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“Bruxo” Chik Jeitoso em manifestação no Centro Cívico | Albari Rosa/Gazeta do Povo/ Arquivo
“Bruxo” Chik Jeitoso em manifestação no Centro Cívico| Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo/ Arquivo

O juiz Pedro Luis Sanson Corat, da 4ª Vara Criminal de Curitiba, determinou nesta quinta-feira (20) a prisão de Luis Antonio Ferreira Pereira, o “bruxo” Chik Jeitoso, por descumprir uma determinação judicial que havia revogado uma prisão preventiva anterior. O pedido foi feito pelos advogados de Ratinho Jr. (PSD), candidato ao governo do Paraná, e do empresário e apresentador Carlos Massa, o Ratinho.

A Polícia Civil não conseguiu localizar Chik Jeitoso em casa e, então, começou uma negociação para que ele se entregasse. Jeitoso se apresentou, na tarde desta sexta-feira (21), na 4ª Vara Criminal de Curitiba e, segundo a defesa, apesar de estar surpreso, está confiante na inocência.

O “bruxo” foi detido pela primeira vez em dezembro de 2016 e deixou a cadeia em fevereiro de 2017. Ele foi preso junto com ex-secretário de Trânsito de Curitiba, Marcelo Araújo, em um processo por extorsão no âmbito da Operação Lomax, da Polícia Civil.

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O “bruxo” é acusado de extorquir políticos, empresários e artistas com falsas denúncias nas redes sociais. A suspeita é de que o esquema tenha movimentado até R$ 5 milhões, segundo o Ministério Público do Paraná. Pelo menos cinco vítimas já foram identificadas, entre elas Ratinho (pai) e Gustavo Fruet (PDT). Ele já foi condenado a pagar R$ 20 mil ao ex-prefeito por danos morais.

Na decisão que revogou a prisão preventiva nesse processo foram aplicadas, em substituição a prisão, medidas cautelares. Entre elas estava a proibição de manter contato com Carlos Massa e Ratinho Jr., bem como publicar ou divulgar qualquer tipo de manifestação sobre os fatos apurados nos autos ou sobre as referidas vítimas.

“Enfatizo que essa medida visava obstar toda e qualquer manifestação/publicação do acusado em relação às vítimas, e não apenas aquelas constando juízo de valor do réu quanto a elas”, apontou o magistrado nesta quinta.

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De acordo com os documentos juntados pelo candidato no processo, Jeitoso voltou a publicar notícias relacionadas às vítimas em suas redes sociais (Facebook e Blog), “em evidente descaso para com seu compromisso perante o Juízo, não havendo outra medida cautelar mais adequada ao caso concreto do que a prisão preventiva, de modo a fazer estancar a prática delituosa e a desobediência à decisão judicial”.

Outro lado

O advogado Mathias Vilhena de Andrade Neto, que defende o “bruxo”, afirma que ele publicava em seu blog notícias de todos os candidatos e que a questão é “eminentemente política”. Em nota enviada à Gazeta do Povo na tarde desta sexta-feira (21), a defesa destacou que Chik Jeitoso apenas cumpriu “com seu inabalável compromisso com os ideais democráticos fundantes de nossa nação, o que vem fazendo desde há muito por meio do compartilhamento de notícias envolvendo candidatos a cargos públicos no Estado do Paraná. Diante disso, a defesa de Luiz Antônio considera o decreto de sua prisão uma evidente tentativa de fazer calar personagem público conhecido por divulgar notícias a respeito da classe política paranaense em tempos de eleição, o que, além de violar seu direito à livre expressão quanto a pessoas que se prestam a concorrer a cargos eletivos estatais, parece consistir, inclusive, em verdadeira afronta aos princípios democráticos regentes de nosso país.”

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