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Curitiba

Prefeitura quer congelar tarifa mesmo com aumento de custos no sistema de ônibus

Reajuste dos motoristas e cobradores e acordo com empresários vão elevar o custo da tarifa técnica, mas prefeitura espera usar “gordura” para segurar tarifa dos passageiros em R$ 4,25

  • João Frey
 | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Albari Rosa/Gazeta do Povo
 
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Depois de reajustar em 15% o valor da passagem de ônibus em 2017, a prefeitura de Curitiba agora trabalha com o objetivo de congelar a tarifa em 2018 mesmo diante do aumento do custo da operação decorrente da data-base dos trabalhadores do transporte e de alguns pontos pactuados no acordo entre o Executivo e as empresas concessionárias.

“Certamente a tarifa técnica [valor repassado pela prefeitura às empresas] sofre ajuste. Nós temos os salários dos motoristas e cobradores e de todas as pessoas que compõem o transporte coletivo, o que deve ter um impacto sobre a tarifa técnica. Então é isso que nós vamos levar em consideração. Não é surpresa. Certamente vai ocorrer”, reconhece o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

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Ele destaca, entretanto, que a recomendação do prefeito Rafael Greca (PMN) é a de não haver aumento na tarifa paga pelos passageiros em 2018. Para isso, a Urbs trabalha com certa “gordura” financeira acumulada ao longo de 2017 no Fundo de Urbanização de Curitiba. Atualmente, a prefeitura retém R$ 0,18 de cada tarifa de R$ 4,25 paga pelos passageiros. Essa retenção já foi maior ao longo do ano. Chegou a ser de R$ 0,27, mas o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis e o fim de um desconto que a Urbs fazia no repasse às empresas acabaram por aumentar o valor da Tarifa Técnica.

É nessa margem de R$ 0,18 por passagem que a Urbs pretende amortecer o aumento de custos que será gerado pelo reajuste dos motoristas e cobradores e pela retomada do pagamento da remuneração de capital das empresas – valo pago para amortizar os investimentos dos empresários em novos ônibus.

Como isso deve ser insuficiente, a Urbs trabalha também com um estudo de readequação de linhas com o objetivo de reduzir os custos de operação.

“Custos são como unha, temos que cortar sempre”, diz Ogeny Neto, parafraseando o empresário Jorge Paulo Lemann, famoso pela obsessão por custos baixos.

“Estamos trabalhando na adequação de linhas, otimizando, de maneira a adequar o carro ao transporte. Eu não posso usar um articulado onde precisa de um ônibus comum. Isso reduz centavos na Tarifa Técnica, mas é importante porque o que nós conseguirmos de redução é o que vai nos dar fôlego para manter a tarifa do passageiro que é o nosso objetivo” explica o presidente da Urbs.

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