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A respeito da polêmica da cobrança de direitos autorais pelo Ecad em relação a músicas executadas nos coletivos, gostaria de lembrar à presidente daquele órgão (que teve carta publicada em 27/10) que o autor e o intérprete da obra já recebem direitos autorais na venda da mídia (CD, DVD etc.). Não há qualquer razão para nova arrecadação pela execução em locais públicos dessas obras, a não ser pelas leis arcaicas que dão margem a esses achaques. Infelizmente, nossos parlamentares estão mais preocupados em legislar em causa própria e se defender de acusações de corrupção do que em perder tempo com essas questões menores.

Antonio VeigaCuritiba – PR

Ecad 2

A lei brasileira n.º 9.610, dos direitos autorais de som, imagem e texto, possui referências que vejo serem discutidas e terem a ver com a definição das palavras publicar, público e domínio. Quando uma música é tocada em público, está sendo publicada, simples não? Sim, e nestes casos há incidência de pagamento autoral. Músicas tocadas em ônibus estão sujeitas ao pagamento autoral, assim como casamentos e quaisquer outras áreas em que é tornada pública. Uma obra de domínio público não é do domínio do público e aí existe confusão. O domínio público pertence ao Estado e não às pessoas. Isto só acontece após 70 anos da morte do autor, se herdeiros ou sucessores não existirem ou não reclamarem seus direitos, que são irrevogáveis e irretratáveis. Um autor que não receba tais direitos deve reclamar junto aos órgãos aos quais seja associado. Lei não se discute, se cumpre!

Celito Medeiros, artista plástico e escritorCuritiba – PR

Copa

Sei que vou na contramão da grande maioria. Ao ver que a Fifa concedeu ao Brasil a responsabilidade de fazer aqui a Copa do Mundo de 2014, me borbulharam pensamentos. Embora a imensa maioria de nosso povo seja hipnotizada pelo futebol, penso que este esporte e esta paixão sejam usados para que as pessoas não se lembrem de suas próprias dificuldades. Enquanto o seu time é campeão, o povo não se lembra da falta de segurança, de dinheiro, de transporte e de saúde, por exemplo. Ninguém se lembra da corrupção que grassa solta, inclusive dentro dos próprios clubes. Na Roma antiga, já se dizia que o povo tinha de ter "pão e circo" para se manter calmo. O pão, embora minguado, já temos. O circo, agora em grande estilo, está a caminho.

Jefferson Dieckmann, técnico em telecomunicaçõesCuritiba – PR

Bruno

"Nada justifica a morte de Bruno Coelho. Entretanto confundir "pichação" com arte, como fez um leitor, é um equívoco. Grafitagem pode ser considerado arte popular, feita em muro autorizado. Pichação é vandalismo, desrespeito ao patrimônio público e particular e praticado por elementos oriundos da classe média. Pobre não tem dinheiro para comprar "spray". Não precisa prender, pois não resolve nada, mas se deve fazer a família dos infratores pagar os prejuízos."

Bruno Costa Cichon, professorCuritiba – PR

Direitos humanos

Gostaria de saber se a comissão de direitos humanos foi até a casa do senhor Nelson dos Santos, carcereiro da cadeia pública de Guaratuba, para ver se ele e a sua família estão precisando de alguma ajuda. Se fosse ao contrário, já estavam cheios de pena dos bandidos que fazem essas barbaridades com pessoas decentes. Estou indignado!

Márcio SoaresCuritiba – PR

Pedágio

Fiquei feliz com a solução de se entregar as rodovias para as concessionárias que vão cobrar menos dos usuários. Como nos contratos antigos se privilegiou quem paga mais, imagino que a solução seja simples. Que se deixe de cobrar a cota do governo (outorga) das concessionárias e se reduza os valores do pedágio em vez de reclamar das concessionárias e ao mesmo tempo lucrar com elas. Será que o governo estadual realmente quer resolver o problema dos pedágios caros?

Roberto GeorgCuritiba – PR

Feira do Largo 1

A Diretran abandonou por completo a Feira do Largo da Ordem. Antes tinham se restringido a bloquear o trânsito na Rua do Rosário, depois desapareceram e deixaram feirantes e freqüentadores da Feirinha do Largo da Ordem entregues à educação e ao bom senso dos bons motoristas que transitam por ali. Para a Diretran, nos domingos não há cartões do Estar para serem fiscalizados e a vidas humanas são só um detalhe.

Mauro LisboaCuritiba – PR

Feira do Largo 2

Atração de Curitiba e ponto certo na visita dos turistas que por aqui passam, a Feirinha do Largo da Ordem deveria receber mais atenção por parte de nossa prefeitura. Algumas das calçadas utilizadas estão em péssimas condições, causando acidentes aos turistas, que gostariam de poder observar os artigos ali oferecidos, mas que têm antes de se preocupar em olhar aonde pisam pois correm o risco de se machucar.

Guy Everson WolffCuritiba – PR

Tropa de elite

Sem querer desmerecer o Bope, tão elogiado e comentado ultimamente, não nos esqueçamos que aqui no Paraná temos uma "Tropa de Elite" digna de nota máxima. É o Grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial), reconhecidamente uma das unidades anti-seqüestro mais preparadas e eficientes do Brasil e do mundo. Desde 1992, quando o Tigre foi criado, todos os casos de seqüestro envolvendo vítimas foram solucionados sem qualquer ferimento aos reféns e sem o pagamento de resgate. E foram dezenas de reféns libertados no Paraná, em outros estados e até no exterior e centenas de seqüestradores presos. Policiais de todo o país vêm a Curitiba para treinar e aprender com esses homens. Prestemos nossas justas homenagens a esse Grupo de Elite. Parabéns!

João L. Teixeira, advogadoCuritiba – PR

MST

Se ficar confirmado que o líder sem-terra morto durante a reocupação da fazenda experimental Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste (Gazeta do Povo de 27/10), era funcionário da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar), com um salário de R$ 3 mil, estaremos diante de uma prova concreta do chamado "aparelhamento do Estado", que a mídia diz estar sendo empreendido pelo governo Lula. Os R$ 3 mil que o líder sem-terra recebia eram provenientes dos cofres públicos? Em caso afirmativo, então eu, que sou contribuinte do imposto de renda, gostaria de saber se o dinheiro que eu recolho aos cofres público estaria custeando agentes de invasões de propriedades rurais particulares. Gostaria de saber, também, se o funcionário estava em desvio de função, ou se estaria exercendo regularmente sua função. Entendo que é necessário recolher tributos para custear a democracia. Agora, é um absurdo o dinheiro recolhido ser utilizado para custear uma atividade da máquina administrativa pública que atenta contra a democracia. O caso merece ser investigado também por uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mas de âmbito federal.

Joel Samways Neto, procurador do Estado do ParanáCuritiba – PR

Metrô

Curitiba está preparada para receber o metrô. Penso que deveria ser feito um mutirão para que tivéssemos o metrô o mais rápido possível: uma obra que deveria ser realizada em seis anos, com mutirão poderia ser realizada em três ou quatro anos – e com segurança. Viajo muito para São Paulo e lá não sinto falta de carro, até táxi uso pouco. Ando muito de metrô, rápido, prático, limpo, barato, e me leva de um lado da cidade para outro em 5 ou 10 minutos. Como podemos falar em meio ambiente e pedir para as pessoas andarem de ônibus para preservar a natureza se dentro do ônibus elas não têm o básico.

Zilda SiqueiraCuritiba – PR

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Praça Carlos Gomes, 4CEP 80010-140 – Curitiba, PR Fax (041) 3321-5472

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