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Bebianno: “Quem dispensa o tratamento é que tem que explicar os seus motivos”. | Valter Campanato/Agência Brasil
Bebianno: “Quem dispensa o tratamento é que tem que explicar os seus motivos”.| Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pivô da crise de candidaturas de laranjas no PSL e na iminência de ser demitido pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, diz estar perplexo com a diferença do tratamento que vem recebendo em comparação ao do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. “Eu estou recebendo tratamento com perplexidade. Quem dispensa o tratamento é que tem que explicar os seus motivos”, diz, ao reclamar da diferenciação. Álvaro Antônio também está envolvido no caso das candidaturas de laranjas, supostamente usadas para desviar recursos públicos. 

Responsabilizado por transferências de recursos a candidatos laranjas do PSL, Bebianno afirmou ter recebido a sinalização do presidente Jair Bolsonaro de que será exonerado na segunda-feira (18). Interlocutores do presidente inclusive confirmaram que a demissão já está assinada e que deve sair no Diário Oficial de segunda-feira (18).

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A demissão de Bebianno é discutida após ele ter sido chamado de mentiroso por Bolsonaro.  O presidente negou ter mantido conversas com seu auxiliar na última semana e disse, ao ser questionado sobre as investigações, que o chefe da Secretaria-Geral poderia “voltar às origens”.

Casos dos dois ministos são parecidos

Tanto Bebianno quanto Alvaro Antonio se tornaram alvo de suspeita após a revelação do jornal Folha de S.Paulo de candidaturas de laranjas do PSL nas eleições de 2018. Em Pernambuco, o grupo do atual presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), recém-eleito segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, criou uma candidata laranja que recebeu do partido R$ 400 mil de dinheiro público na eleição de 2018. Tanto Bivar quanto o então presidente do diretório de Pernambuco, Antônio de Rueda, culparam Bebianno pela liberação dos recursos. Ele nega irregularidades e diz desconhecer a candidata suspeita.  

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Já Alvaro Antônio teria patrocinado um esquema de candidaturas de fachada em Minas Gerais, seu estado. As candidatas também receberam recursos volumosos do fundo eleitoral do PSL nacional e tiveram votações pouco expressivas. Parte do gasto que elas declararam foram para empresas com ligação com o gabinete de Álvaro Antônio na Câmara, que concorria à reeleição. Passadas duas semanas desde a publicação da denúncia contra Álvaro Antônio, Bolsonaro não fez nenhuma manifestação pública sobre o caso do ministro do Turismo. 

Neste sábado (15), em Minas Gerais, o ministro do Turismo negou que haja relação entre os dois casos. “Não vejo relação de uma coisa com a outra. A questão do Bebianno está sendo resolvida, quem decide é o presidente da República, e a minha questão é completamente separada. O presidente é quem vai decidir”, afirmou ele durante visita a Brumadinho (MG). 

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