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 | Gilberto Abelha/Gazeta do Povo/Arquivo
| Foto: Gilberto Abelha/Gazeta do Povo/Arquivo

O mais recente reajuste na tarifa de água da Sanepar entrou em vigor na quinta-feira (1º) para os consumidores atendidos pela empresa no Paraná. Com a majoração de 8,53%, o governo de Beto Richa (PSDB) voltou a aplicar aumento acima da inflação. De 2011 para cá, a tarifa mais que dobrou, tendo um reajuste de 123,96%. A inflação no mesmo período, medida pelo IPCA, foi de 47,49%.

No entanto, é importante lembrar que os valores cobrados por água tratada no estado viveram um período de longo congelamento com o antecessor de Richa, Roberto Requião (PMDB). Durante a gestão do peemedebista, o valor da tarifa ficou inalterado de fevereiro de 2005 até o fim do mandato, em 2010. Quatro meses após assumir, a gestão de Richa aplicou o primeiro reajuste no preço do serviço, de 16,01%.

Celso Nascimento: uma investigação sobre o sobe-e-desce da Sanepar

Considerando todo o período de congelamento, mesmo assim os aumentos concedidos no governo Richa superam a inflação. De fevereiro de 2005 até o mês de abril deste ano (último dado disponível), o IPCA acumulou avanço de 100,12% - abaixo, portanto, dos reajustes feitos pelo atual governador desde que assumiu o Palácio Iguaçu.

Nota técnica que embasou reajuste extra na tarifa de água teria sido feita pela Sanepar

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Em valores, a cobrança mínima da água saiu de R$ 16,35 (cobrado de 2005 a abril de 2011) para R$ 32,90 em 1.º de junho de 2017. Numa conta simples, quando comparados os dois valores, o porcentual não bate com os 123,96% autorizados de reajuste pelo governo RIcha, pois o mais recente aumento trouxe consigo uma mudança na tarifa mínima, que teve o volume reduzido em 50%, mas com um desconto de pouco mais de 10% ao consumidor. Também foram criadas mais faixas tarifárias por consumo.

Os cálculos foram feitos pela Gazeta do Povo com informações fornecidas por um estudo do Departamento Interssindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

E vem mais por aí

O reajuste deste mês não faz parte da revisão anual obrigatória das tarifas e foi autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar). Ele faz parte de um pacote maior de aumento, de 25,63%, e cujo restante virá em mais sete parcelas anuais de 2,11%. Além da majoração, também foi feita uma alteração nos volumes de água cobrados como tarifa mínima e a criação de mais faixas tarifárias por consumo.

Sanepar ressalta investimentos

Em nota enviada à reportagem, a Sanepar disse que investiu R$ 4 bilhões nos últimos anos e deu um “salto” no atendimento de coleta e tratamento de esgoto no Paraná.

“Nos últimos anos, a Sanepar deu um salto no atendimento de coleta e tratamento e esgoto no estado, passando de 50% para 70% da população assistida pelos serviços, enquanto o índice médio nacional é de 58%. A Sanepar investiu nos últimos anos R$ 4 bilhões e está previsto para 2017 e 2018 R$ 1,5 bilhão e tem intensificado os esforços na promoção da universalização do saneamento, reforçando o compromisso com a população”, diz a nota da companhia.

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