i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Editorial

O Brasil movido a soja

Se solucionar ao menos em parte seus problemas logísticos, o país vai se tornar ainda mais competitivo no mercado da oleaginosa

  • Por
  • 04/05/2014 21:02

O agronegócio e, consequentemente, a economia brasileira são cada vez mais movidos a soja. É o que mostra o avanço do grão na composição do Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária. A arrecadação do setor primário está crescendo e os segmentos ligados ao campo se beneficiam desse ciclo de expansão sem data para terminar. Considerando apenas esta década, a oleaginosa subiu 2,5 pontos no VBP do Paraná, e 3,7 pontos no VBP nacional. O estado e o país estão ampliando a cada ano a área cultivada com soja e esses números significam que a estratégia resultou em crescimento da renda.

O VBP mede a arrecadação de "dentro da porteira", ou seja, não traduz a realidade da indústria e da prestação de serviços. No entanto, o faturamento de setores como o de transporte e o de processamento de grãos acompanham o crescimento da soja. Neste ano, o Paraná espera faturar R$ 14 bilhões com o grão e o Brasil, R$ 99 bilhões. Como as previsões de queda no preço da commodity não estão se concretizando, não será surpresa se o estado atingir R$ 15 bilhões e o país alcançar a marca histórica de R$ 100 bilhões em receita com o produto.

A liquidez e a rentabilidade da soja faz da oleaginosa a melhor opção para a agricultura. Não à toa, culturas como o milho, o feijão e a própria pecuária a pasto cedem espaço ao grão. Em abril, o Brasil registrou exportação de 8,2 milhões de toneladas de soja em grão. O volume é o novo recorde mensal, equiparado ao dos Estados Unidos, tradicional maior produtor, e agora segundo maior exportador. No ritmo atual, as exportações brasileiras devem atingir a estimativa de 45 milhões de toneladas do grão em 2014 com tranquilidade.

O Brasil vem ocupando mais espaço no mercado internacional da soja porque mostra-se competitivo ante seus principais concorrentes: Estados Unidos, Argentina e Paraguai. Embora não tenha a infraestrutura desejável na malha de transporte interno e nos portos marítimos, cobra menos impostos sobre o grão. É como se isso fosse uma compensação pelos engarrafamentos nas rodovias, pela falta de espaço nas ferrovias e pela sobrecarga nos portos, que resultam em descontos (prêmios negativos) nas cotações.

A produtividade da soja no Brasil equivale e, em alguns anos, deve passar a norte-americana. Daí vem a certeza de que a situação pode melhorar ainda mais. Se solucionar ao menos em parte seus problemas logísticos, o país vai se tornar ainda mais competitivo. Ou seja, existe margem para domínio ainda maior do mercado internacional da soja.

O principal importador do produto no mundo, a China, mostra-se um parceiro mais promissor do que a União Europeia, antigo líder na compra da produção brasileira. O Brasil continua atendendo antigos clientes, mas cresce ao se pautar na evolução da economia asiática e da própria demanda internacional.

E não é verdade que esse crescimento da participação da soja na economia brasileira ocorre por falta de esforços na agregação de valor ao produto primário. A China tem estrutura própria de processamento e compra soja em grão. Mesmo assim, na própria lista dos produtos com maior peso no VBP, estão itens diretamente relacionados ao complexo industrial da oleaginosa.

No Paraná, o segundo produto com maior participação no VBP agropecuário é o frango, com 15,1% (2013). Líder na produção e na exportação de carne de ave, o estado encontrou nesse setor uma forma de faturar mais sobre a colheita de grãos, uma vez que a ração do frango é feita à base de soja e milho. Os aviários e frigoríficos são indústrias de proteína ligadas à agricultura. Em âmbito nacional, o segundo produto é o boi (13,2%), cada vez mais tratado a ração, e o terceiro posto é que fica com o frango (11,4%).

O crescimento da soja dentro do VBP mostra que o grão se sustenta como uma alternativa lucrativa. A renda obtida com as vendas in natura cresce mais que a média, que abrange itens como as carnes, o leite, a cana-de-açúcar e outros grãos. E essa expansão merece ser vista como uma aposta acertada, não só pelo avanço do setor da oleaginosa em si, mas pelos resultados em cascata benéficos à economia como um todo.

Dê sua opinião

Você concorda com o editorial? Deixe seu comentário e participe do debate.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.