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Para mostrar a cidade aos visitantes e interessados, achei excelente o novo ônibus que a prefeitura disponibiliza para passeio nos principais pontos turísticos da cidade, que são muitos. Mas notei que os passageiros que vão no andar superior não dispõem de cinto de segurança. Pergunto se a empresa não estaria transgredindo leis de trânsito?

Gil Amorim Jr., corretor de seguros, Curitiba – PR

Adeus a Moysés 1

Curitiba entristeceu neste fim de ano com a morte de Moysés Paciornik. Reencontrei-o vinte dias atrás, no aniversário de uma amiga. Ninguém é eterno, mas ele parecia ser nos seus 94 anos, com uma mente perfeita e sempre com uma palavra amiga e um conselho a oferecer ao seu semelhante. É a vida. Que Deus o receba de braços abertos, como ele sempre agiu com os que tiveram o privilégio de conhecê-lo pessoalmente.

Antonio Borges dos Reis, engenheiro civil, por e-mail

Adeus a Moysés 2

As diretorias da Associação dos Hospitais, Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde e seus 16 Sindicatos Filiados no Paraná manifestam seu profundo pesar pelo falecimento do ilustre médico e dirigente hospitalar paranaense Moysés Goldstein Paciornik, solidarizando-se com seus familiares neste momento de dor. Foi uma grande perda para as instituições de saúde, que teve no dr. Paciornik um expressivo líder e incentivador. Após formar-se pela Universidade do Paraná, em 1938, teve destacada atuação para criar ou fortalecer entidades representativas das áreas médica e hospitalar. Ajudou a fundar o Sindicato (Sindipar) e depois a Associação dos Hospitais do Paraná (Ahopar), organizações que presidiu. Também contribuiu de forma decisiva para a constituição, há 17 anos, da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Paraná (Fehospar). Por quase meio século, dirigiu o hospital que levava o seu nome e onde nasceram milhares de curitibanos. Deixa um legado de dedicação e perseverança como exemplos a serem seguidos.

Renato Merolli, presidente da Associação e Federação dos Hospitais do Paraná

Adeus a Moysés 3

Tive o privilégio de conhecer o médico Moysés Paciornik. Além de ser um gentleman, sempre nos ensinava muita coisa, com simplicidade e simpatia incomparáveis. Sua morte nos deixa todos um pouco órfãos – era um sábio, grande médico, exemplo de bem viver. Procuro seguir alguns de seus ensinamentos para me manter saudável e recomendo a todos a leitura de seus livros.

Neidi Munhoz Gleich, por e-mail

Adeus a Moysés 4

Estamos entre os privilegiados que puderam privar da companhia do dr. Moysés Paciornik e a admiração que a ele tributamos continuará em nossa memória. O tipo físico de Dr. Moysés era inconfundível: esbelto, sempre impecável, freqüentemente de branco e portando uma de suas inseparáveis gravatinhas borboleta. A imagem elegante combinava com sua personalidade: um homem íntegro, inteligente, competente, culto e extremamente educado. Vivia lendo, estudando, pesquisando e trabalhou muito, inclusive nas reservas indígenas, procurando incorporar alguns hábitos destes povos ao ambiente citadino. Entusiasmado, escrevia crônicas e textos científicos divulgando novas teorias e conhecimentos. Era um conferencista inspirado, capaz de manter atenta qualquer platéia. Dedicado à saúde da mulher, foi um dos pioneiros das campanhas de prevenção de câncer. Tranqüilo, mantinha o mesmo tom de voz nas mais diferentes circunstâncias: ninguém jamais o viu levantar a voz ou assumir atitudes iradas. Sua filosofia de vida não abria espaço para grosseria ou deselegância. Realmente, foi um homem raro, que deixa saudades imensas e muitas lições de vida.

Clotilde de Lourdes Branco Germiniani, por e-mail

Paranaense histórico 1

Desconhecia a biografia de Bento Munhoz da Rocha e achei que a votação do maior paranaense da história foi um reconhecimento a quem tanto se dedicou as causas do nosso estado (Gazeta, 28/12). Votaria em Jaime Lerner pelas transformações realizadas em nossa capital, sendo modelo para o mundo e por ter feito o Paraná deixar de ser um estado meramente agrícola, para ser forte também na indústria, não esquecendo o que ele representa internacionalmente como grande líder da União dos Arquitetos. Isto é, o Paraná tem grandes nomes que fizeram história, um orgulho para todos nós.

Celso Freitas, Curitiba – PR

Paranaense histórico 2

Não há como concordar com a escolha de Bento Munhoz da Rocha como "o maior paranaense da história". Sua luta em defesa da "unidade territorial do estado" que culminou com a extinção do Território Federal do Iguaçu, contrariou o projeto nacionalista de Vargas, que havia trazido um novo impulso desenvolvimentista para as regiões Oeste e Sudoeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina e acabou por condená-las a algumas décadas de atraso em relação à política de integração nacional. Basta recorrer à escassa historiografia que trata do tema para entender as razões da criação do Território Federal do Iguaçu e sua importância para o desenvolvimento regional. Um bom exemplo a ser citado é o caso de Iguaçu, atual Laranjeiras do Sul. Escolhido para ser a capital do território, o município que apresentava uma perspectiva de desenvolvimento nas áreas de infra-estrutura, economia e promoção humana sem precedentes na história regional, possui atualmente um dos mais baixos IDH do estado. Munhoz da Rocha como deputado constituinte pelo Paraná em 1946 poderia ter praticado sua tese em favor das liberdades humanas e proposto um plebiscito para que a própria população interessada pudesse escolher entre retornar aos estados de origem ou continuar como a nova unidade federativa criada por Vargas. Assim não o fez! Preferiu apresentar uma emenda constitucional para extinção do território e lutar nos bastidores da Assembléia Nacional Constituinte pela sua aprovação. Foi uma luta injusta e desigual, pois a região do Território do Iguaçu, sequer tinha representantes na Assembléia.

Arno Bento Mussoi, professore e historiador, Larajeiras do Sul – PR

Paranaense histórico 3

Sem dúvida alguma, Bento Munhoz da Rocha Netto é uma das maiores expressões políticas e intelectuais da terra dos pinheirais: 35 anos depois da sua ausência, é eleito o "unificador do estado" e "o maior paranaense da História". A sua maior e merecida eleição. Na qualidade de autor do livro "Palácio Iguaçu: coragem de realizar de Bento Munhoz da Rocha Netto", lançado em outubro último, retrato neste trabalho uma das suas principais obras. Necessário se faz uma correção e uma observação importante nesta brilhante reportagem: o Arquivo Público do Paraná foi criado pela Lei n.º 33, sancionada pelo 1º Presidente da Província do Paraná, Conselheiro Zacarias de Góes e Vasconcellos, em 7 de abril de 1855. Denominado "Archivo Publico", tinha como finalidade reunir a memória impressa e manuscrita sobre a história e geografia do Paraná. Sua sede própria foi inaugurada em 1978, no governo de Jaime Canet Júnior, e posteriormente, em 2001, ganhou novas instalações. O correto seria afirmar que Bento Munhoz "deixou para o Paraná" foi o Palácio Iguaçu. Inaugurado em 1954, com arquitetura moderna e arrojada para a época. Foi alvo de críticas e de incompreensões, que somente homens públicos da envergadura de Bento Munhoz sabem enfrentar com firmeza.

Jair Elias dos Santos Júnior, historiador, Curitiba – PR

Gastos nos legislativos

Não só o Legislativo federal, mas também os estaduais e municipais precisam rever os seus gastos. Mas é bom frisar que essa revisão deve ser feita para menos e não para mais. Os legislativos nos três níveis são importantes para a democracia, mas, infelizmente, são instituições caras e inoperantes quando se trata de defender os interesses coletivos. Normalmente, os "doutos" legisladores agem corporativamente, em seus próprio interesse.

Honorino Colla, por e-mail

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