Katia Dittrich, vereadora de Curitiba | Rodrigo Fonseca/Câmara Municipal de Curitiba
Katia Dittrich, vereadora de Curitiba| Foto: Rodrigo Fonseca/Câmara Municipal de Curitiba

A Câmara de Curitiba marcou para esta quarta-feira (13) a sessão em que o plenário vai analisar o parecer da Comissão Processante que recomendou a cassação do mandato da vereadora Katia Dittrich, eleita pelo Solidariedade, mas que foi recentemente expulsa do partido. Conhecida como “Katia dos Animais de Rua”, ela foi acusada por ex-assessores de exigir parte dos salários dos comissionados lotados em seu gabinete. A parlamentar nega as denúncias e as atribuiu a um complô que teria sido armado por seu suplente.

Caso haja maioria qualificada dos votos no plenário (dois terços do total, 26 vereadores), a acusada perderá seu mandato em favor de Zé Maria (Solidariedade), o primeiro suplente do partido. Caso não haja o número de votos mínimo, o processo é arquivado.

O parecer pela cassação foi um voto em separado, apresentado por Cristiano Santos (PV) e que venceu o voto do relator, Osias Moraes (PRB) por dois votos a um. O outro vereador a votar foi Toninho da Farmácia (PDT). A comissão foi concluída na última sexta-feira (8).

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As acusações surgiram em agosto, quando seis assessores que trabalharam no gabinete da vereadora no primeiro semestre de 2017 apresentaram uma denúncia à presidência da Casa em que acusam Katia Dittrich de exigir parte do salário dos comissionados para mantê-los no cargo. Do seis ex-assessores que subscrevem a denúncia, dois afirmaram ter repassado valores para a parlamentar, dois teriam sido demitidos por se negarem a participar do esquema e os outros são testemunhas que alegam ter presenciado os fatos expostos.

Segundo as denúncias, a vereadora pedia valores que variavam entre R$ 1,5 mil e R$ 5 mil e a forma de abordagem e repasse variava de acordo com cada servidor. Essa transferência era exigida dos assessores que ocupavam os cargos com os maiores salários do gabinete. Na denúncia, os servidores apresentaram dois comprovantes de transação bancária, que totalizam R$ 6 mil.

Além disso, outro servidora denunciou que havia emprestado R$ 5 mil à parlamentar ainda antes de Katia Dittrich assumir o mandato na Câmara. O acordo era que o valor emprestado seria devolvido em 12 pagamentos mensais de R$ 771, considerando as taxas de juros do empréstimo feito pela servidora para obter os recursos. Entretanto, depois de assumir o mandato e de nomear a assessora na Câmara, a vereadora teria parado de fazer os pagamentos sob a alegação de que o valor deveria ser descontado do salário da própria servidora.

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Ainda de acordo com as denúncias protocoladas na Câmara, a vereadora alegava que o dinheiro devolvido seria usado para cobrir despesas das diversas atividades que pretendiam realizar, como, por exemplo, a compra de uma Kombi para o resgate de animais de rua.

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