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Ainda sem lockdown, Paraná prepara medidas para evitar “colapso iminente”
| Foto: JONATHAN CAMPOS/GAZETA DO POVO/Arquivo

Nesta terça-feira (23), o Paraná manteve o recorde de segunda-feira (22) de ocupação de leitos de UTIs, com internamentos em 92% das vagas. Com tal quadro, além de ampliar os leitos, o governo deve publicar ainda nesta semana novo decreto com mais restrições.

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“O momento não é difícil, é crítico. É um colapso iminente”, preocupa-se o secretário estadual de Saúde Beto Preto, que inclusive se recuperou recentemente da Covid-19, em declaração segunda-feira (22) ao jornal Bom Dia Paraná, da RPC TV.

Apesar das medidas, o governo enfatiza que a decisão extrema de adotar o lockdown, quando só serviços essenciais podem funcionar, não está nos planos neste momento. “Sempre estudamos todas as alternativas para evitar prejuízo econômico para as pessoas, buscando amenizar o impacto no comércio, no setor de serviços e mesmo na indústria. Mas também temos que cuidar para o sistema de saúde não colapsar”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) em entrevista ao jornal Meio Dia Paraná, da RPC TV, nesta terça-feira (23).

Abaixo, as principais medidas que o governo do estado deve tomar para frear o novo avanço do coronavírus e, assim, evitar o lockdown:

Toque de recolher mais severo

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) deve ampliar o toque de recolher, que inclui a proibição de consumo e venda de bebida alcoólica no período da noite em todo o estado. No dia 11 de novembro, o governo havia afrouxado as regras, reduzindo a restrição em uma hora, passando a valer da meia-noite às 5h do dia seguinte. Antes, era das 23h às 5h do dia seguinte.

Cirurgias eletivas

Ao que tudo indica, a Sesa vai voltar a suspender as cirurgias eletivas, que não são urgentes. A medida é para garantir leitos suficientes para o tratamento de pacientes com coronavírus. As cirurgias eletivas devem ser suspensas mesmo com o anúncio recente de abertura de mais leitos exclusivos de Covid-19.

Aumento de leitos

Semana passada, 62 leitos de enfermaria de Covid-19 já foram ativados nas regionais Leste e Oeste da Sesa. Segunda-feira (22), o governador Ratinho Junior anunciou a abertura de mais 40 leitos ainda para esta semana.

Além de aberturas de leitos da Sesa, o governo do estado solicitou à prefeitura de Curitiba que reative 18 vagas que deixaram de atender Covid-19 recentemente. “Solicitamos à prefeitura de Curitiba que tome todos os cuidados para manter os esforços desses hospitais com leitos abertos”, afirmou Beto Preto em entrevista ao Meio Dia Paraná.

Nesta quarta-feira (24), o governador Ratinho Junior e o secretário estadual de Saúde Beto Preto vão a Foz de Iguaçu se reunir com o prefeito Chico Brasileiro para discutir a reabertura de mais leitos na regional Oeste, a que tem mais hospitais lotados, junto com a regional Leste. “Temos preocupação muito grande com Foz do Iguaçu, que além de atender os moradores da cidade e da região, também tem que auxiliar os brasiguaios e mesmo os paraguaios que muitas vezes procuram o sistema de saúde do Paraná”, explica o governador.

Fiscalização de aglomerações

O governador Ratinho Junior anunciou em entrevista ao jornal Meio Dia Paraná desta terça-feira (23) que vai pedir ao comando-geral da Polícia Militar (PM) para reforçar a fiscalização de aglomerações, em especial festas clandestinas.  “Vamos reforçar o combate a festas clandestinas com a nossa PM e as Guardas Municipais, em parceria com as prefeituras. Infelizmente esse comportamento tem ajudado a propagar o vírus”, argumenta o governador.

Volta da vacinação

A chegada de mais 200 mil doses vai reativar a vacinação da Covid-19 no Paraná, onde cidades como Curitiba suspenderam a aplicação semana passada por falta de imunizantes. Parte das novas doses - 102,5 mil unidades do imunizante Oxfortd/Astrazeneca - chegou na manhã desta quarta-feira (24) em Curitiba; outra parte, 64,8 mil vacinas Coronavac, produzidas no Instituto Butantan, em São Paulo - deve chegar até o domingo.

Mesmo assim, o governador clama para que a população siga tomando as medidas sanitárias, em especial o uso de máscara e distanciamento social, até que todos sejam vacinados. “Detectamos que nos últimos 12, 15 dias, com a chegada da vacina, as pessoas deram uma relaxada, achando que com a vacina a questão da pandemia está solucionada. Não está”, diz o Ratinho Junior, reforçando que, neste momento, as doses estão chegando “a conta-gotas”.

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