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ansiedade animal
| Foto: Bigstock

O home office levou muitos profissionais e os seus pets a grandes alterações na rotina. Agora, o retorno ao trabalho presencial pode ser um gatilho para um transtorno de comportamento em animais domésticos: a síndrome da ansiedade por separação.

Os pets que não lidam bem com o fato de estarem sozinhos em casa podem sofrer estresse e ter problemas sérios de saúde, além de ter comportamentos indesejados. Hoje, 70% dos clientes ativos da Jeito Animal são de cães com ansiedade por separação ou reativos - outro transtorno bastante observado durante a pandemia.

Cães que sofrem de ansiedade apresentam alguns sinais: comportamento de sombra (segue o tutor em todos os ambientes e não costuma ficar sozinho), lambeduras em excesso na ausência do tutor, assim como perseguir a própria cauda, roer móveis, errar o sanitário, chorar e latir constantemente. Alguns animais podem ficar tão ansiosos a ponto de se machucarem como em casos de lambedura e arranhaduras até que as patas fiquem feridas.

Embora sejam um pouco mais independentes, os gatos também podem sofrer com as alterações de rotina e ter comportamentos compulsivos e destrutivos. Os bichanos apresentam: mudanças no apetite, miados em excesso, lambeduras, agressividade e passam a arranhar móveis.

A boa notícia é que o transtorno pode ser prevenido: as mudanças devem ser feitas de forma gradual, quando possível, e o tempo longe de casa ser aumentado gradativamente. Além disso, o tutor deve manter uma rotina de brincadeiras e brinquedos interativos para que os pets gastem energia. Para os cães, os passeios são muito importantes.

Ansiedade por separação, o que fazer?

Quando o problema já está instaurado, a terapia comportamental consiste em ensinar os tutores estratégias para manejo de ambiente e treinos específicos para que o pet aprenda a ser mais confiante e independente.

Avalia-se o cão ou o gato, a rotina da família , além das condições do ambiente para desenvolver o protocolo de tratamento integrado. A aromaterapia pode ser utilizada para auxiliar o processo. E, em casos mais graves, o acompanhamento de um médico veterinário psiquiatra e intervenção medicamentosa.

Para ficar clara a relação: gosto de comparar com a terapia humana e psiquiatria em casos de ansiedade. Algumas vezes o paciente faz apenas a terapia (aqui o adestramento positivo) com resultados favoráveis. Outras vezes é preciso também a intervenção medicamentosa e, se não tratado, o problema pode se agravar cada vez mais.

A síndrome da ansiedade por separação é um transtorno grave de comportamento, que causa muito sofrimento para o animal e não pode ser vista como algo comum, embora falte muito conhecimento sobre o assunto. Se o seu cão ou gato apresentar sinais, procure ajuda profissional.

*Pedro Fontoura é biólogo comportamentalista e educador pet.

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