Anúncio foi dado nesta sexta (07) pelo vice-ministro da Saúde do país. Especialistas ressaltam falta de dados e transparência
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O governo do Paraná assinou, nesta quarta-feira (12), memorando de entendimento com a estatal russa Instituto Gamaleya, que possibilitará parceria para a realização de pesquisa clínica da vacina contra o coronavírus Sputnik V, registrada, na última terça-feira pelo governo russo. O protocolo de intenções prevê, ainda, em caso de aprovação da vacina, a transferência de tecnologia para que ela seja produzida e distribuída pelo Paraná, por meio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) - que também será o responsável por coordenar os estudos no estado.

O memorando afirma que as partes vão desenvolver atividades conjuntas e organizar negociações em prol do desenvolvimento da vacina contra Sars-CoV-2 no Estado. Para isso vão compartilhar experiências e tecnologias e providenciar mecanismos que permitam a cooperação com orientações técnicas e profissionais relacionadas à vacina.

Agora será formado o grupo de trabalho - com integrantes do governo do Paraná e da Rússia - para acompanhar a validação da vacina no Brasil.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior disse que o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) será responsável por coordenar os estudos no Estado e lembrou que a entidade é referência nacional na produção de medicamentos. “A ideia do memorando de entendimento é ampliar a cooperação e estabelecer uma parceria. Estamos avançando nas tratativas para transferência de tecnologia”, afirmou.

“É um memorando de entendimento bastante objetivo que versa sobre troca de tecnologia. Ele não gera obrigações, mas uma nova construção, um entendimento de que podemos trabalhar juntos. Vamos criar um grupo de trabalho para a formação de um protocolo que vai ser submetido às autoridades brasileiras”, disse o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado. “Nesse momento a prioridade é a validação da vacina no país. Dependemos dessa aprovação para os outros encaminhamentos”, complementou.

De acordo com ele, o memorando significa apenas o "primeiríssimo passo" para que vacina chegue ao Brasil. Com a medida, conta, “podemos trabalhar os aspectos regulatórios e técnicos, sempre pensando na prudência, na serenidade e na transparência".

Participaram da reunião virtual, entre outras autoridades, o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), o embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov, e representantes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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