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Entrevista

Nordeste, Europa, EUA? Pandemia vai “obrigar” paranaenses a descobrir o Paraná

  • 19/07/2020 18:00
Lago da Usina de Chavantes, em Ribeirão Claro.
Lago da Usina de Chavantes, em Ribeirão Claro.| Foto: Arnaldo Alves /AEN

O empresário João Jacob Mehl foi duplamente atingido pela pandemia do coronavírus. Ele não pegou a doença, mas a pandemia pegou seus negócios. No campo pessoal, ele demitiu 25 funcionários e fechou em junho as atividades do buffet de eventos Ilha do Mehl, que mantinha há 43 anos em Curitiba. À frente da autarquia Paraná Turismo, as dores de cabeça não têm sido menores. No início da pandemia, criou um grupo de trabalho intersetorial – com representantes de bares, hotéis, restaurantes e empresas de eventos – que, apoiado pelo Sebrae, desenvolveu um plano de retomada do turismo. O projeto, no entanto, se mantém em stand-by. “Não podemos lançá-lo, enquanto essa curva não descer, não adianta lançar nada, será inócuo”, lamenta. Em entrevista à Gazeta do Povo, Jacob Mehl adianta alguns aspectos desse plano que espera implementar a partir de setembro e que, necessariamente, deverá fomentar o turismo regional, já que “ninguém vai poder sair daqui, os outros países estão fechados para nós”. E não só por isso. “No ano passado eu enlouqueci, visitei 71 municípios e me apaixonei mais ainda pelo meu estado de tanta coisa bonita que tem. E o paranaense tem que conhecer”, recomenda.

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O senhor encerrou um negócio de mais de 40 anos. Outros também estão fechando. Como vê este momento, no campo pessoal e em sua atuação no setor público?

No campo pessoal, tenho consciência de que agi corretamente. Tenho cinco filhas, nenhuma quis tocar o meu negócio. Em minha idade não vou ficar até de madrugada, por que as festas são até de madrugada sempre. E eu não tinha recursos para manter o buffet fechado por oito a dez meses. Aguentei março, abril, maio e junho. Não tinha mais condições, tive que fechar. Eu tinha um grupo grande de clientes, com festas marcadas que foram canceladas. Tínhamos festas para o ano que vem. Estamos devolvendo gradativamente para nossos clientes. Essa é a minha situação pessoal, não tem volta. Quanto aos funcionários, estou fazendo acerto. Tinha funcionário comigo há 35, 40 anos. Eram 25, fui reduzindo, estava com 12 agora. São mais de R$ 300 mil para acertar com esse pessoal.

E na esfera pública, como afetou seu trabalho como diretor-presidente da Paraná Turismo?

A primeira atitude nossa, de governo, foi planejar o recomeço. Desde março começamos um trabalho de recuperação, a Parana Turismo se uniu à Invest Paraná, depois trouxemos para dentro o G5, que é a entidade que agrega todas as entidades de trading de turismo, e fomos ao Sebrae. Elaboramos um projeto de turismo regional, mas é complicado, mas não podemos lançá-lo porque enquanto essa curva não descer, não adianta lançar nada, será inócuo.

Estamos trabalhando com o Sebrae para de alguma forma reeducar as agências de viagens do interior, porque as agências normalmente vendem pacotes para fora do Paraná. Querem vender o Nordeste, a Europa, os EUA. E precisamos nesse momento que elas sejam mais receptivas, mostrem o que o Paraná tem. E o Paraná tem muita coisa. Nesse primeiro ano de gestão, conquistamos todos os prêmios imagináveis. Foi o estado que mais cresceu no turismo, dito pelo IBGE, batemos recorde (de visitação) no Museu do MON, na descida de trem para Morretes, no Parque das Aves, na visitação a Itaipu e as Cataratas. São cinco recordes fantásticos. O Ministério do Turismo distribuiu 25 prêmios aos melhores projetos turísticos do Brasil, e o Paraná levou sete. Quatro com Foz do Iguaçu e três com Guarapuava. Estávamos num boom turístico maravilhoso, e, de repente, começamos com esse sofrimento.

João Jacob Mehl é diretor-presidente da Paraná Turismo
João Jacob Mehl é diretor-presidente da Paraná Turismo| Arquivo pessoal

E agora?

A gente não sabe por onde começar. Num momento tão difícil, em que todos os empresários estão pedindo, onde está o dinheiro? Você citou minha empresa, quando eu precisei de dinheiro, os bancos que eu procurei me pediram uma estimativa de receita dos últimos meses. Eu não tinha receita nenhuma. Não havia possibilidade de apresentar qualquer volume de arrecadação, se ela estava fechada. Não tinha qualquer direito a crédito, consequentemente. E escuto todo mundo se queixar da mesma forma. Quando cai geada, o agricultor muitas vezes é beneficiado com alguma dotação, alguma ajuda a fundo perdido. Um trator que vai pagar em 5 a 10 anos. A gente vê muita ajuda para a agricultura e não vê para o turismo. Portugal tem quase 30 milhões de visitantes estrangeiros por ano, Cancun tem 20 milhões, e nós, num país continental desses, com tanta beleza, não passamos de 5 a 6 milhões. Isso é um trabalho que tem que ser feito com os governos, com o federal, principalmente, enxergando que tem que investir para que o turismo seja mostrado efetivamente. O Ratinho fez uma coisa maravilhosa, temos uma televisão, isso é único do país, que produz o dia inteiro imagens do Paraná. A gente recebe constantemente elogios a esse trabalho, as pessoas não imaginavam tudo o que o Paraná tem. Mas ainda assim é pouco, em função do que nós estamos passando.

Quanto ao impacto econômico, as empresas do setor vão suportar?

Acredito que empresários não vão aguentar muito tempo. Vamos ter perto de 30% das empresas fechadas brevemente. Não há como suportar. Por que a nossa curva não desce? Alguém tem que explicar. No mundo inteiro a curva sobe e desce. Mas aqui no Brasil a curva subiu e continua no mesmo nível. Alguém pode hoje conseguir empréstimo para manter empresa aberta por quanto tempo? Existe dinheiro a fundo perdido? Não existe. Eu não quis pegar dinheiro de banco para manter minha empresa aberta porque não tinha perspectiva de reabertura. Eu fazia eventos, fazia festas. Eventos, nesse ano, dificilmente voltaremos a tê-los. Acho muito difícil a situação de todo o conjunto, transportadores, agentes de viagem, guias de turismo. Muitos guias vão deixar de trabalhar com turismo. Nós temos 1.750 guias no Paraná e 90% tá passando fome. Estão pedindo cesta básica para poder se manter. Isso é terrível. É uma situação que não dá para culpar A, B ou C. Não dá para responsabilizar ninguém. Não existe nenhuma perspectiva. O Estado tem que transmitir confiança e eu, estando no Estado, tenho que transmitir confiança. Tem uma série de reivindicações que a gente está tentando acalentar de alguma forma, levar ao governo, para ver como a gente pode ajudar, mas é complicado.

Quando cai geada, o agricultor muitas vezes é beneficiado com alguma dotação, alguma ajuda a fundo perdido. Um trator que vai pagar em 5 a 10 anos. A gente vê muita ajuda para a agricultura e não vê para o turismo

João Jacob Mehl, empresário

Por enquanto, o senhor está mais colecionando reivindicações do que enxergando soluções?

Junto com o Sebrae, como disse, criamos um plano de recomeço. Esse plano vai ser regional, não poder passar de 100 a 150 km da região. Costuma-se dizer que o parnanguara não conhece a Ilha do Mel, o carioca não conhece o Cristo Redentor. Mas os pontagrossenses, muitos não conhecem Vila Velha, não conhecem Witmarsum, não conhecem Carambeí, não conhecem o Guartelá, não conhecem Prudentópolis, e são belezas fantásticas que estão ao redor. Nós temos que incentivar esse tipo de coisa. Existe uma infinidade de espaços espetaculares ao redor de Londrina, e vamos ter que mostrar isso, vai caber à Paraná Turismo mostrar isso, apresentar um projeto viável. Conseguir alguma facilitação para que a pessoa possa comprar com preços melhores e em condições melhores de pagamento. Existem projetos de se incluir funcionários públicos. Temos 300 mil, por que não oferecer alguma condição para eles visitarem o Paraná?

No caso do funcionário público, seria empréstimo consignado?

Alguma coisa. Estamos estudando junto com a Fazenda, junto com o Invest Paraná, de repente até com a Nota Paraná, para que o turismo seja beneficiado. Para que essa recuperação demore menos do que está previsto, temos que tentar antecipar esse retorno de alguma forma.

Do jeito que as coisas estão hoje, são só planos? Dá para retornar alguma coisa sem a pandemia ter arrefecido ainda?

Não tem como, lamentavelmente não tem. A expectativa é que lá por meados de setembro a gente possa lançar alguma coisa.  Não imagino antes disso. A curva tem que começar a descer. Sempre digo que a preocupação é dar confiança à população também. Por que não é dentro de um restaurante que a pessoa vai adquirir a doença. Tenho visto garçom de máscara, com luva, as mesas higienizadas, todo o cuidado necessário, os hotéis da mesma forma, a higienização mais perfeita, os protocolos todos cumpridos. Mas o povo não acredita ainda nisso. O povo está desesperado. Abriram os shoppings, não tinha ninguém dentro do shopping. Tem coisas que é preciso ver como fazer. Não sei como. Não tenho a fórmula.

Os shoppings abriram numa expectativa de que a situação estivesse sob controle, mas a pandemia voltou a acelerar. Seria fundamental esperar os números arrefecerem?

Sem dúvida, mas acho que tem que mudar um pouquinho. Eu não acredito nos números, eu não acredito. De 200 que faleceram aqui, provavelmente 150 tinham outras doenças. Morreu outro dia um amigo meu de câncer, ele estava terminal, mas adquiriu Covid nos últimos dias, e a morte dele foi computada no coronavírus. Entendo que temos números que não são bem corretos, sabe? Isso daí também assusta. Daqueles que tinham outras doenças, não poderia ser responsabilizada a Covid. É muito grande o número.

É fundamental que quando a pessoa vá a uma agência de viagem, ela receba também a oferta do estado, e não só a oferta de Disney, Lisboa, Paris. Que receba a oferta de visitar Foz do Iguaçu, Prudentópolis, Angra Doce, ali na divisa com São Paulo

Até setembro é juntar os cacos e contar os mortos e feridos?

As empresas que têm capacidade de suportar vão ser os heróis da década. Quem não tem capacidade, quem paga aluguel caro, quem não conseguiu acertar com seus funcionários, vai ter dificuldade de se recuperar, com certeza. Vejo empresários com folha de R$ 10 milhões. É complicado, como é que vai suportar isso? Tem reserva, faz acerto com os funcionários no Ministério do Trabalho, mas suporta quanto tempo? Três, quatro, cinco meses? É triste.

Mas quando voltar, a estratégia será fortalecer o turismo regional?

Nenhuma dúvida. A abertura inicial tem que ser assim. Não vamos ter voos, ninguém vai poder sair daqui, outros países estão fechados para nós. Então, efetivamente, temos que começar visitando nossas proximidades. No começo vai ser de carro, com pouca gente, não vamos ter excursões de ônibus. A recuperação vai ser dessa forma, bem lenta mesmo, mas é a maneira que temos para nos recuperar. A maioria das empresas reduziu o quadro de funcionários. As que se mantiverem vão ter menos gente, vão receber menos turistas também, será tudo muito lento.

É fundamental que quando a pessoa vá a uma agência de viagem, ela receba também a oferta do estado, e não só a oferta de Disney, Lisboa, Paris. Que receba a oferta de visitar Foz do Iguaçu, Prudentópolis, Angra Doce, ali na divisa com São Paulo. Nós temos tantas coisas. No ano passado eu enlouqueci, visitei 71 municípios, e me apaixonei mais ainda pelo meu estado de tanta coisa bonita que tem. E o paranaense tem que conhecer. Num mês você não vê tudo. A região de Porto Rico é maravilhosa, você entra num rio em que enxerga o fundo. Em Angra Doce, em Carlópolis e Ribeirão claro, a represa de Chavantes é maravilhosa. Tem dois resorts que você não imagina que teria dentro do Paraná, de primeiríssima classe.

Foz do Iguaçu é um modelo para mim. Antes era cidade de um dia só, você ia lá, via as Cataratas e ia embora. Hoje você fica uma semana, os resorts mais lindos do Brasil estão lá. O Mabu, o Bourbon, o Recanto, o Rafagnin. E tem Parque das Aves, museu de cera, macuco safári, bar do gelo, uma infinidade de atividades. Isso quem fez? Não foi o estado. O governo federal tinha que fazer o aeroporto, está terminando agora. Tínhamos que fazer a duplicação das estrada, não duplicamos. E Foz, para mim, na hora que liberar o cassino, será a nossa Las Vegas. E isso quem fez acontecer não foi o estado. Quem construiu aquelas caldas de Jurema, uma coisa espetacular, foram os empresários. Que investem milhões para dar o lazer.

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Comentários [ 7 ]

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    Fernando Fernandes

    ± 0 minutos

    De 200 que morrem, 150 são por outra causa. Ser estúpido, mais um bolsominion negacionista, agora mamando nas tetas de Estado...

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  • L

    LAERZIO FIDENCIO

    ± 3 dias

    Sou parnanguara, estive em Porto - Portugal, não sei com detalhes a história do descobrimento do Brasil, más sei que Paranaguá foi a primeira cidade do estado do paraná. Achei muito interessante a geografia de Porto, lembra muito a geografia de Paranaguá. Porque será que lá eles tem milhares de turistas, injetando recursos e gerando empregos, e cá só tem buracos nas ruas, logo na entrada da cidade e abandono total ??? Será que o parnanguara terá que esperar 1 milênio ???

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  • R

    Roco

    ± 3 dias

    A infraestrutura para receber turista precisa ser melhorada, é muito .

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  • E

    Eden Lopes Feldman

    ± 3 dias

    Uma visão realista do futuro, o turismo interno será praticamente a única opção. Moro em Foz do Iguaçu, profundamente atingida pela pandemia. A recuperação terá que existir apenas com brasileiros, pois estrangeiros demorarão muitos anos a voltarem a circular em nosso país. Seremos um país mais fechado no turismo, mas talvez mais eficiente na administração desta demanda.

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  • D

    Danielle

    ± 3 dias

    Querem aumentar o turismo no Paraná? Então invistam em infraestrutura! Coloquem banheiros descentes e limpos, restaurantes e lanchonetes com boas condições! Fui descer a Graciosa, precisei ir ao banheiro, sem condições nenhuma! Comecem a investir que vem o retorno! Não existe milagre!

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  • S

    Sr. Walker

    ± 4 dias

    Mas ole que bunitinho, já arranjou um empreguinho público. Não é muito fofo?

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    1 Respostas
    • J

      Jota

      ± 3 dias

      Xarope

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