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Após ficar à deriva, ferry-boat de Guaratuba encalhou em banco de areia e teve de ser rebocado.
Após ficar à deriva, ferry-boat de Guaratuba encalhou em banco de areia e teve de ser rebocado.| Foto: Reprodução Bom Dia Paraná

A cena do ferry-boat à deriva na baía de Guaratuba, no Litoral do Paraná, se repetiu na tarde de quinta-feira (9). Segundo o jornal Bom Dia Paraná, da RPC, a embarcação não conseguiu atracar, foi levada pela maré e acabou encalhada em um banco de areia com diversos veículos embarcados que faziam a travessia.

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O socorro com uma balsa rebocadora levou cerca de uma hora. O que causou bastante fila dos dois lados da travessia. A falha ocorre perto do início do verão, em 21 de dezembro. A temporada de verão é o período mais importante para a economia do Litoral, quando a população de Guaratuba e outros municípios da região chega a dobrar. É a terceira vez que um ferry-boat fica à deriva na baía de Guaratuba desde que a concessionária BR Travessia assumiu o serviço em abril.

Em nota, a BR Travessias informa que os ventos fortes e o fato de um dos trapiches de acesso ao desembarque estar em obra prejudicaram a manobra do condutor da embarcação. Segundo a concessionária, imediatamente o piloto acionou apoio, que foi enviado, sem que houvesse nenhuma perda material e nem feridos.

"A BR Travessias reitera a informação de que as obras no trapiche, com previsão de conclusão em cerca de oito dias, além do movimento das marés, estão por trás desses contratempos que envolvem a dificuldade no atraque da balsa de maior porte, o que leva o piloto a  refazer a manobra", reforça a empresa. "A  concessionária reconhece que houve um tempo maior de espera (cerca de 1h40) e, consequentemente fila, na margem Matinhos/Caiobá", admite a concessionária em nota.

Série de problemas

Desde que assumiu a gestão do ferry-boat em abril, a BR Travessias vem apresentando uma série de problemas com as embarcações. Motoristas reclamam do tempo da travessia. A espera já chegou a mais de três horas para cruzar a baía. Ao menos três vezes o ferry-boat ficou à deriva no mar desde agosto, sempre gerando filas de veículos nos dois lados da travessia.

O primeiro registro de embarcação à deriva foi em agosto, quando a balsa apresentou problemas mecânicos. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) chegou a multar a concessionária neste episódio. Além disso, inspeção da Marinha interditou duas embarcações, que foram liberadas na sequência após manutenção.

Esse cenário levou a prefeitura de Guaratuba na época a declarar Estado de Calamidade pelo risco de o município ficar isolado por falhas na travessia. A Polícia Civil chegou a ser acionada para apurar as falhas.

Em outubro, após o DER reforçar a fiscalização na travessia, uma balsa trazida para reforçar a travessia também ficou à deriva já no primeiro dia de operação. A embarcação bateu nas pedras da praia. Entre os veículos embarcados havia um caminhão-tanque com combustível. Nessa ocasião, a BR Travessia alegou que houve um erro na manobra do piloto, que não conseguiu atracar por causa da maré alta.

Comerciantes de Guaratuba não escondem a preocupação com o ferry-boat no verão, período mais importante do ano para o Litoral. O temor é de que falhas na travessia atrapalhem a retomada da economia após a temporada passada praticamente não existir por causa da pandemia de Covid-19.

Ponte de Guaratuba

A Ponte de Guaratuba, anunciada pelo governo estadual que resolveria os problemas na travessia, ainda vai levar alguns anos para sair do papel. Neste momento, está em elaboração o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e de estudos preliminares de engenharia. O trabalho está sendo conduzido pelo consórcio formado pelas empresas Maia Melo Engenharia, de Pernambuco, e Enescil Engenharia de Projetos, de São Paulo, vencedor da licitação.

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