Crise no Facebook? Apagão e acusações

Não é de hoje que o Facebook é alvo de críticas pelo impacto de suas redes sociais e plataformas, incluindo Instagram e WhatsApp, e pelo possível monopólio da empresa no setor.

No dia 4 de outubro de 2021, um apagão de 7 horas de duração deixou bilhões de usuários ao redor do mundo sem acesso aos apps do Facebook, levando prejuízos a negócios que dependem desses recursos

O apagão do Facebook, aliás, virou motivo de piada na internet, com memes satirizando a situação, enaltecendo as redes que não caíram (como o Twitter) e brincando sobre o dia de detox dos usuários

Em seguida, no dia 5, uma ex-gerente de produto da empresa foi ao Senado norte-americano com documentos e revelações sobre práticas questionáveis da companhia de Mark Zuckerberg

Entre as revelações da ex-gerente Frances Haugen, o Facebook sabe como o Instagram é perigoso – especialmente para as meninas – mas nada faz para ajustar seus algoritmos

Outra informação bombástica se refere ao conhecimento de que o Facebook é utilizado por criminosos de tráfico de órgãos, de pessoas e cartéis de drogas -– mas a empresa age pouco contra essas práticas

A plataforma também tem sido utilizada para disseminação de fake news (como o movimento antivacina), para instigar atos antidemocráticos e até mesmo como ferramenta de espionagem politica!

Segundo Haugen, há uma ligação direta entre a atividade no Facebook e a violência contra grupos étnicos em Mianmar e na Etiópia, assim como se sabe de ações de espionagem por governos da China e Irã

A intenção da ex-gerente de produto de expor a empresa junto ao Senado está no sentido de buscar uma regulamentação melhor das redes sociais: “Eu encorajo a reforma dessas plataformas”, disse ela

Em resposta, o Facebook declarou: “Não concordamos com caracterização de Haugen em seu testemunho. Apesar disso, concordamos em uma coisa: é hora de começar a criar regras padrão para a internet”

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Unsplash: Dawid Sokołowski, Brett Jordan, Piotr Cichosz, Barefoot Communications, Georgia de Lotz, Gian Cescon, Daniel Schludi, Wu Yi, Rami Al-zayat; The Washington Post, Jabin Botsford/Reprodução; Tenor