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Transporte coletivo tem redução de quase 3 milhões de passageiros em 2018

Apesar de significativa, a queda foi menor do que a dos últimos anos – segundo a Urbs, isso indica que o sistema atingiu seu equilíbrio. Número de usuários é vital para o valor da passagem

  • Giulia Fontes
Em um ano, queda foi de 1,6% no número de usuários | Hugo Harada/Gazeta do Povo
Em um ano, queda foi de 1,6% no número de usuários Hugo Harada/Gazeta do Povo
 
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O sistema de transporte coletivo de Curitiba fechou o ano de 2018 no vermelho no que diz respeito ao número de usuários pagantes. De janeiro a dezembro, o total foi de 176,7 milhões de passageiros – uma queda de 2,89 milhões em relação a 2017, de acordo com dados do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp). Mas, em comparação à diminuição de anos anteriores, o resultado obtido representa melhora significativa.

De 2016 para 2017, a queda foi de 19,8 milhões. Entre 2015 e 2016, por sua vez, a diferença foi de 17,6 milhões de passageiros. Para o presidente da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), Ogeny Maia Neto, os dados indicam que o sistema de transporte coletivo de Curitiba está atingindo seu ponto de equilíbrio. “A previsão é de que, no final do período tarifário, a queda no número de passageiros fique em torno de 1%”, explica Ogeny.

O período a que o presidente se refere vai de 26 de fevereiro de 2017 a 25 de fevereiro de 2018. Por isso, o sistema ainda tem mais de um mês para que a conta seja, de fato, fechada. Por enquanto, considerando os dados consolidados de janeiro a dezembro, a queda é de 1,6%.

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Valor da tarifa

É também ao final desse período que a prefeitura deve anunciar em quanto ficará a tarifa de ônibus em 2019. Em entrevista à Gazeta do Povo no final de 2018, o prefeito Rafael Greca (PMN)afirmou que a passagem deve subir, mas não disse em quanto deve ficar o valor. “Estamos trabalhando para reduzir custos e vamos tentar dar o menor aumento possível”, disse.

Entre outros fatores, o novo preço da passagem para o usuário depende da concessão de um subsídio por parte do governo estadual. Em 2018, o aporte de R$ 71 milhões ao sistema, vindo do Executivo paranaense, cobriu a diferença entre a tarifa técnica (de R$ 4,71) e a tarifa social (de R$ 4,25). Agora, a decisão depende das conversas entre o prefeito e o novo governador, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) . Nesse início de ano, porém, nenhum dos dois falou do assunto publicamente.

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Ações para estancar a queda

Um dos dados relevantes no cálculo do valor da tarifa é justamente o número de passageiros pagantes no sistema. As empresas de ônibus atribuem a queda no número de usuários a uma série de fatores. “A crise econômica gerou uma queda muito grande no uso do vale-transporte. As facilidades para comprar carros e a concorrência dos aplicativos de transporte também pesaram”, explica Luiz Alberto Lenz César, diretor-executivo das empresas de ônibus.

Para estancar a diminuição no número de passageiros e tornar o sistema mais atrativo, a Urbs e as empresas de ônibus dizem que têm tomado uma série de ações. “Estamos trabalhando na renovação da frota, na melhoria de terminais e estações-tubo, no aumento da integração e também na pulverização dos pontos de venda”, diz o presidente da Urbs.

As empresas de ônibus também destacam as ações para combater os “fura-catracas”, que usam o sistema sem pagar e provocam um prejuízo de R$ 6 milhões por ano. No primeiro dia de teste, porém, um gradil instalado na estação-tubo do Passeio Público para inibir a prática já se mostrou insuficiente. “Estamos testando o que dá e o que não dá certo. Já adaptamos novamente o anteparo e, segundo o levantamento do nosso pessoal, conseguimos inibir a maioria dos casos”, afima Luiz César.

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