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GOVERNO BOLSONARO

Damares Alves será a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

Assessora do senador Magno Malta (PR-ES), Damares Alves é advogada, pastora evangélica e ativista dos direitos dos indígenas. A Funai estará sob responsabilidade de seu ministério

  • Da Redação, com agências
A futura ministra Damares Alves, pouco após o anúncio de seu nome para o ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. | Divulgação
A futura ministra Damares Alves, pouco após o anúncio de seu nome para o ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Divulgação
 
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A advogada e pastora evangélica Damares Alves, assessora do senador Magno Malta (PR-ES), será a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do futuro governo. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (6) pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, “por ordem do presidente Jair Bolsonaro”.

Trata-se da segunda mulher indicada para o primeiro escalão do próximo governo. Antes, Bolsonaro confirmou a deputada Tereza Cristina para o Ministério da Agricultura.

Damares é defensora da vida desde a concepção e da família – recentemente 118 entidades pró-vida e pró-família lançaram nota em defesa da escolha dela – e ativista pelos direitos dos indígenas. A gestão da Fundação Nacional do Índio (Funai) ficará sob responsabilidade da pasta.

Chefe de Damares, Magno Malta, que não conseguiu se reeleger, não foi chamado para compor o primeiro escalão do governo. “Não achamos adequado para ele [Malta] no momento, explicou Bolsonaro na quarta (5). “O perfil dele não se enquadrou nessa questão, apenas isso.”

Damares foi questionada por jornalistas a respeito da reação do senador a sua indicação. “O senador Magno Malta até este momento ainda é meu chefe, sabe do convite, está feliz e entende que eu fui convidada por causa do meu trabalho ao longo de anos”, disse ela.

SAIBA MAIS:“Fiz da minha dor minha luta e minha bandeira”: conheça Damares Alves

“A pasta é muito grande, muito ampla, e agora a gente tá trazendo para a pasta também a Funai. Vamos trazer para o protagonismo políticas públicas que ainda não chegaram até mulheres, e as mulheres que ainda não foram alcançadas pelas políticas públicas. Será prioridade mulher ribeirinha, mulher pescadora, mulher catadora de siri, a quebradora de coco, essas mulheres que são anônimas e invisíveis”, explicou a futura ministra, ao ser questionada sobre suas prioridades.

“Na questão da infância vamos dar atenção especial, porque está vindo para a pasta também a Secretaria da Infância, e o objetivo é propor para a nação um grande pacto pela infância, um pacto de verdade pela infância, nunca a infância foi tão atingida como nos dias de hoje”, prosseguiu Damares. “Vamos cuidar da criança como um todo. Hoje 30 crianças são assassinadas por dia no Brasil. Recebemos agora o pior título que podemos receber, de sermos o pior país da América Latina para ser menina. Nosso objetivo é que em poucos anos esta vai ser a melhor nação do mundo para ser menina.”

Segundo a futura ministra, “o maior e primeiro direito a ser protegido é o direito à vida”. “Nós vamos trabalhar nesta linha. O maior direito do humano é o direito à vida. E a pasta vai, desde as mulheres, infância, idoso, índio, vai ser a proteção da vida”, disse.

Atrito com evangélicos

A indicação de Damares deixa de lado nomes apresentados pela bancada evangélica, que declarou apoio a Bolsonaro ainda durante a campanha e vinha se queixando de não ter pedido acolhido pelo eleito.

Os evangélicos levaram a Onyx Lorenzoni na semana passada os nomes do pastor e deputado Marco Feliciano (Podemos-SP) e dos deputados Gilberto Nascimento (PSC-SP) e Ronaldo Nogueira (PTB-RS). Eles pretendiam emplacar uma das três opções no ministério de Bolsonaro.

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