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Quem são os 13 médicos do Paraná que morreram por Covid-19

  • 29/08/2020 18:00
  • Atualizado em 30/09/2020 às 15:59
Quem são os 13 médicos do Paraná que morreram por Covid-19
| Foto:

Desde o início da pandemia de Covid-19, 13 médicos morreram no Paraná em decorrência da contaminação pelo novo coronavírus. Com idades entre 32 e 80 anos, eram especialistas nas mais diversas áreas – radiologia, ortopedia, cardiologia, pediatria, ginecologia, neurocirurgia, otorrinolaringologia. Alguns atuavam na linha de frente no combate ao vírus que os vitimou. Saiba um pouco mais sobre quem eram esses profissionais:

Nelson Martins Schiavinatto

Nelson Schiavinatto com seu neto, Giovanni.
Nelson Schiavinatto com seu neto, Giovanni.| Arquivo pessoal

Nascido em Londrina em 1940, Nelson Martins Schiavinatto formou-se em Medicina na Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1968 e tornou-se referência em radiologia e diagnóstico por imagem no município de Cianorte, onde viveu a maior parte da vida. No dia 22 de janeiro, completou 80 anos, ainda na ativa. Em março, passou alguns dias com a família em um cruzeiro em Balneário Camboriú, Santa Catarina, de onde retornou com os primeiros sintomas de Covid-19. No dia 28 do mesmo mês, um sábado, foi internado na Santa Casa de Cianorte. Quatro dias depois foi para a UTI, onde faleceu dois dias mais tarde, uma sexta-feira, 3 de abril. “Era um homem absolutamente saudável: não fumava, não bebia, fazia atividade física, alimentou-se bem a vida toda”, conta a filha Fernanda Schiavinatto. “A doença é violenta”, lamenta.

Dr. Nelson gostava muito de ler, de pescar e de estar em contato com a natureza, razão pela qual mantinha uma propriedade rural para onde ia sempre que podia. “Era um paizão, mesmo morando longe da gente”, conta a filha, que vive em Curitiba. O filho do meio de Fernanda, Giovanni, estudante de Medicina, era o grande orgulho do avô. Sua morte causou comoção em Cianorte, onde gozava de grande prestígio. Em 2018, quando completava 50 anos de carreira, foi homenageado pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) em uma solenidade do Dia do Médico, recebendo Diploma de Mérito Ético Profissional. Deixou esposa, Neiry, com quem foi casado por 53 anos, três filhos e sete netos.

Milton Luiz Ciappina

| Arquivo pessoal

Com 72 anos de idade, Milton Luiz Ciappina continuava trabalhando quando surgiram os primeiros casos de Covid-19 no Brasil. Médico concursado do município de Fazenda Rio Grande, onde atuava na saúde básica, tinha acabado de entrar em quarentena quando começaram os primeiros sintomas da doença, em abril. “Era um cara muito bem quisto”, conta o filho André Ciappina. “Ele atendia pessoas fora do horário de expediente, ajudava pessoas que não tinham condições financeiras, fazia doação de cestas básicas, mantinha um trabalho com um pessoal que tinha câncer e um projeto de combate ao fumo”, lembra. Internado no Hospital Sugisawa, em Curitiba, por mais de duas semanas, período em que foi para a UTI duas vezes, Dr. Milton morreu no dia 3 de maio, um domingo.

No mesmo dia, a prefeitura de Fazenda Rio Grande divulgou uma nota lamentando sua morte. “Dr. Milton era médico concursado no município de Fazenda Rio Grande, onde por anos atuou na Unidade de Saúde Pioneiros e por último, atuava junto ao CAPS [Centro de Atenção Psicossocial]. O prefeito Marcio [Wozniack] manifesta ainda votos de condolências à família e externa seus sentimentos também a equipe da Secretaria de Saúde por tão grande e irreparável perda”, diz o texto. “A gente tenta seguir o modelo dele de caráter”, diz André. O médico deixou esposa, Vânia, e outros cinco filhos.

Clóvis Gorski

Clóvis Gorski com o neto.
Clóvis Gorski com o neto.| Arquivo pessoal

Pertencente ao grupo de risco em razão da idade – 72 anos –, o médico cirurgião Clóvis Gorski não quis parar de trabalhar mesmo com o avanço da pandemia do novo coronavírus. Dizia que já tinha enfrentado uma epidemia de meningite. O Hospital Santa Tereza, em Guarapuava, onde atuava havia quase 40 anos, suspendeu as cirurgias eletivas, mas ele insistiu em continuar atendendo em seu consultório, onde acabou contraindo o vírus de um paciente. “Ele era o médico que não se preocupava com a parte financeira da medicina”, conta o procurador federal Carlos Eduardo Gorski, seu primogênito. Um relato enviado por Denise Mores após seu falecimento, dá a noção do que o filho quer dizer: “Certa vez encontrei o Dr. Clóvis, meu médico de uma vida inteira, no hospital, e ele me perguntou por que não fui mais ao seu consultório. Respondi que ele não atendia mais pelo meu plano de saúde. Foi quando me disse: ‘eu não atendo plano de saúde, atendo pessoas. Pode ir lá, sem se preocupar com isso’”.

“Nunca deixamos de operar alguém por não ter condições de pagar. Algumas vezes até pagamos o remédio pro cara continuar tomando pois não tinha na rede pública. Não me lembro de ter escutado ele reclamar de estar cansado porque não dormiu esta noite ou porque passou o dia trabalhando e nem almoçar conseguiu”, lembrou o médico Frederico Virmond, primo e colega de trabalho de Gorski por mais de 35 anos, em uma mensagem à família. Quando foi diagnosticado com Covid-19, no fim de maio, o cirurgião foi encaminhado ao Hospital São Vicente, referência para a doença em Guarapuava. “Ele disse que se sentia estranho, porque sua casa era o Santa Tereza”, lembra o filho. No dia 9 de junho, não resistiu à doença. No translado de seu corpo até o crematório, em Campo Largo, o veículo da funerária passou por ruas centrais de Guarapuava, incluindo a via em frente à unidade hospitalar onde o médico trabalhava. As homenagens de colegas, pacientes e amigos foram registradas em um vídeo que emocionou a cidade. Deixou esposa, a também médica Erna Sandra, dois filhos e um neto, Lucas, sua grande paixão.

Caio Martins Guedes

Caio Martins Guedes
Caio Martins Guedes| Reprodução/Facebook

Residente de ortopedia e traumatologia no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, Caio Martins Guedes, 33, estava no exercício da atividade quando foi contaminado pelo novo coronavírus, em junho. Nascido em Taguatinga, no Distrito Federal, ele trabalhava na instituição desde 2018. No dia 10 de junho, foi internado no Hospital Pilar, em Curitiba, onde ficou 12 dias, até falecer, no dia 22. “A dor é irreparável. O que nos acalenta é saber o quão querido ele foi. Ele se foi lutando pela vida do próximo. Ele era visto como um herói na família”, disse o irmão, Ivo Guedes, à RPC TV.

“Algumas pessoas passam rapidamente por nossas vidas, mas deixam um enorme legado! Doutor, descanse em paz e que Deus console toda sua família e amigos neste triste momento da despedida! Obrigado por ter passado por aqui mesmo que rapidamente e deixar conosco sua alegria, simplicidade e um pouco do seu conhecimento também!”, escreveu uma amiga em uma rede social. O CRM-PR e o Hospital Angelina Caron expressaram pesar pelo falecimento do médico.

Miguel Yoneda

Dr. Miguelito durante aula na UEL.
Dr. Miguelito durante aula na UEL.| CRM-PR

Especialista em cirurgia geral e medicina do trabalho, Dr. Miguelito, como gostava de ser chamado o médico e professor universitário Miguel Yoneda, atendia no Hospital da Vida, em Dourados, e também no município de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, onde vivia. Sua carreira, no entanto, foi construída em grande parte no Paraná, onde morou entre 1973 e 2017 e deixou uma legião de amigos, admiradores e discípulos. Durante anos, foi docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e plantonista do Hospital Universitário da instituição.

Após apresentar os primeiros sintomas de Covid-19, ele ficou internado no Hospital Universitário de Dourados. Tinha 74 anos de idade e era um dos seis médicos que estavam hospitalizados com a doença na cidade, que, na época, era o epicentro do novo coronavírus no estado. Na madrugada do dia 1º de julho, perdeu a batalha contra a Covid. “Acordei com a notícia que eu temia receber. Perdemos o doutor Miguel Yoneda. Quem o conheceu sabe exatamente o que sinto nesse momento. Médico que amava o que fazia, amava o pronto-socorro”, escreveu Alessandra Costa em uma rede social. “Descanse em paz. Grande perda para nós, excelente médico, digno de respeito, mais um guerreiro vencido pela covid-19”, comentou Caroll Marcela.

O Colegiado de Medicina da UEL publicou uma nota lamentando “profundamente” o falecimento do ex-professor. “O Dr. Miguel foi docente e plantonista do Pronto-Socorro Cirúrgico do HU/UEL durante muitos anos e foi modelo de profissional e docente para várias turmas de Medicina e de Fisioterapia desta escola. Não era nada incomum encontrá-lo dando aula aos internos e residentes do PSC em plena madrugada, cobrindo todas as superfícies possíveis com suas explicações e esboços de cirurgias às 3 h da manhã. Tanta dedicação e amor à profissão lhe rendeu inúmeras homenagens durante a carreira, inclusive tendo sido o nome da 47ª Turma de Medicina da UEL, formada em 1999”, diz trecho da nota.

Jorge Karigyo

Jorge Karigyo.
Jorge Karigyo.| CRM-PR

Jorge Karigyo, ou Dr. Jorge, como era conhecido em Maringá, estava com 62 anos, quando testou positivo para Covid-19. Foi internado no dia 29 de junho e, diabético, viu seu quadro se agravar até seguir para a UTI do Hospital Paraná no dia 7 de julho, onde não resistiu, vindo a falecer no dia seguinte. Embora fosse psiquiatra, sua paixão era atuar como clínico geral no pronto-atendimento. Estava vinculado à UPA Zona Sul e era reconhecido na cidade como um profissional humano, caridoso e carismático. “Trabalhava feito louco e não abria mão disso, apesar de termos pedido por várias vezes para ‘tirar o pé’”, conta a filha Hannah Yuri Andrade Karigyo, 2ª Tenente da seção operacional do Corpo de Bombeiros de Maringá. Após sua morte, o 5º Grupamento de Bombeiros publicou uma homenagem ao profissional. “Mesmo diante do grande perigo trazido pela pandemia, enfrentou os riscos de forma muito nobre, fazendo o que mais gostava: salvando vidas!”, diz trecho da nota.

Hannah conta que, nos anos 1990, seu pai chegou a atuar como ginecologista em uma cidade do interior do Mato Grosso, onde faltavam profissionais. “Inclusive foi ele quem fez meu parto, no atraso do médico da minha mãe”, diverte-se. Nas redes sociais, a morte do médico, natural de Assaí, gerou grande repercussão. “Salvou muitas vidas. Um médico espetacular. Com uma história de vida excepcional”, escreveu uma internauta “Muito triste, era um excelente médico, humilde, atencioso, generoso. Ele me atendeu e fez a minha cirurgia e de minha mãe. Deixou uma lacuna grande na família dele e na vida dos amigos, e na área médica de Maringá”, comentou outra pessoa. Deixou a esposa, Shirley, três filhos e netos.

Gabriele Righetti Neto

Gabriele Righetti Neto
Gabriele Righetti Neto| CRM-PR

Ultimamente atuando no Mato Grosso, Gabriele Righetti Neto iniciou sua carreira em Curitiba, onde concluiu o curso de Medicina, em 1998, pela Faculdade Evangélica. Quis o destino que fosse na capital paranaense sua despedida, aos 45 anos de idade, por complicações decorrentes de Covid-19. Ao longo de sua carreira, fez residência em São Paulo e trabalhou ainda no Mato Grosso do Sul, antes de se mudar, em 2005, para o Mato Grosso, onde atuou nas cidades de Guarantã do Norte e Juara, município de 35 mil habitantes onde vivia desde então. Em março deste ano, ele havia sido incorporado ao programa médico de atenção básica do Ministério da Saúde, segundo o CRM-PR.

O profissional estava internado na UTI do Hospital da Cruz Vermelha e faleceu no dia 16 de julho. O Hospital e Maternidade São Lucas, em Juara, emitiu nota de pesar, destacando os mais de 10 anos de atuação do profissional na instituição. “Muito respeitosamente, prestamos as nossas condolências e deixamos os mais sinceros pêsames à família. Sentimos profundamente a partida de um profissional dedicado e extremamente competente, que nos deixa lições de profissionalismo e cuidado ao próximo”. Vários colegas de trabalho e pacientes também se manifestaram nas redes sociais, lamentando a perda e destacando o seu compromisso com a profissão. Ele era irmão da também médica Giovanna Paola Righetti Alboite, que trabalha em Curitiba.

Gerson Marcio Negrissoli

Gerson Marcio Negrissoli
Gerson Marcio Negrissoli| Reprodução/Facebook

Nascido em Cruzeiro do Oeste, no Noroeste paranaense, Gerson Marcio Negrissoli formou-se em Medicina, em 1994, pela Universidade Católica de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Atuou inicialmente em Rondônia e retornou a seu estado natal em março de 1997. Chegou a ser prefeito de Alto Piquiri entre 2009 e 2012 e teria completado 52 anos nesta sexta-feira (28). Segundo a secretaria de saúde do município, Dr. Gerson apresentou os primeiros sintomas de Covid-19 no início de julho e, em seguida, testou positivo para a doença. No dia 20 daquele mês, com o agravamento do quadro, foi transportado até o Hospital Cemil, em Umuarama, mas não resistiu, deixando esposa e um filho.

A prefeitura municipal de Alto Piquiri decretou luto oficial. O prefeito, Luis Carlos Borges Cardoso, expressou suas condolências em suas redes sociais. A prefeitura de Guaíra, município vizinho onde Dr. Gerson também trabalhava, publicou nota manifestando pesar pela morte. “O município, em nome de todos os servidores municipais, lamenta o falecimento e presta as mais sinceras condolências aos familiares e amigos pela inestimável perda”. Uma ex-colega comentou sobre a memória que tem do médico em uma rede social. “Trabalhei com ele na saúde. Só tenho lembranças boas, do médico e pessoa extraordinária que foi. Meu coração está em luto. Que Deus possa confortar toda família e lhe dê o descanso eterno”, escreveu.

Lucas Pires Augusto

Lucas Pires Augusto com a família
Lucas Pires Augusto com a família| Arquivo pessoal

Com apenas 32 anos, Lucas Pires Augusto foi o mais jovem dos médicos que atuavam no Paraná a falecer com o novo coronavírus. Formado pela UFPR, especialista em neurocirurgia, ele atuava na região de Ivaiporã. Já com o diagnóstico de Covid-19, pouco antes de ir para a UTI do Hospital Maringá, no dia 27 de julho, ele postou uma mensagem que comoveu o país. “Estou indo neste momento para a UTI, devido a um agravamento do caso de Covid-19. Ficarei incomunicável, mas desde já agradeço aos amigos pelas orações. Peguei essa doença fazendo o que amo, cuidando dos meus pacientes com amor e dedicação. Faria tudo outra vez. Sei que meu Deus é soberano sobre todas as coisas, seus caminhos e propósitos são sempre justos e perfeitos e que no fim todas as coisas contribuem justamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Rm 8:29. Amém.”

O médico era pai de duas crianças, Benjamin e Isabella. “Ele era brilhante, cheio de vida e de sonhos, apaixonado pela esposa e pelos filhos”, conta sua única irmã, Gabriela Augusto Pinto. “Estava super feliz com a menininha que nasceu há 2 meses”. Nascido no Rio de Janeiro, cresceu em Cataguases, Minas Gerais, e escolheu a UFPR para estudar Medicina. Em 2013 mudou-se para Ribeirão Preto, São Paulo, onde fez residência em neurocirurgia na Universidade de São Paulo (USP). Participou de uma delicada cirurgia, em 2018, que separou as gêmeas siamesas Maria Ysabelle e Maria Ysadora, que nasceram unidas pela cabeça. Foi infectado com o novo coronavírus no atendimento a um paciente que testou positivo dias depois de uma consulta. “Cada dia que passa é mais difícil pra mim acreditar que ele se foi”, diz Gabriela.

Vicente Lúcio Viana Lopes

Vicente Lúcio Viana Lopes
Vicente Lúcio Viana Lopes| Arquivo pessoal

Natural de Rio Negro, onde nasceu em 11 de abril de 1941, o pediatra Vicente Lúcio Viana Lopes continuava na ativa até o início do ano. “Era um médico que não existe mais hoje em dia, que atendia os pacientes de madrugada na própria casa”, conta o dentista Luiz Vicente de Moura Lopes, um dos três filhos. “Depois de sua morte, recebemos inúmeras mensagens que falavam sobre a forma que ele atendia, a tranquilidade que ele passava para as milhares de famílias que atendeu.” Com o início da pandemia do novo coronavírus, Dr. Vicente interrompeu os atendimentos, mas estava ansioso para voltar a trabalhar, segundo Luiz. “Ele amava o que fazia”.

Formado em Medicina pela UFPR em 1964, fez estágio no berçário do Hospital de Clínicas (HC) e no Centro de Pesquisas Imunológicas da Faculdade de Medicina da USP. Foi voluntário na disciplina de Clínica Pediátrica e Higiene Infantil do Setor de Saúde da UFPR, de 1966 a 1971, tornando-se em seguida auxiliar da disciplina de Higiene, Medicina Preventiva e do Trabalho, e passando, em 1977, a professor assistente na disciplina de Saúde Comunitária, cargo que exerceu até 1996. Em 2014, por ocasião de seus 50 anos de atividade, foi homenageado pelo CRM-PR com o Diploma de Mérito Ético-Profissional, por seu histórico exemplar. “Era um ser humano fantástico, por seu carinho, sua bondade com as crianças e suas famílias”, lembra Luiz.

Marcos Sereja

Médico cardiologista atuava no Samu, no litoral paranaense
Médico cardiologista atuava no Samu, no litoral paranaense| Reprodução / Facebook

Marcos Sereja, cardiologista de 34 anos, trabalhava em Guaratuba, litoral paranaense, mas ficou internado no Hospital do Rocio de Campo Largo por três semanas em tratamento. Ele morreu no dia 2 de setembro.

Natural de Paranavaí, noroeste paranaense, Sereja trabalhava havia quatro anos em Guaratuba, no Samu, e deixa esposa. Muitos pacientes e colegas de trabalho prestaram homenagem ao jovem médico nas redes sociais. “Hoje o dia amanheceu mais triste com a sua partida. Você cumpriu sua missão aqui na Terra e foi com muito amor. Eu gostava muito de trabalhar com o senhor. Que Deus te receba em um bom lugar. Até um dia, meu amigo. Hoje estou muito triste”, disse uma colega de trabalho nas redes sociais. “Triste notícia, vá em paz, Dr. Marcos Sereja. Mais um guerreiro da linha de frente que perde a batalha para esse maldito vírus”, diz outro post.

Celso Ariello

Dr. Celso Ariello
Dr. Celso Ariello| Reprodução/Facebook

Especialista em ginecologia e obstetrícia, Celso Ariello faleceu na manhã de 22 de setembro no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. De acordo com o Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), ele tinha 64 anos e era casado com a também médica Marilis da Costa Ariello. Formado em 1980, atuou sempre em Curitiba, ultimamente atendendo em um consultório no bairro Batel. A despedida, restrita a familiares, ocorreu na manhã do dia seguinte no Crematório Vaticano, em Almirante Tamandaré, na região metropolitana.

Sua partida gerou comoção nas redes sociais, onde pacientes lembraram de seu lado humano no atendimento profissional. “Dr. Celso é e sempre será lembrado por mim como um ser humano especial, médico atencioso, fez o parto do meu bebê, me aconselhou e acompanhou com muita dedicação toda a gestação” foi um dos comentários. A Maternidade Nossa Senhora de Fátima, onde o obstetra trabalhou por mais de 10 anos, emitiu uma nota de pesar. “É com uma tristeza infinita no coração que nos despedimos de um grande amigo, o médico ginecologista obstetra Dr. Celso Ariello, que com ética e responsabilidade construiu uma carreira de referência para as novas gerações”, diz o texto. “Ficam as recordações de um profissional que ensinou muito a todos nós.”

Marissol Bassil

Dra. Marissol Bassil
Dra. Marissol Bassil| Rafael Hasse/Hospital Pequeno Príncipe

Natural de Curitiba, a pediatra Marissol Bassil formou-se médica em 1989 pela Faculdade Evangélica do Paraná. Durante mais de 25 anos trabalhou no Hospital Pequeno Príncipe, onde começou como plantonista e chegou a supervisora do setor de emergência para o SUS. Segundo a instituição, ela estava afastada das atividades desde o início da pandemia por fazer parte do grupo de risco. Morreu na madrugada do dia 23 de setembro em decorrência da Covid-19. “Foi uma médica participativa nas atividades do Pequeno Príncipe, sempre atenciosa no atendimento da criança, carismática e muito querida pelos colegas. Vestia a camisa da instituição em todos os projetos em que atuou, um verdadeiro exemplo de pediatra”, declarou o vice-diretor técnico do hospital, Victor Horácio de Souza Costa Júnior.

Dra. Marissol atuava ainda na cidade de Campo Largo, na região metropolitana, onde foi diretora-geral do Hospital Infantil Waldemar Monastier e ultimamente atuava como responsável pela pediatria no Hospital do Rocio. Ambas as instituições também emitiram nota de pesar, assim como a Sociedade Paranaense de Pediatria e o CRM-PR.

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Comentários [ 22 ]

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    Ferreira

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    Excelente gazeta. E os demais profissionais da saúde, quantos são??

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  • X

    Xicote

    ± 1 horas

    Eita gripezinha braba !!!!!

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    1 Respostas
    • A

      Admar Luiz

      ± 38 minutos

      Para milhares de pessoas foi uma "gripizinha" sim, seu delinquente. Aliás, um médico lá Globo Lixo disse a mesma coisa que o "Bozo: Podem pulara o carnaval, vais ser uma gripizinha, não se preocupem. Mas o genocida é o presidente. A maioria da população passa incólume por essa gripe. Muitos nem sintomas tem. Os infectados só pioram se não forem medicados precocemente. Isso é fato. Só evoluem par entubações pessoas não assistidas e com comorbidades, isso é fato, não chute. Tá estúpido? O kit de medicamentos poderia ter salvo muitas dessas vidas aí, seu imoral. Nem que fosse apenas um. Teria valido a pena. Isso é fato.

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  • M

    Meg Litton

    ± 3 horas

    É uma guerra e muitos soldados perecerão... Estes eram os conhecidos, médicos, e os anônimos? É lamentável, mas faz parte da profissão...

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  • V

    Vinicius Lisboa

    ± 4 horas

    O legal é que as pessoas mais velhas vocês colocam apenas o ano que o cara nasceu. Pitada de sensacionalismo, quem escreveu a noticia não teve o interesse de noticiar e sim assustar o povo.

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  • A

    Allan Jose Alves

    ± 6 horas

    Não marcasse mais cirurgia em hospital publico, Coração, cancer , as mais diversas cirurgias .... Tudo parado , o custo desta parada vai ser grande. E os hospitais onde o médico não recebe se não fizer cirurgias são os primeiros a sentirem no bolso. Isto é um desgaso da prefeitura de Curitiba e do Governo do Paraná. Não morrendo de COVID o resto esta tudo certo. Acorda Grecca acorda Ratinho.

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  • N

    Neto

    ± 15 horas

    A homenagem é justa mas muitos pacientes que deveriam estar se tratando não vão ás clínicas por medo de contrair covid. E aí vcs afirmam que alguns desses médicos, que não estão na linha de frente, contraíram covid em suas próprias clínicas??!! Contraíram de seus pacientes? Como podem afirmar isso? E se contrairam tb haveria o risco de passar a outros pacientes. Vcs não acham que isso só vai deixar as pessoas ainda mais temerosas de consultarem seus médicos? Num momento em que os médicos se esforçam em mostrar que se trata de um procedimento seguro.

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  • M

    m a filho

    ± 15 horas

    Conheci o Vicente Lopes, pai de um amigo meu. Foi meu professor no curso de medicina na UFPR. Lamentável. Que Deus o tenha.

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  • P

    Percival Vitorino guimaraes

    ± 19 horas

    Muito boa e merecida homenagem a esses profissionais que tombaram em combate. Apenas sugiro que a Gazeta, como esse meio de comunicação de extrema influência e notória seriedade, lembre que muitos profissionais de enfermagem também perderam suas vidas em combate e merecem ser lembrados. Quanto a outros questionamos, só quem está na linha de frente, dentro de uma uti, sabe o que falar de tratamentos e especulações

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  • C

    C R Berger

    ± 22 horas

    Que bela reportagem da Gazeta. Esses são nossos heróis dessa nova época. Meus sentimentos aos familiares desses HERÓIS.

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  • R

    Roberto Garcia

    ± 1 dias

    Pessoas que se dedicaram à salvar vidas à custa de suas próprias, sem se afastarem de um risco muito alto que sabiam que tinham.

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  • A

    Admar Luiz

    ± 1 dias

    E a pergunta que não quer calar que a Gazeta não fez? Será que as vidas desses médicos não teriam sido salvas se tivessem tomado imediatamente, precocemente, assim que infectados, o kit de medicamentos , como recomendaram e recomendam milhares de médicos pelo Brasil afora? Vidas se foram. Familiares sem seus ente queridos. Vidas que poderiam ainda por muito tempo serem úteis a sociedade. Lamentável. Mas valeu a homenagem Gazeta.

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    4 Respostas
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      Admar Luiz

      ± 3 horas

      Fernando Fernandes: As centenas de médicos que foram a Brasilia na semana passada - representavam os 27 estados - são todos "energúmenos", né idio tiza do? são todos bobinhos. Compraram seus diplomas, hein? Não tem comprovação cientifica? É mesmo? O que comprova é o dia a dia, cambada de imorais. Aliás, a própria China já admitiu,. Na Itália e em outros países a mesma coisa. É claro, que não há ainda um remédio específico, é claro que ainda não ha vacina. Mas e daí? Se o coquetel, como afirmam milhares de médicos, funciona, não vai ser um dfensor de mortes que vai dizer o contrário. Que é o asno mesmo delinquente?

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    • A

      Admar Luiz

      ± 4 horas

      Fernando Fernandes: Asno é a sua m...com todo o respeito a senhora, claro, eheheh.. Milhares de colegas dos médicos que morreram prescrevem o kit. Mas são "energúmenos, segundo a visão dos inteligentinhos aí,né? Inócua é sua cabecinha idiotizada, seu imoral. Vc gosta mesmo é de mais mortes. Não está nem aí pela dor dos familiares desses médicos que poderiam estra vivos, né cana lha?

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    • L

      Luciano

      ± 5 horas

      Misericórdia! Tinha que aparecer alguém pra apregoar tratamento que só funciona na cabeça de gente despreparada para interpretar dados de pesquisas sólidas.

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    • F

      Fernando Fernandes

      ± 13 horas

      Admar, vc é um asno, um ignorante, um completo *******. Não existe cura para a COVID-19 e o kit que vc se refere foi banido o uso nos Edtados Unidos pelo FDA, energúmeno!! Esta reportagem é uma homenagem aos médicos que se foram e não para fazer apologia de remédios inócuos, ser estúpido!!

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  • R

    Rafael

    ± 1 dias

    É triste! Mas não foram apenas médicos. A Gazeta que seja justa com todos os profissionais de saúde e faça a mesma homenagem a todos.

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  • G

    Gustavo

    ± 1 dias

    Bela homenagem. Eu conheci o dr Nelson Schiavinato gostava muito dele era um pessoa sem igual. Senti muito sua morte. Está fazendo muita falta.

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  • N

    Neto

    ± 1 dias

    Esta reportagem vai colocar ainda mais medo nas pessoas que precisam de consultas e exames ao afirmar que os médicos contraíram a covid de pacientes, na própria clínica.

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    1 Respostas
    • V

      Vinicius Lisboa

      ± 4 horas

      Exatamante, você fez a leitura correta. Na veradade o Jornalista que escreveu isso teve este objetivo , não homenagear, ai você vê pessoas andando sozinhas na rua ou no seu carro usando uma mascara, as pessoas estão ficando loucas.... Que deus tenha estas almas, mas "life goes on "para maioria das pessoas !!

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  • V

    VALMIR SCHREINER MARAN

    ± 1 dias

    Médicos são os melhores profissionais . São testado de todas as formas, vestibular , faculdade, residência . Graças a Deus temos pessoas que encaram a missão de salvar vidas. Deus conforte as famílias enlutadas

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  • N

    Neanderthal

    ± 1 dias

    Herois que não devem serem esquecidos! Exemplo para todos.

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