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| Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Duas cidades paranaenses realizaram novas eleições municipais neste domingo (6): Nova Fátima e Primeiro de Maio, ambas no norte do Paraná. As eleições suplementares foram convocadas pela Justiça Eleitoral em razão de condenações dos prefeitos eleitos em outubro de 2016.

A nova prefeita de Primeiro de Maio é Bruna Casanova (PP), eleita com 42,25% dos votos válidos. Ela derrotou os candidatos Paulo Fernandes Júnior, do PSDB (31,44%), Ezequiel de Araújo, do Podemos (23,09%), e Elizeu de Souza, do PPS (3,22%). Dos 8,5 mil eleitores aptos a votar, 7.242 compareceram às urnas.

Quem venceu em Nova Fátima foi Roberto Carlos Messias, o Carlão Messias (PTB), com 44,03% dos votos válidos. Em segundo lugar, ficou Mário Sérgio dos Santos (PPS), com 26,35%, seguido por Sidney Roque da Silva (Podemos), com 21,76%, e José Ricardo Ceruli Marinho (DEM), com 7,86%. 4.886 de um total de 6,3 mil eleitores participaram da votação na cidade.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), as eleições transcorreram com tranquilidade nos dois municípios. Não houve substituição de urnas e nem prisões por crimes eleitorais. As eleições suplementares envolveram cerca de 500 pessoas e custaram mais de R$ 100 mil. Os candidatos têm até o dia 11 de agosto para entregar ao TRE-PR as prestações de contas das campanhas. As posses dos prefeitos e vice-prefeitos eleitos serão realizadas até o final de agosto. Os eleitores que não votaram neste domingo (6) devem justificar a ausência em qualquer cartório eleitoral até 5 de outubro.

Problemas nas candidaturas

Em Nova Fátima, a candidatura de José Ali Mehanna (PSB) foi indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 30 de maio. O entendimento foi de que o prefeito eleito não se desincompatibilizou quatro meses antes da eleição do cargo de sócio administrador do único hospital do município, como prevê a legislação eleitoral.

Já em Primeiro de Maio, os eleitores voltaram às urnas após a impugnação, pelo TRE-PR, da candidatura de Mário Casanova (PP), o Marinho, por ter se filiado ao partido fora do prazo previsto em lei. Há também crime de improbidade administrativa envolvendo o ex-prefeito, que é acusado de enriquecimento ilícito e dano ao erário público. Ele recorreu, mas o Tribunal Superior Eleitoral manteve a decisão do TRE-PR.

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