­­cial, esteja apto para exercer um ofício e não cometa novos crimes. Tanto o Brasil quanto o Paraná têm falhado nessa missão. Hoje, dentro das penitenciárias, há trabalho para menos de 20% dos presos. No Paraná, apenas 3,5 mil de cerca de 15 mil condenados trabalham dentro ou fora das unidades prisionais. Para tentar minimizar esse quadro o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério Pú­­blico do Paraná firmaram uma parceria no mês passado, que deve ampliar as ações de ressocialização de presos e egressos do sistema. As parcerias serão integradas ao programa "Começar de novo" do CNJ. Esti­­ma-se que ainda este ano mais de 10 mil vagas de em­­prego em todo o país sejam criadas. Por meio desses projetos, 15 detentos da Penitenciária Industrial de Cascavel, no Oeste do estado, já estão trabalhando na construção de uma estação de tratamento de resíduos na sede da montadora de ônibus Mascarello. Mas a tarefa não é nada fácil. Para que os detentos e ex-detentos consigam emprego, é necessário que a própria sociedade colabore, deixando preconceitos de lado e contribuindo para a ressocialização dessas pessoas.

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