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Katze acaba de lançar “Fratura Exposta”, seu novo álbum.
Katze acaba de lançar “Fratura Exposta”, seu novo álbum.| Foto: Leticiah F.

Falar de música em Curitiba é um prato cheio. Afinal, a cidade é um polo efervescente de experimentações musicais. Gêneros tipicamente brasileiros, como a MPB, são explorados lado a lado com o pop, rap, trap e muito mais em criações de artistas curitibanos que, mesmo em meio à pandemia, não deixaram de produzir aquilo que tem sido nosso refúgio: a arte.

Separamos três artistas do cenário local que recém-lançaram seus trabalhos ou estão prestes a lançar novos sons. Assim você pode ficar de olho e acompanhar, bem de pertinho, toda a riqueza da produção curitibana.

Katherine Zander

Katherine, conhecida como Katze, está no centro da imagem, que mostra dos quadris à cabeça da artista. A mão esquerda está erguida, enquanto a direita figura na altura da barriga. Katze é uma das representantes da música de Curitiba.
Katherine Zander, conhecida como Katze. Foto: Divulgação

Não é de hoje que a curitibana Katherine Finn Zander figura nas playlists de música alternativa. Ex-integrante da banda Cora e atual baixista e vocalista da Noid, Katherine produz um projeto independente chamado Katze, que resultou no EP “Moon Phases of a Relationship” em 2016, que ganhou resenhas internacionais: música de Curitiba para o mundo. Em 2021, o lançamento de seu primeiro álbum abriu novos caminhos para sua trajetória musical. Com base eletrônica e flertes com trap, rap, indie e pop, o álbum “Fratura Exposta” é um hit, cujas letras expõem dolorosas vivências de Katherine, que são então abraçadas por um eu em processo de cura.

Katze é uma artista para ficar de olho pela densidade de suas produções, mas também pela criatividade que emergiu das limitações do contexto atual. “Trono de Lótus”, primeira faixa de seu último álbum, ganhou um clipe interativo produzido pela programadora Marcela Mancino. Cada espectador confere um videoclipe único, a partir de efeitos aplicados às imagens da webcam de quem assiste. Clique aqui para conferir.

Laura Petit

Laura Petit no centro da imagem com os cabelos ondulados soltos. Veste uma blusa branca, fundo branco. Imagem mostra dos ombros à cabeça de Petit. Ela é uma das representantes da música de Curitiba.
Laura Petit. Foto: Leticiah| Leticiah

Apesar de nascida em Brasília, foi em Curitiba que a MPB de Laura Petit tomou forma. Desde o seu primeiro álbum, “Monstera Deliciosa”, lançado em 2017, o som de Petit enverga pelas brasilidades, ajudando a criar o som da nova MPB. Ao primogênito, Petit soma o álbum “Pelada por Esporte” (2019) e prepara um novo lançamento, cujos singles têm saído ao longo do ano. O mais recente é “Durex”, canção com toques de synth pop e tons de brega que prometem engajamento imediato, bem como apresentar a artista para novos públicos.

Tanto nas letras de suas canções — que cantam amores e dissabores — quanto nas performances no palco, que tanto sentimos falta , o que não passa batido é o carisma e o bom-humor de Petit. E eles se refletem em toda sua obra. Mas de “menina-pipoca-sapeca”, como costuma se autodefinir, a artista agora explora um lado mais glamouroso, cujo resultado vale a pena ficar de olho!

Luciano Faccini

Luciano Faccini com as mãos na cabeça, olhos fechados e expressão séria. Usa uma blusa com flores vermelhas de manga comprida e gola alta, uma pulseira, um anel e um colar. No fundo, o céu azul com algumas nuvens e uma árvore.
Luciano Faccini. Foto: Pretícia Jerônimo| Pretícia Jerônimo

Luciano é produtor, compositor, instrumentista, poeta e tudo o mais que um artista em plena potência criativa pode ser. No campo da música, destacam-se projetos passados como os álbuns “Uma História Úmida” (2016), com Melina Mulazani, e “E/ou” (2017). Nos últimos meses, produziu e participou do álbum de Roseane Santos, “Fronteiriça” (2020), artista-amiga com quem em breve lançará um novo projeto autoral chamado “Livro Vivo”. Também nos próximos meses será lançado o novo álbum da miniorquestra curitibana “Ímã”, na qual Luciano participa como co-produtor, vocalista, instrumentista, compositor e mais.

Sua marca registrada é a sensibilidade com que produz arranjos, letras e encontros. Em todos os seus projetos, destaca-se a habilidade de Faccini para unir talentos e afetos em projetos que extraem o melhor de diversos artistas da capital. Luciano não fica parado — e leva toda uma trupe consigo. Em breve, um coletivo artístico chamado “Queda Livre” vai abalar o cenário local, tendo Luciano, é claro, como um de seus co-fundadores. Quem acompanha Faccini, acaba conhecendo muito do cenário local: e por essas e outras, ele é um artista curitibano que merece a sua atenção, para além da música de Curitiba.

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