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Onda conservadora e novo governador: o que esperar da política do Paraná em 2019

A Gazeta do Povo listou os pontos que merecem a sua atenção, ao longo do ano, no governo do Paraná, na Assembleia Legislativa, no Congresso Nacional e na Câmara de Curitiba

  • Giulia Fontes
O Centro Cívico, em Curitiba, onde estão os centros do poder político no Paraná | André Rodrigues/Gazeta do Povo
O Centro Cívico, em Curitiba, onde estão os centros do poder político no Paraná André Rodrigues/Gazeta do Povo
 
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O ano de 2019 marca o início de novos mandatos no Paraná. Com novos nomes - em meio a velhos conhecidos reeleitos ou que trocaram de Casa -, surge a expectativa de mudança no cenário político do estado para os próximos quatro anos.

Já no primeiro dia de janeiro, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) assumiu como governador do estado, prometendo uma gestão mais moderna no Paraná. Em fevereiro, os deputados estaduais eleitos em 2018 também tomam posse, com a tendência de discutir pautas mais conservadoras do que em outras legislaturas.

Mudanças ocorreram, ainda, na bancada do estado em Brasília, seja com a promessa de ação unificada em torno dos interesses do estado ou de – outra vez – mais conservadorismo. Na capital paranaense, não houve eleição, mas a Câmara de Curitiba terá nova mesa diretora e discutirá pautas importantes para a cidade.

A partir disso, a Gazeta do Povo selecionou cinco pontos da política paranaense que merecem a sua atenção em 2019:

1. Novo modelo de gestão?

2019 será a prova de fogo para que a gestão de Ratinho Junior (PSD) mostre se irá implementar, de fato, um novo modelo administrativo no Executivo paranaense. Bandeira ao longo da campanha, a reforma nas secretarias e o que o governador classifica como “enxugamento da máquina” reapareceram já no início do mandato. Na primeira reunião com os secretários, Ratinho pediu que cada uma das pastas corte 20% dos custos fixos.

Além disso, a partir de um estudo realizado pela Fundação Dom Cabral, o novo governo reduziu o número de secretarias de 28 para 15. A reforma administrativa, entretanto, ainda precisa ser aprovada pela Assembleia Legislativa – que deve votar o assunto somente em fevereiro, já na nova legislatura.

Outra expectativa de mudança de gestão é no número de comissionados do estado. Já no dia 2 de janeiro, o governo exonerou os cerca de 3 mil funcionários que não foram contratados por concurso. Mas, em entrevista coletiva no Palácio Iguaçu, o governador não deu certeza se haverá ou não diminuição. Segundo ele, poderá haver uma reestruturação para “potencializar” alguns cargos, oferecendo remuneração maior a funções mais especializadas.

ESPECIAL: Tudo sobre o governo Ratinho Junior

2. Promessa de união com o governo federal

Outra promessa da nova gestão é um diálogo mais próximo com o governo federal. Ratinho Junior é um dos aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Paraná – e espera que isso renda frutos para o estado. Durante a posse do presidente em Brasília, Ratinho já buscou marcar uma agenda como ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir concessões de infraestrutura no Paraná. Mas, ainda resta saber como será o andamento da gestão no Executivo federal, e se a situação financeira do país permitirá investimentos no estado.

Mais uma mudança será no Senado. Como Roberto Requião (MDB) não foi reeleito, os três representantes paranaenses serão mais alinhados entre si. Logo após a eleição, Professor Oriovisto Guimarães (Podemos) e Flávio Arns (Rede) afirmaram, em entrevista à Gazeta do Povo, que a bancada paranaense em Brasília – que fica completa com Álvaro Dias (Podemos) – não será mais “rachada”. Reveja aqui o que disseram os novos senadores.

NOVO GOVERNO: Em reestruturação, TV Educativa do Paraná suspende produção local e corta cachês

3. Assembleia Legislativa mais conservadora

A nova composição da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) promete que pautas mais conservadoras sejam discutidas nos próximos quatro anos. Mesmo que a renovação no quadro de deputados estaduais tenha ficado dentro da média nas eleições de 2018, os paranaenses elegeram oito parlamentares do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Quem puxou os deputados para a Alep foi a votação de Delegado Francischini (PSL), que se elegeu como o deputado mais votado da história do Paraná, conquistando 427.742 votos.

Como será líder da maior bancada da Alep, Francischini deve ter grande poder de barganha com o governador Ratinho Junior. Quem deve ficar com a presidência da Casa, porém, é Ademar Traiano (PSDB), que já no ano passado costurava apoios para se reeleger. Se a configuração se concretizar, Francischini pode ficar com outro cargo importante da Casa: o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

LEIA TAMBÉM: Traiano alfineta Cida por verba que a Assembleia não recebeu, mas que não ia usar

4. Bancada em Brasília 50% renovada

A bancada do Paraná na Câmara dos Deputados, em Brasília, teve renovação de metade das 30 vagas disponíveis ao estado. Alguns “novatos”, entretanto, não são novos na política, porque já ocuparam outros cargos eletivos ao longo da vida. Na mesma linha do que aconteceu nas eleições para a Assembleia Legislativa, o candidato mais votado também é alinhado a Bolsonaro: Sargento Fahur (PSD) fez 314.963 votos. Felipe Francischini (PSL), com a mesma linha ideológica, foi o segundo mais votado.

Mesmo com a onda conservadora, a terceira mais votada do estado para o cargo de deputado federal foi Gleisi Hoffmann, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores. O ex-prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) , por outro lado, pode ser um meio termo na polarização ideológica da bancada paranaense.

LEIA MAIS: Gestão Ratinho Junior abre “dança das cadeiras” no Legislativo

5. Zoneamento e cobradores de ônibus: as pautas da Câmara de Curitiba

A Câmara de Curitiba também terá mudanças, mesmo que as eleições municipais aconteçam somente em 2020. Quem substitui o vereador Serginho do Posto (PSDB) no comando dos trabalhos da Casa é Sabino Picolo (DEM), eleito no final do ano passado para o cargo de presidente da Câmara. Picolo já está em seu sexto mandato como vereador e, em 2011, ocupou a presidência interinamente quando João Cláudio Derosso pediu afastamento do cargo por conta de denúncias de corrupção. Em seu blog, João Frey analisou as possíveis consequências da mudança na mesa diretora da Câmara.

Além da nova composição de comando, o Legislativo municipal também tem pela frente ao menos uma pauta que promete provocar disputas. É a possibilidade de extinção dos cobradores de ônibus do sistema de transporte coletivo da capital, proposta enviada pela gestão de Rafael Greca (PMN) com vistas a diminuir custos e aumentar a segurança do sistema. Ainda no final de 2018, o projeto já provocou protestos na Câmara, mas o trâmite acabou deixando a apreciação em plenário apenas para 2019.

SAIBA MAIS: Rafael Greca diz que passagem de ônibus de Curitiba vai subir em 2019

Mais um projeto importante que entrará na pauta do Legislativo de Curitiba é a revisão da Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo. As novas regras estão em formulação desde 2017, quando a gestão de Greca decidiu rever o projeto que já havia sido enviado por Gustavo Fruet (PDT). No segundo semestre do ano passado, a prefeitura encaminhou a proposta aos vereadores, mas o grande número de projetos na pauta fez com que o Legislativo optasse por votar o tema somente em 2019.

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