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Quadro Negro

Controle de ponto de “operadora” da Valor no governo desmente Cida Borghetti

Governadora disse que servidora cumpria expediente na Casa Civil em 2015, e não na vice. Registro de presença, no entanto, aponta que ela trabalhou no gabinete de Cida

  • PorEuclides Lucas Garcia
  • 29/05/2018 18:52
Cida Borghetti (PP), governadora do Paraná. | José Fernando Ogura/ANPr
Cida Borghetti (PP), governadora do Paraná.| Foto: José Fernando Ogura/ANPr

A folha ponto da “operadora” da Valor Construtora dentro do governo do Paraná desmente a versão dada pela governadora Cida Borghetti (PP) para se defender de um suposto acerto de pagamento de mesada ao irmão dela por parte da empreiteira. Há duas semanas, ela havia dito que Marilane Fermino da Silva, apesar de estar nomeada na vice-governadoria em 2015, cumpria expediente na Casa Civil. No entanto, o registro de presença da servidora, ao qual a Gazeta do Povo teve acesso, aponta que ela de fato trabalhou no gabinete da vice, quando Cida ocupava o cargo.

Em recente depoimento prestado à Justiça Estadual, o principal delator da Operação Quadro Negro, Eduardo Lopes de Souza, voltou a citar repasses mensais de R$ 15 mil que fez a Juliano Borghetti, irmão da atual governadora. Ele disse ter sido procurado por Juliano no começo de 2015 com a proposta de que fizesse uma indicação para a vice-governadoria, então comandada por Cida. Em contrapartida, o dono da Valor pagaria uma mesada a Juliano, que não podia ser nomeado na estrutura do estado por ter se envolvido em uma briga de torcida, em 2013.

DOCUMENTO: veja folha ponto de Marilane Fermino da Silva na vice-governadoria

Segundo o empreiteiro, o acordo foi selado em uma reunião na sede do Partido Progressista, em Curitiba, com o próprio Juliano e também com o deputado federal Ricardo Barros (PP), marido de Cida. Para a vice-governadoria, Lopes de Souza indicou Marilane Fermino da Silva, que, de acordo com ele, já trabalhava na Secretaria da Educação e operava em favor da Valor.

Para nomear a indicada pelo empresário, em janeiro de 2015, Cida exonerou da função de gestão pública FG-1 – o cargo comissionado mais alto destinado exclusivamente a servidores de carreira – a atual comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Audilene Rosa de Paula Dias Rocha.

Ainda segundo Lopes de Souza, o acordo durou três meses e foram repassados R$ 45 mil a Juliano Borghetti. No depoimento, o delator disse que o dinheiro era entregue em espécie, diretamente ao irmão da governadora, na sede da construtora.

VÍDEOS: veja relato do delator sobre repasses a irmão da governadora Cida Borghetti

Além de garantir que negociou o acordo na presença de Ricardo Barros, o empresário afirmou que, à época, conversou sobre o caso com Cida. Ao ser questionado pela Justiça se chegou a ter algum contato com a então vice-governadora, o empreiteiro respondeu: “Sim, ela me agradeceu. Eu fui com o Juliano lá na vice-governadoria e ela me agradeceu que eu tinha resolvido o negócio do Juliano”.

Versões não batem

Questionada sobre o tema há duas semanas, quando o vídeo da delação de Eduardo Lopes de Souza veio à tona, Cida Borghetti negou as acusações e disse que Marilane Fermino da Silva “é servidora de carreira do Estado, nunca cumpriu expediente na vice-governadoria e sim na Casa Civil”.

CONFLITO?:  Procurador-geral nomeado por Cida atuava na defesa do irmão dela na Quadro Negro

A versão da atual governadora, porém, é desmentida pela folha ponto da funcionária. No registro diário de frequência de Marilane, do início de 2015, a vice-governadoria consta como a unidade de trabalho. Além disso, no local destinado à assinatura da chefia imediata, há a rubrica de Lucília Felicidade Dias, então chefe de gabinete da vice e agora ocupante do mesmo cargo na governadoria.

Outro lado

Por meio da assessoria de imprensa, Cida Borghetti reafirmou que Marilane Fermino da Silva nunca cumpriu expediente na vice-governadoria. “A assinatura do ponto foi uma mera formalidade em razão de o cargo estar vinculado ao gabinete da vice-governadoria. Reitera que o posto de trabalho da servidora era a Casa Civil”, diz a nota.

Quando da divulgação da deleção de Eduardo Lopes de Souza, Juliano Borghetti negou as acusações. Ele afirmou, em nota, que o depoimento do empreiteiro comprova que ele não teve relação com os desvios apurados na Quadro Negro e que trabalhou na empresa Valor por três meses e recebeu seus pagamentos na sede na empresa. Os valores estão declarados no Imposto de Renda.

Também por nota há duas semanas, o deputado federal Ricardo Barros rechaçou a acusação da troca de cargos e afirmou que não pediu qualquer vantagem. Barros reafirmou que está à disposição para esclarecimentos.

Já Norberto Bonamim, advogado de Marilane Fermino da Silva, disse que ela não é ré nesse processo. Afirmou ainda que, como o caso está em segredo de Justiça, não poderia comentá-lo.

Veja registro diário de frequência da “operadora” da Valor no governo do estado:

Assista ao trecho em que o delator relata repasses a Juliano Borghetti:

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