i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Análise

Programa premiado, Paraná Competitivo não foi decisivo na geração de empregos

Programa de atração de investimentos foi premiado em março pelo ‘Financial Times’, mas impacto dele na economia paranaense é relativo

  • PorRosana Felix
  • 10/04/2017 09:55
Fábrica da Ambev em Ponta Grossa é uma das iniciativas que teve apoio do programa | Ricardo Almeida/ANPR/Arquivo
Fábrica da Ambev em Ponta Grossa é uma das iniciativas que teve apoio do programa| Foto: Ricardo Almeida/ANPR/Arquivo

Dentro da agenda positiva adotada pelo governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), sobram menções positivas ao programa Paraná Competitivo, criado em 2011 para atrair investimentos. A mais recente é o prêmio concedido em março pelo jornal Financial Times à Agência Paranaense de Desenvolvimento (APD), que cuida dos projetos de incentivo. Desde 2015, o governo divulga balanços sobre o número de empregos gerados, que seriam em torno de 100 mil. Mas, em meio à crise nacional, o Paraná Competitivo realmente contribuiu para a geração de vagas?

A participação do Paraná no total de empregos formais do Brasil apresentou leve alta nos últimos anos. Os dados disponíveis, a partir de 2003, mostram um pico de 6,47% em 2004, que só foi superado em 2015 (6,48%) e novamente em 2016 (6,53%). Entretanto, o programa por si só não produziu milagres na geração de empregos, avalia o especialista em desenvolvimento regional Jandir de Lima, professor e pesquisador da Unioeste.

Confira a evolução do emprego no estado durante a vigência do programa

“É preciso ver o que aconteceu no resto do Brasil. Ultrapassamos o Rio Grande do Sul, que passou por uma crise grave, por vários motivos. A indústria estaleira foi afetada pela crise na Petrobras, e a estiagem prejudicou a agricultura, além dos problemas fiscais do estado gaúcho”, explica. Por outro lado, o Paraná teve valorização das commodities, com aumento na exportação do frango, por exemplo, e não passou por crises climáticas.

Atualmente, o mercado de trabalho no Paraná está mais favorável do que no resto do Brasil, mas os dados mostram que o Paraná Competitivo não foi determinante. A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e os Campos Gerais receberam cerca de 90% dos investimentos do programa, em dados do fim de 2015. Nos Campos Gerais, o setor industrial conseguiu ampliar o número de vagas entre 2011 e 2016 (variação de 11,2%), mas a RMC teve o pior desempenho do estado, com queda de 15,5% no número de vagas.

Em reação à onda de más notícias, Richa intensifica “agenda positiva”

Leia a matéria completa

Lima destaca que grande parte da economia paranaense está calcada no agronegócio, mas que é preciso diversificar as atividades. “O Paraná precisa entrar na economia do conhecimento, mas no Paraná Competitivo não há uma linha específica para isso. O programa é bom, mas falta planejamento de longo prazo”, afirma.

Programa precisa de ajustes para ampliar alcance

Para intensificar o alcance do programa, Lima, doutor em desenvolvimento regional, aponta três caminhos. “Primeiro precisamos de condições estruturais para desenvolvimento do estado. A cooperativa Frimesa, por exemplo, teve que rever os planos de uma indústria na região de Toledo porque na área não havia energia elétrica disponível”, conta.

Outro ponto é ampliar as vantagens para micro e pequenas empresas. “Quem mais cria empregos no Brasil são os pequenos negócios, eles precisam de incentivos específicos”. Em terceiro lugar, Lima defende a necessidade de um programa de desenvolvimento regional, que não concentre investimentos em duas regiões do estado. “O Paraná Competitivo é um programa muito bom de atração, mas não basta trazer investimento, precisamos de mais”, acrescenta.

Histórico

Segundo o governo estadual, o Paraná Competitivo atraiu R$ 42 bilhões em investimentos industriais, sendo R$ 24 bilhões de empresas privadas e R$ 18 bilhões de estatais. O número de empregos diretos gerados seria de 100 mil, mas reportagem da Gazeta do Povo já mostrou inconsistência nos dados, como repetição das empresas beneficiadas e números que consideravam empregos já existentes, não apenas as novas vagas.

Em março de 2017, o governo ampliou os setores beneficiados, incluindo e-commerce, comércio atacadista e varejista. Também permite a utilização de créditos de ICMS para investimentos.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.