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Editorial

O fim da recessão

  • PorGazeta do Povo
  • 16/11/2020 21:22
O fim da recessão
| Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo

A julgar pelos números do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), medido pelo Banco Central e considerado uma “prévia” do PIB, embora com método de cálculo ligeiramente diferente, o país deixou para trás a recessão técnica no terceiro trimestre deste ano. O indicador fechou setembro com alta de 1,29% sobre agosto, e com avanço recorde de 9,47% na comparação com o segundo trimestre. Não foi suficiente para compensar o tombo também recorde registrado entre abril e junho, de -10,18%; e, se considerarmos que março também foi um mês de perdas com o início das medidas mais severas de restrição aos negócios, ainda há um longo caminho a percorrer até o Brasil voltar ao nível de antes do estrago da pandemia de Covid-19.

Ainda que a economia siga avançando no último trimestre – o que é bem provável, seja por ainda haver espaço para recuperar no buraco deixado pela pandemia, seja pelo desempenho natural provocado pelas festas de fim de ano –, o Brasil terá regredido em 2020. Por mais que as previsões venham melhorando gradativamente, o boletim Focus desta segunda feira, que compila as análises do mercado financeiro, ainda traz previsão de queda de 4,66% para o PIB este ano e alta de 3,31% em 2021, mostrando que as consequências da pandemia ainda serão sentidas por muito tempo.

A percepção de que o governo não está comprometido com o ajuste pode ser tão ou mais mortal para a recuperação da economia quanto uma nova onda de Covid-19

Deixar para trás a recessão técnica (definida por pelo menos dois trimestres seguidos de queda no PIB) é apenas um marco inicial; a recuperação propriamente dita ainda depende de muitos outros fatores. O inverno europeu, com a ressurgência de casos de Covid e novos lockdowns em vários países, é uma prévia do que pode ocorrer no Brasil caso não apareça uma vacina promissora nos próximos meses; uma “segunda onda” poderia colocar a perder todo o trabalho de recuperação iniciado agora, já que boa parte do avanço do IBC-Br se deve justamente ao afrouxamento das restrições, o que permitiu a retomada dos negócios em vários setores da economia.

E, mesmo que o país consiga controlar o coronavírus, restam vários outros desafios, a começar pela recuperação do nível de emprego. O ministro Paulo Guedes, da Economia, já afirmou que o país talvez não consiga manter o ritmo atual de criação de postos de trabalho – foram 131 mil em julho, 294 mil em agosto e 313 mil em setembro, segundo o Caged. E quem não tiver conseguido se recolocar no mercado de trabalho sofrerá uma redução severa na renda quando o governo parar de pagar o auxílio emergencial.

É aqui que entra o outro lado da balança, o do gasto público. A recuperação não tem como continuar se o governo não conseguir colocar suas contas em ordem, mas até o momento o país não tem nem mesmo Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2021, quanto mais um orçamento consolidado. Continuam as pressões por aumento de despesas e até mesmo flexibilização da regra do teto de gastos, e o governo ainda não foi capaz de apresentar uma proposta fiscalmente responsável para bancar o Renda Cidadã. A percepção de que o governo não está comprometido com o ajuste pode ser tão ou mais mortal para a recuperação da economia quanto uma nova onda de Covid-19, já que neste caso se trata de decisões ruins tomadas internamente, não de ocorrências externas e alheias à vontade do governo.

Eis, então, a chave para não colocar a recuperação a perder nos próximos meses: não errar naquilo que depende exclusivamente das vontades palacianas em Brasília, e trabalhar para reduzir ao máximo os estragos que possam ser produzidos por fatores externos – no caso brasileiro, por exemplo, a capacidade de testagem, ainda que ampliada recentemente, continua a ser um grande calcanhar de Aquiles no combate à Covid-19. Em ambos os casos, não há muita margem para hesitação nem demora; do contrário, o país inteiro voltará a sofrer as consequências.

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Comentários [ 15 ]

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    FRANCISCO WELLINGTON FRANCO DE SOUZA

    ± 16 horas

    Fico triste de ver a Gazeta seguir a linha editorial da mídia ativista, na qual o mote é "tal coisa está melhor, mas...". Excetuando a China, onde tudo começou e parece ter erradicado "milagrosamente" a pandemia, a maior parte dos países amargam retração do PIB acima de 8%. Fiquemos tranquilos, após as eleições o vírus chinês volta às manchetes. Para alívio dos missivistas do "quanto pior, melhor".

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    Jared280

    ± 20 horas

    O cenário é muito complexo e tende ser AMPLAMANTE DESFAVORÁVEL ao (des)governo Bozo, assim que encerrar o pagamento do auxílio emergencial, em dez/2020. Tudo indica que haverá MILHÕES de pessoas ainda desempregadas, e que ficarão com renda ZERO. Há perigo, inclusive, de colapso humanitário em várias regiões já tradicionalmente reconhecidas como "bolsões de pobreza extrema". Será o ocaso final do governo, que talvez somente por milagre consiga se manter em pé, entre 2021 e 2022. Reeleição? Só se houver um golpe de estado clássico. O restante é mera bravata de boteco, prática bem conhecida e usual na extrema-direita brasileira.

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    3 Respostas
    • W

      Walter

      ± 19 horas

      Se não interessasse, o PT não estaria reduzido a quase pó nessas eleições para prefeitura...

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    • J

      Jared280

      ± 19 horas

      Walter: PNAD Contínua: quase 14mi de desempregados, maior número desde que a série histórica vem sendo apurada. Não interessa para o desempregado se a falta de ocupação veio de cicrano ou beltrano: interessa que o bolso - e a panela - estão vazios. O resto é desculpa para boi dormir.

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    • W

      Walter

      ± 20 horas

      Durante a pandemia, período de março a junho: 1,595 milhão de desempregados. De julho a setembro: 697 mil postos de trabalho recriados. SALDO: 898 mil desempregados desse período de pandemia. Fonte: CAGED. Milhões de pessoas desempregadas? Os milhões de desempregados a que você se refere foram herdados dos 16 anos de PT e seu bando (outros partidos). Reveja suas conclusões antes de escrever a esmo.

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    Ciro Santos

    ± 22 horas

    Nossos raivosos compatriotas esquerdistas sempre torcendo contra a governabilidade e a responsabilidade fiscal. A incurável compulsão pela destruição.

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    Ciro Santos

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    Ren Wysocki

    ± 22 horas

    Isso a Globo não mostra

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    carlos

    ± 23 horas

    Elegemos um delinquente, estúpido e mal intencionado, e só podia dar nisso.

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  • D

    Dario de Araújo Dafico

    ± 24 horas

    Duas grandes bobagens que continuam sendo repetidas pela imprensa: 1) "O executivo não está comprometido com o equilíbrio fiscal". Mentira feia! Todas as tentativas do Paulo Guedes foram frustradas durante as negociações prévias com os congressistas. 2) "É preciso ampliar a capacidade de testagem da covid". Idiotice pura! Isso só serve para assustar a população! Ainda bem que o governo não caiu na armadilha dessa ideia desenhada para destruir a economia! O rastreamento de infectados para isolamento só tem eficácia em ditaduras ou economias pós industriais (ex.: Alemanha) e mesmo assim quando do surgimento de um primeiro foco.

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      Jared280

      ± 20 horas

      andrea silva: Exatamente. Estava na cara que essa "despreocupação" com a alta do câmbio teria consequências nefastas no contexto de condições extremas, como estão ocorrendo agora. Ao invés de reverter isso, o que o Sr. Guedes faz? Brinca de animador de auditória. Já chega, esse degoverno já venceu o prazo de validade...

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    • A

      andrea silva

      ± 22 horas

      Quanta bobagem. Paulo Guedes é um incompetente em amplo sentido e sabia bem sobre os vícios do Estado quando ingressou no cargo. Além disso, criou um desequilíbrio no fornecimento interno de insumos para a indústria que está ficando desabastecida. Graças a sua política de juros baixos e dolar elevado, optam por exportar e na minha área industral alguns insumos subiram 50%. Em 2021 o resultado disso tudo vai aparecer com mais clareza.

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    • L

      luiz lemos

      ± 22 horas

      Concordo. Vivem repetindo essa frase de falta de comprometimento. O executivo tem que apresentar propostas, ok, mas para quem elas não são boas? Viáveis? Não são boas ou viáveis para interesses partidários apenas.

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    • L

      luiz lemos

      ± 22 horas

      Concordo. Vivem repetindo essa frase de falta de comprometimento. O executivo tem que apresentar propostas, ok, mas para quem elas não são boas? Viáveis? Não são boas ou viáveis para interesses partidários apenas.

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  • M

    MARCELO DE PAOLA

    17/11/2020 2:45:28

    Os altos índices de arrombamentos e assaltos no centro de curitiba não combinam com a leitura de uma saída d recessão. Imagine o que será, quando não houver mais o auxílio que tem irrigado um pouco a economia. Horizonte carregado à frente...

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