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POLÍTICA

Para otimizar recursos, Ratinho Junior sugere união de municípios em consórcios

Em evento da Associação dos Municípios do estado, governador eleito defendeu união de esforços como alternativa para solução de problemas comuns a cidades de pequeno porte

  • Foz do Iguaçu
  • Bruno Soares, especial para a Gazeta do Povo
Governador eleito Ratinho Junior participou da abertura do Encontro Paranaense de Gestores Municipais, em Foz. | Mariana Kojunski/Rede Massa
Governador eleito Ratinho Junior participou da abertura do Encontro Paranaense de Gestores Municipais, em Foz. Mariana Kojunski/Rede Massa
 
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A criação de novos consórcios municipais no Paraná foi apontada como alternativa para aplicação inteligente do dinheiro público no estado. A ideia foi defendida nesta quinta-feira (06) pelo governador eleito Ratinho Junior (PSD) durante abertura do Encontro Paranaense de Gestores Municipais, em Foz do Iguaçu. O evento é organizado pela Associação dos Municípios do Paraná e debate entre esta quinta e sexta (07) temas que compõem a agenda municipalista, como o Pacto Global da ONU, improbidade administrativa e endividamento dos municípios.

“Não podemos ignorar que 85% das cidades do Paraná possuem população abaixo de 20 mil habitantes. Precisamos observar que a grande maioria dos problemas enfrentados por estes municípios é comum às suas respectivas regiões. É fundamental unirmos estas cidades por meio de consórcios para que possam ampliar as condições de resolução de suas demandas. Com ações conjuntas poderão otimizar a aplicação de recursos, diminuir custos e ofertar melhores serviços”, sugeriu Ratinho Junior ao presidente da AMP, prefeito de Coronel Vivida, Frank Schiavini (PMDB).

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Ratinho Junior reforçou sua ideia aos prefeitos ao pontuar durante o encontro a necessidade de planejamento estratégico para execução de políticas públicas eficazes a médio e longo prazo. “Se não houver planejamento, o que haverá é gasto. Somente com planejamento é que conseguimos garantir investimentos. E, assim, termos ações que verdadeiramente se transformem em conquistas de melhores serviços para nossa sociedade”, completou.

A governadora Cida Borguetti (PP) também marcou presença no evento que reuniu centenas de prefeitos, secretários e servidores municipais de todas as regiões do Paraná. Em tom de despedida, Cida fez o discurso mais longo da abertura do encontro ao destacar por 50 minutos as principais conquistas durante sua passagem pelo Palácio Iguaçu. Lembrou que completava exatos oito meses no cargo e ressaltou a saúde financeira que deixará de legado a Ratinho. “Todos os compromissos que assumi têm recursos garantidos, sem usar nenhum centavo do orçamento de 2019. O futuro governador poderá investir já no início da gestão”, afirmou.

Para o presidente da AMP, prefeito Frank Schiavini, a principal expectativa da entidade é a consolidação do diálogo já existente. Diante disso, defendeu a continuidade das obras iniciadas e pagamento dos convênios em andamento. “Sabemos da seriedade do próximo governador. Os compromissos precisam ser honrados. Vamos ampliar o que já conquistamos e buscar cada vez mais um desenvolvimento que observe as demandas de acordo com a peculiaridade de cada região. Estas são as nossas aspirações”, compartilhou.

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Transição

A transição de governo entre Cida e Ratinho Junior foi pontuada no encontro. “Eu e a governadora Cida Borguetti temos uma relação de muito respeito e compromisso com os paranaenses. Quero destacar a forma como toda a transição tem sido realizada. A equipe da governadora se colocou à disposição e estamos juntos fazendo um belo trabalho para iniciarmos 2019 da melhor forma”, declarou o futuro chefe do Executivo estadual.

À reportagem, Ratinho Junior ponderou dificuldades relacionadas a informações da Secretaria da Fazenda. “Trocaram o software que faz a gestão dos dados há algum tempo e isso prejudica a obtenção de muitas informações. Entretanto, esta é uma questão técnica e que será resolvida. O fato é que começaremos o próximo ano com 60% das informações pertinentes. Já identificamos casos de pagamentos em duplicidade e outras contas que não são pagas porque estão sem esse cronograma. Isso nos deixa preocupados, afinal, o Tribunal de Contas cobra essas informações. Um problema técnico, que nos preocupa, mas que será resolvido”, finalizou.

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