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Epidemia

Secretário cita fracasso anterior e descarta “solução milagrosa” para dengue no PR

  • 03/03/2020 18:10
Secretário da Saúde, Beto Preto
Secretário da Saúde, Beto Preto| Foto: Kleyton Presidente/Alep

Os números de casos de dengue no Paraná acabaram se tornando o tema principal da prestação de contas da área da saúde relativa ao primeiro ano de Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) no Palácio Iguaçu. A prestação de contas foi feita na Assembleia Legislativa pelo secretário da Saúde, Beto Preto, na manhã desta terça-feira (3). Na fala aos deputados estaduais, Beto Preto admite que os números no Paraná são altos (quase 45 mil casos de dengue), explica que isso tem relação com a circulação de um novo tipo de vírus (o sorotipo 2, ou DEN-2), mas reforça que a pasta não busca “solução fácil ou milagrosa”. “O nosso trabalho, a nossa campanha, é tentar reduzir o foco de proliferação do mosquito Aedes Aegypti”, afirmou.

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Na gestão anterior, do tucano Beto Richa, a pasta chegou a aplicar em parte da população a Dengvaxia, uma vacina contra a dengue fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. Em agosto de 2018, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou que se tratava de uma vacina contraindicada para pessoas que nunca tiveram a doença e pediu alterações em sua bula. Nesta terça-feira (3), questionado pela Gazeta do Povo sobre a Dengvaxia aplicada no passado, Beto Preto afirmou que “a vacina não logrou êxito necessário” e que “teve um custo elevado”.

“Inclusive estamos analisando todo o arcabouço de ações que foram feitas a partir desta vacinação. Ela previa três doses. Poucas pessoas que estavam aptas a tomar a vacina tomaram as três doses. Não alcançou o objetivo. Mas é uma decisão da Secretaria da Saúde na época. Não estou aqui contestando, criticando, nem concordando. Nada disso”, respondeu Beto Preto, antes de entrar na audiência com os parlamentares. Mais tarde, durante a prestação de contas, o secretário reforçou a ideia de que não se busca “solução fácil ou milagrosa”.

“Nós gostaríamos de ter notícias melhores, mas temos aí 44.441 casos neste ano. A tendência é mais quatro semanas de ampliação. Devemos passar os 60 mil casos de 2016 [maior número registrado até agora]. Mas não inventamos nada de vacinação, não compramos nenhuma vacina diferente aí que já existia. Estamos acreditando que dentro de 2 anos o Butantan vai colocar isso. Estamos enfrentando sem esconder nenhum número”, afirmou.

No final da tarde desta terça-feira (3), o Paraná passou do quadro de "alerta de epidemia" (100 casos para cada 100 mil habitantes) para "epidemia" (300 casos para cada 100 mil habitantes).

Campanha de vacinação abrangeu 30 municípios

O Sanofi Pasteur, laboratório francês responsável pela Dengvaxia, entrou em contato com a Gazeta do Povo nesta quinta-feira (5) para se manifestar sobre as declarações do secretário da Saúde, Beto Preto. Em nota, ele afirma que “vacinas com mais de uma dose requerem engajamento da população na adesão para que se atinja a cobertura vacinal almejada pela campanha” e que “dados de efetividade da vacina estão em desenvolvimento e serão publicados ainda este ano”.

“A campanha de vacinação contra a dengue no Paraná, iniciada em 2016, abrangeu apenas 30 dos 399 municípios que compõem o Estado, representando menos de 10% do total de municípios do Estado. A vacina necessita de três doses para oferecer a proteção esperada e a cobertura vacinal é a chave para o sucesso de uma campanha de vacinação”, continua o laboratório.

Em relação à contraindicação para pessoas que nunca tiveram a doença, o Sanofi Pasteur acrescenta que “apresentou voluntariamente um estudo para a Anvisa, juntamente com a proposta de uma revisão de bula”. “A decisão foi manter a vacina para a população que já teve uma infecção anterior por dengue, protegendo a população contra complicações graves em uma infecção posterior”, reforça.

Por fim, o Sanofi Pasteur sustenta que “tem um compromisso de longa data com a saúde pública no Brasil, fornecendo vacinas seguras e eficazes contra poliomielite, febre amarela, meningite e gripe, bem como dengue”. “No interesse da saúde pública, continuaremos a colaborar com as autoridades sanitárias brasileiras para garantir acesso à Dengvaxia e todos aqueles que podem se beneficiar do comprovado valor de proteção contra a dengue”, conclui.

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Comentários [ 2 ]

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  • A

    Amalia D.

    ± 0 minutos

    A resposta oferecida pela Sanofi é evasiva e não esclarece como compreender o quadro daqueles jovens que, sem nunca terem contraído dengue, submeteram-se à aplicação da vacina indicada pelo governo Beto Rocha e pelo laboratório. Qual a condição clínica desses jovens? Estão fragilizados pela dose q tomaram???

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      Sr. Walker

      ± 3 dias

      A dengue de hoje, 2020, é resultado das políticas públicas de 2018. Se for bem trabalhada nesse ano, vamos garantir melhoras em 2022. Simples assim

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