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Repar
Refinaria Presidente Getulio Vargas, em Araucária.| Foto: Marcelo Andrade/Arquivo/Gazeta do Povo

É um carrinho cheio: além da refinaria em si, 476 quilômetros de oleodutos e 5 terminais de armazenamento compõem o pacote que será posto à venda pela Petrobras no Paraná em sua primeira etapa de privatizações. O conjunto de itens – cluster, no jargão do mercado –, faz parte da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, um dos quatro ativos da estatal que estão iniciando esse processo.

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Na última semana, a Petrobras publicou os teasers, espécie de comunicado ao mercado comprador, de todas as unidades que fazem parte do que a empresa chama de programa de desinvestimento – venda, na prática. Além da Repar, vão ao mercado a Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, e a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul.

Em uma segunda etapa, devem ser vendidas outras quatro unidades, incluindo mais uma paranaense: a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul.

A divulgação do material trouxe mais informações sobre a venda da Repar, até então um assunto guardado a sete-chaves pela estatal. Por exemplo, mostra quais ativos de logística estariam englobados na privatização. A empresa decidiu por colocar todos os componentes da cadeia, como os terminais de distribuição instalados em cidades estratégicas, como Paranaguá (no Paraná) e Itajaí (em Santa Catarina), e os oleodutos que levam o refino até eles.

De acordo com a Petrobras, no documento de divulgação, a Repar é um bom negócio pelo mercado que se insere. “O Sul apresenta um dos mercados de derivados de petróleo mais maduros do país, com previsão de crescimento estável da demanda nos próximos anos”, diz.

A refinaria é capaz de produzir 208 mil barris por dia (aproximadamente 9% da capacidade de refino do Brasil), e tem facilidade de distribuição para outras regiões do país. Além disso, é da Repar 12% da produção de derivados de petróleo do Brasil – diesel, gasolina, GLP, querosene de aviação, por exemplo.

Pelo seu porte, a Repar é um dos ativos mais interessantes deste lote de privatizações – perde apenas para a RLAM em capacidade de refino (no caso baiano, é de 12% da produção nacional). Embora empate com a REFAP em volume, possui uma estrutura de logística mais complexa.

A Petrobras ainda não revelou as datas da próxima etapa de venda.

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