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Lula, durante o discurso feito no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, antes de ser preso | NELSON ALMEIDA/AFP
Lula, durante o discurso feito no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, antes de ser preso| Foto: NELSON ALMEIDA/AFP

A ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) divulgou neste sábado (7) nota em que defende o procurador Deltan Dallagnol e afirma serem fantasiosas e irresponsáveis as críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem investigadores, procuradores e juízes da Lava Jato mentiram no processo que resultou na sua condenação a 12 anos e um mês de prisão. 

Segundo a nota, assinada por José Robalinho Cavalcanti, presidente da ANPR, Lula buscou em seu discurso antes de se entregar à PF inverter os papéis e “vender-se como um perseguido, o que nunca foi”.  

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“Em uma clara estratégia que busca inverter os papéis, Lula, no momento em que é chamado a responder e cumprir pena por crimes graves pelos quais foi condenado após ampla defesa e devido processo legal, ataca uma vez mais o Ministério Público Federal, a Justiça Federal e seus agentes, tentando vender-se como um perseguido, o que nunca foi.”

A nota afirma que “a Justiça, em todas as instâncias que se pronunciaram até o presente momento, deu integral razão aos procuradores da República em Curitiba”.  

“É direito do ex-presidente, como de qualquer pessoa, demonstrar inconformismo ou difundir a versão que lhe aprouver. Contudo, nenhum cidadão está acima da lei e ninguém, por mais importante líder que seja, ou maior tenha sido o cargo que ocupou, pode zombar e menosprezar a Justiça. As instituições são pilares da democracia.”  

O texto ressalta que seis dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que negaram habeas corpus a Lula na última quarta (4) foram indicados ou por ele ou por sua sucessora na Presidência da República, Dilma Rousseff.  

“É nestas circunstâncias, portanto, mais do que fantasioso -entra em verdade nas raias do delírio e da ofensa irresponsável e gratuita- imaginar que o Ministério Público Federal independente e a Justiça brasileira como um todo, encimada por um Supremo Tribunal Federal, estariam mancomunados em uma trama contra o ex-presidente”, diz a nota.   Em seu discurso no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, Lula voltou a dizer que foi condenado sem provas e acusou a Lava Jato de trabalhar sob pressão da imprensa.

“Você não pode fazer julgamento subordinado à imprensa. Porque no fundo, no fundo, você destrói as pessoas na sociedade, na imagem das pessoas, e depois os juízes vão julgar e falam ‘Eu não posso ir contra a opinião pública porque a opinião pública está pedindo para cassar’. Quem quiser votar com base na opinião pública largue a toga e vá ser candidato a deputado”, criticou Lula.  

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