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corrupção nas escolas

Por segurança, principal réu da Quadro Negro vai para Brasília

Ex-diretor da Secretaria da Educação, Maurício Fanini é considerado peça-chave em esquema que desviou pelo menos R$ 20 milhões na gestão Richa

  • Da Redação, com informações de Catarina Scortecci
Maurício Fanini, ex-diretor da Secretaria de Estado da Educação na gestão Beto Richa (PSDB). | ReproduçãoRPC
Maurício Fanini, ex-diretor da Secretaria de Estado da Educação na gestão Beto Richa (PSDB). ReproduçãoRPC
 
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Ex-diretor na Secretaria da Educação durante a gestão Beto Richa (PSDB), o engenheiro civil Maurício Fanini, preso desde setembro no âmbito da Operação Quadro Negro, deve ficar a partir de agora na carceragem da Polícia Federal em Brasília, por motivos de segurança. 

A decisão é do ministro Luiz Fux, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), e atende a um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). A informação foi divulgada pelo portal G1 Paraná na noite desta segunda-feira (7), e confirmada pela Gazeta do Povo

Fanini é réu em três ações penais derivadas da Operação Quadro Negro, e que tramitam de forma sigilosa na 9ª Vara Criminal de Curitiba. No principal processo, o juiz Fernando Bardelli Silva Fischer escreveu nesta segunda-feira (7) sobre o pedido da PGR, já que Fanini estava para ser interrogado em Curitiba nesta semana.

“Em razão de diversas intercorrências, o presente processo tramita há mais de dois anos sem que sua instrução tenha sido encerrada. A despeito disso, quando finalmente os interrogatórios dos réus se iniciariam nesta semana, a PGR requereu, perante o STF, a transferência do réu Maurício Jandoi Fanini à carceragem da Polícia Federal do Distrito Federal, alegando suposta situação de risco à sua incolumidade física. Este Juízo desconhece se no pedido formulado pelo Ministério Público há menção às datas dos interrogatórios previamente designados em primeira instância”, pontua o juiz da 9ª Vara Criminal. 

“Sendo assim, diante do deferimento do pedido de transferência do réu pelo STF, depreque-se o interrogatório do réu Maurício Jandoi Fanini ao Juízo do Distrito Federal”, conclui Fischer, em despacho obtido pela Gazeta do Povo.

Fanini já negociou um acordo de colaboração premiada com a PGR, mas a homologação dos seus termos ainda precisa ser feita pelo ministro Luiz Fux. Antes mesmo da transferência por motivos de segurança, Fanini já tinha a expectativa de viajar de Curitiba a Brasília, justamente para participar da audiência destinada à homologação.

Na delação, sigilosa, Fanini falaria da relação do esquema de corrupção com nomes como o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e o deputado federal Valdir Rossoni (PSDB), daí o foro especial no STF. Eles negam qualquer participação em desvio de dinheiro.

Fanini havia sido transferido para a PF em Curitiba no fim de fevereiro, depois de ficar detido no Complexo Médico Penal, em Pinhais. A mudança teria relação com a negociação do acordo de delação premiada com a PGR.

O caso

Amigo do então governador Beto Richa, Fanini é considerado peça-chave num esquema que teria desviado pelo menos R$ 20 milhões da construção e reforma de escolas estaduais. O setor chefiado por ele na Secretaria da Educação atestava o andamento das obras num porcentual acima do que de fato já havia sido executado. Assim, recursos públicos eram pagos à Valor Construtora por serviços que estavam praticamente na estaca zero. 

Segundo delação de Eduardo Lopes de Souza, dono da empresa, o objetivo seria arrecadar R$ 32 milhões à campanha de reeleição de Richa, em 2014. O empresário também relatou pagamento de propina a outros agentes políticos. 

Em relação a Fanini, de acordo com o Ministério Público Estadual (MP-PR), também pesam suspeitas de lavagem de dinheiro a partir de “várias movimentações financeiras com o claro propósito de tornar legítimos os recursos de condutas ilícitas”. O MP alega que ele e a esposa gastavam os recursos desviados das escolas do Paraná em compras de artigo de luxo no exterior.

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