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Coronavírus

Falta de cuidados com a Covid põe em maior risco a vida de 250 mil curitibanos

  • 30/06/2020 09:38
Falta de cuidados com a Covid põe em maior risco a vida de 250 mil curitibanos
| Foto: Gazeta do Povo

Das 600 mortes registradas no Paraná por Covid-19 segundo o boletim desta segunda-feira (29), 440 foram de pessoas com mais de 60 anos, ou 73%. Considerando os 21 mil casos confirmados no estado, a letalidade é de apenas 2,8%. Mas, na faixa acima de 80 anos, a letalidade sobe para 31,6%: dos 506 infectados, 160 morreram. Apesar de o índice seguir uma tendência nacional e mundial, em que a idade se torna fator de risco para a infecção pelo coronavírus, há exemplos de cidades que estão com taxas menores, indicando um caminho para salvar vidas durante a pandemia.

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No Paraná, dos 21.089 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, 14,5% são de pessoas com mais de 60 anos. As faixas entre 20 e 39 anos respondem por 43% dos casos, mas somente por 0,12% dos óbitos; entre 40 e 59 anos, há 34,8% dos casos confirmados, e 21,8% das mortes. Entre os mais jovens, a doença é pouco letal: 1.604 casos, ou 7% do total, com apenas 3 mortes (0,1%).

Um obstáculo para frear a pandemia é identificar os casos e isolá-los antes que contaminem mais pessoas. Outra alternativa é monitorar de mais perto os idosos, o público mais vulnerável, para que não se contaminem. Uma vez que estejam contaminados, os serviços de saúde precisam agir rápido, para evitar o agravamento do quadro.

Em Santa Catarina, que nesta segunda-feira chegou à marca de 25 mil casos confirmados de coronavírus, a letalidade da Covid-19 é de 1,29%. Da mesma forma que o Paraná, as pessoas acima de 60 anos são as grandes vítimas: representam 71% das 324 mortes. A diferença, no estado catarinense, é que a proporção de idosos infectados é menor: são 10,8% do total, contra 14,5% no Paraná.

O monitoramento dos idosos deve ser feito pelos serviços municipais de saúde. Nesse caso, o controle do contágio em idosos também ajuda. O painel de Covid-19 de Curitiba, divulgado na sexta-feira (26), mostra que os idosos respondiam por 18,4% dos infectados até aquele dia e por 13,6% das mortes. No boletim desta segunda-feira (29), a capital paranaense aparece com 4.774 casos confirmados e 145 óbitos, letalidade geral de 3% -- não há dados diários sobre faixa etária.

O diretor de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, Juliano Gevaerd, explica que há 250 mil pessoas acima de 60 anos, e monitorar todos os casos é impraticável. “É um público extremamente grande. Estabelecemos então o monitoramento daqueles que têm maior risco entre idosos, que são aqueles acima de 80, ou acima de 70, que moram sozinhos ou tem comorbidades e daqueles que estão em instituições de longa permanência”, afirmou. A responsabilidade dessa ação é dividida entre cada administração regional: os distritos sanitários é que devem fazer o acompanhamento desses idosos.

“Também fizemos campanha de marketing, tentando mobilizar sociedade, criar uma rede de solidariedade, e pedimos para familiares manterem a interação social, porque é fundamental trazer o idoso para a sociabilidade”, acrescentou. Nas divulgações dos boletins diários, a secretária municipal de saúde, Márcia Huçulak, sempre destaca a necessidade do distanciamento social e protocolos de higiene para quem vai visitar um idoso da família. “Não adianta a vovó ficar em isolamento se a neta vai para a balada e depois vai tomar café com a vovó.”

Menos idosos doentes, menos mortes

Ponta Grossa, por outro lado, que acumula nesta segunda-feira 424 casos confirmados e apenas 1 óbito, tem menos idosos infectados: as pessoas com mais de 60 anos representam 12,7% do total. O secretário-adjunto de saúde da cidade, Rodrigo Manjabosco, afirma que sempre foi uma preocupação orientar as pessoas mais velhas e dentro do grupo de risco. A cidade tem 351,7 mil habitantes.

“Nas ações de orientação, esclarecimento e monitoramento, e algumas vezes até tratamento, a unidade de saúde municipal, a atenção primária é nossa referência sim, a saúde da família. Médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e agentes comunitários de saúde que dão suporte a essa equipe, muitas vezes fazendo busca ativa, fazendo orientação, e muitas vezes entrando em contato, ver como está a saúde dessa pessoa”, afirmou. Em algumas situações, a visita é presencial, mas sem adentrar na casa do paciente em tempos de pandemia.

Em Chapecó, por exemplo, cidade de 220,3 mil habitantes que tem o maior número de casos confirmados no estado vizinho – 2.753 na segunda-feira (29) – apenas 104 pessoas acima de 60 anos testaram positivo para o coronavírus, ou 3,8% do total. Com poucos casos com perfil para quadros graves de Covid, a cidade acumula apenas 11 mortes. A letalidade para idosos, entretanto, permanece alta: 8 dos óbitos (72%) na faixa acima de 60 anos. Em Cascavel, outro exemplo, com 328 mil moradores, são 2.320 casos confirmados, cerca de 400 a menos do que Chapecó, mas o número de mortes é bem maior: 47 na cidade paranaense – o boletim diário não dá detalhes sobre a idade.

Vulnerabilidade

Segundo o geriatra Vitor Pinterelli, é fundamental que o idoso pratique o isolamento social e o distanciamento, bem como seus familiares ou cuidadores. “Não basta que o idoso fique em casa isolado se as pessoas com quem ele precisa conviver levam a doença para dentro de casa. Toda a estratégia de distanciamento social acaba perdendo a serventia”, opina. Segundo ele, a vulnerabilidade à Covid-19 com o avanço da idade é natural. “Há uma diminuição da reserva funcional orgânica tanto decorrente do próprio processo de envelhecimento como é resultado das doenças que vão comprometendo o funcionamento normal dos diversos órgãos vitais”, explica.

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Comentários [ 6 ]

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  • C

    C R Berger

    ± 26 minutos

    Belo artigo, Rosana. Como sempre. Veja esses dados. Ponta Grossa, com 351 mil habitantes tem HUM caso de morte. Curitiba tem 1.765.000 habitantes e hoje 148 mortes. ISSO significa em Ponta Grossa, uma morte a cada 351 mil habitantes. Em Curitiba, uma morte a cada 12 mil habitantes. Deu ruim, hein. TODOS SABEMOS PORQUE: ÔNIBUS.....TOSSE, ESPIRROS, PESSOAS SEM O ESPAÇO RECOMENDADO PELO OMS.

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  • C

    Celito Medeiros

    ± 1 horas

    Estou na faixa dos 70... Isolamento total, mas é possível que eu seja contaminado. Sinceramente não estou preocupado comigo, nem apenas com minha família e amigos, mas com todos deste planeta. Não será fácil este prolongamento da Epidemia sem vacinação em massa. A Vacina também não protegerá 100% e proteger 95 a 99% ainda deixa um número expressivo, mas que não significa óbito, destes muitos nem terão os sintomas. Cuidem-se e aos que convivam no mesmo ambiente.

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  • A

    Adriano

    ± 1 horas

    Essas porcentagens indicadas na reportagem não refletem a realidade porque a quantidade de infectados é muito maior do que somente os testados positivo.

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  • C

    C R Berger

    ± 2 horas

    O risco do idoso não é exatamente por sair de casa. Normalmente, ele costuma ser lento, pensa o que vai fazer. A situação muda quando ele entra no ônibus. Tosse, aglomeração, espirros, gotículas no ar. Leva a breca. Ninguém faz nada contra isso.

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  • L

    Leandro

    ± 5 horas

    Sensacionista pra caramba, interessante que Curitiba já possui sua série histórica de mortes em tal faixa e ninguém comentava nada. Parabéns a Senhora Rosa Felix por sua matéria de cenário apocalíptico curitibano. Mal posso esperar pra ler sobre o desemprego, fome e violência daqui uns dois trimestres.

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  • G

    Gisa

    ± 6 horas

    O que estão fazendo com os idosos é muito cruel, prendendo-os em casa indefinidamente, restringindo-lhes o afeto e a atenção das pessoas pelas quais eles tanto sacrificaram. Tudo isso para que os mais jovens continuem com as suas vidinhas egoístas e mesquinhas. Medidas paliativas de isolamento apenas dos mais velhos não vão conter o coronavírus, que só vai fraquejar com ações radicais de isolamento para TODOS.

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