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“Como jornalista, conheci os 75 bairros de Curitiba”, diz Márcio Barros, novo vereador

  • 24/11/2020 09:10
Márcio Barros tem quase 20 anos de carreira em jornal impresso e TV
Márcio Barros tem quase 20 anos de carreira em jornal impresso e TV| Foto: Reprodução/Facebook/Márcio Barros

Eleito vereador de Curitiba pelo PSD com 3.946 votos, o jornalista Márcio Barros escolheu usar a profissão que desempenha há quase duas décadas em seu nome de urna. Considera que a experiência em veículos de imprensa, além de ajudá-lo a se tornar conhecido entre os curitibanos, também permitiu conhecer a cidade como poucos. “Estive em todos os 75 bairros, principalmente nos momentos difíceis – por falta de segurança, de médico, de vaga em creche, de professor em escola”, conta.

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Barros é um dos 18 vereadores eleitos pela primeira vez em Curitiba. Na tribuna da Câmara Municipal poderá exercer seu gosto pela oratória, razão pela qual cogitou ser professor. “Fiz um ano de história. Achava que queria ser professor, só que não era bem isso. Mudei para o jornalismo e ali me encontrei”, lembra.

Formado pela Universidade Tuiuti do Paraná em 2001, começou a carreira no jornal O Popular, de Araucária, na região metropolitana, onde fazia de tudo. Dirigia até o local da reportagem, fazia fotos, escrevia, diagramava e até buscava o jornal na gráfica para então distribuir.

No fim de 2004 entrou na Tribuna do Paraná, então pertencente ao Grupo Paulo Pimentel, por indicação de uma colega jornalista, Patricia Cavallari, hoje gerente de conteúdo da Rede Massa. O veículo procurava um repórter para cobrir o noticiário policial à noite. O jornalista, que almejava fazer carreira na área esportiva, tomou gosto cada vez maior pela cobertura policial. Uma de suas duas especializações é em Gestão em Segurança Pública, também pela Tuiuti – a outra é de Gestão em Políticas Públicas e Cidadania, pela Faculdade Bagozzi.

A partir de 2008, paralelamente à função no jornal impresso, Barros passou a trabalhar também para a TV Iguaçu, recém-adquirida pela Rede Massa, do empresário Carlos Massa, o Ratinho. Na TV, atuou como repórter e posteriormente como apresentador do programa Tribuna da Massa, para o qual passou a se dedicar exclusivamente em 2014, quando o jornal Tribuna do Paraná foi vendido para o Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM).

Seu interesse pelo debate político vem desde a infância, quando guardava santinhos e decorava o nome de todos os candidatos em cada eleição. Já o papel de líder veio da atuação voluntária na Igreja Batista, que sempre frequentou. Lá participou de projetos sociais em comunidades terapêuticas, casas lares e asilos e arrecadação de alimentos para pessoas em situação de rua, por exemplo. “Aos poucos a questão política foi aflorando”, diz.

A proximidade com Carlos Massa Ratinho Junior o fez aliado do governador. Em 2016 foi candidato a vereador de Curitiba pelo PSC, partido ao qual Ratinho Jr. era filiado à época. Fez 3.131 votos, obtendo a suplência da legenda. Mudou para o PSD acompanhando a migração do governador para a sigla, que no espectro ideológico é tida como de centro.

Embora correligionário do vice-prefeito reeleito Eduardo Pimentel, pretende ter posição neutra em relação ao Executivo em seu primeiro mandato como parlamentar a partir de 2021. “Quero analisar cada proposta individualmente. Não posso falar ‘estou com vocês e vamos juntos até o final’.” Terá entre seus colegas de partido os veteranos Beto Moraes, que na última legislatura costumava votar com a base do prefeito Rafael Greca (DEM), e Professor Euler, que sempre adotou postura mais próxima da oposição.

Apesar da relação que mantém com os assuntos da segurança pública, diz que não quer levantar bandeiras em seu mandato parlamentar. “Tem gente que diz ‘minha bandeira é a causa animal’ e aí chega uma matéria de urbanismo e o cara não sabe votar porque ele só sabe cuidar de bicho.” Também não pretende ser vereador de bairro, embora se identifique com o Fazendinha, onde viveu grande parte de sua vida. “Vereador é da cidade”, defende. Destaca que estudou políticas públicas, conhece a Lei Orgânica do Município e as deficiências dos 75 bairros.

“Tenho propostas na área da proteção animal e no atendimento a pessoas com necessidades especiais e doenças raras, por exemplo”, conta o jornalista, que perdeu um filho com doença rara. “Nunca usei isso como bandeira, mas sei o quanto uma família sofre quando tem uma criança doente em casa, e isso serviu de referência para as minhas propostas de políticas públicas”, diz.

Barros quer propor ainda a instalação de um restaurante popular nas imediações do Hospital Erasto Gaertner, no Jardim das Américas. “Fiz muitas matérias lá e vi os acompanhantes dos pacientes passando o dia sentados nas calçadas comendo biscoito. Já existe o sofrimento por causa de um paciente que está fazendo quimioterapia, e, do lado de fora, o cara o dia inteiro sem ter o que comer.”

Já na segurança pública, tem projetos voltados à prevenção ao uso de drogas. “Se você investe na prevenção, economiza na recuperação”, diz. Há mais de dez anos, dá palestras em escolas a partir de sua experiência como repórter policial. “Eu mostro: ‘esse cara aqui, eu vi ele morto. Ele tinha 15 anos de idade e morreu porque estava envolvido com o tráfico de drogas’.”

Acredita que associar drogas ao crime ajuda a prevenir o uso. “Tem gente que fala sobre prevenção sob o aspecto da saúde ou da espiritualidade. Eu falo sobre prevenção e criminalidade, porque não tem como você se envolver com qualquer tipo de droga ilícita sem se envolver também com o crime.”

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Comentários [ 1 ]

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    Luiz Alves de Souza

    ± 9 horas

    Uma coisa é a gramática ; outra é a prática. No microfone tudo é resolvivel.(pelos outros ) Saber da existencia de qualquer problema é o primeiro passo para sua solução mas implementa-la é outra coisa. Vamos ficar de olho na capacidade de cada vereador em mostrar que conhece os problemas da cidade e apresentar projetos com soluções exequiveis .

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