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| Foto: Beto Barata/PR

Declarações do presidente Michel Temer pautaram boa parte do noticiário político no fim de semana. Em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, no sábado (5), Temer falou sobre a Lava Jato e a reforma da Previdência. No domingo (6), o presidente divulgou, em sua conta no Twitter, um vídeo sobre a suspensão da Venezuela pelo Mercosul e disse que o país será recebido “de braços abertos” pelo bloco quando estiver de volta à democracia.

Veja as principais declarações de Temer no fim de semana:

Denúncia barrada e novas acusações de Janot

A Câmara cumpriu adequadamente uma missão constitucional e, ao final, o que se verificou foi uma vitória muito significativa. (...) Agora, o que me prende ao cargo é muito mais a defesa da minha reputação moral. A denúncia é pífia, inepta. Se vier uma nova, vamos enfrentá-la. Eu me sinto muito constrangido, porque tentam imputar-me uma pecha de corruptor, de alguém que está violando os limites da lei, quando não sei bem quem é que está violando os limites da lei. Eu não sou.

Mudanças na Lava Jato

[As mudanças na PGR, na PF e no Supremo Tribunal Federal] darão o rumo correto à Lava Jato. Ninguém nunca pretendeu destruir a Lava Jato. Eu não ouvi o depoimento de nenhum agente público que dissesse vamos paralisar a Lava Jato, ninguém. Muito menos de ministros do Supremo ou membros da procuradoria ou membros do governo. Ninguém disse isso.

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Relação com o PSDB

Nem magoado nem irritado [com o PSDB). Você sabe que presidente da República não pode ficar magoado nem irritado. Pode, muitas vezes, ficar decepcionado. Mas decepcionado, com pena daquele que votou assim ou assado, porque daí eu é que fico com pena do sujeito.

Não sou refém de nenhum partido. Quem estiver sentindo-se mal no PSDB sairá do governo, não tenho dúvida. Não estou dizendo o partido como um todo, porque lá há uma divisão muito grande e nos votantes, os que votaram a favor foram em número maior. Foi um, mas foi maior (risos).

Reformas

Acho que as três (política, da previdência e tributária) devem caminhar juntas. A reforma política deve ser aprovada até o final de setembro para poder valer para a próxima eleição. Portanto, é prioritária. De igual maneira, a simplificação tributária. Eu mesmo – não são deputados nem a minha equipe que têm falado – tenho dito que um dos objetivos é fazer a simplificação tributária. E ao mesmo tempo a Previdência. São três prioridades.

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Impopularidade

Acredito que a minha impopularidade, para usar o vocábulo, decorre das reformas que estou fazendo. Portanto, o reconhecimento virá depois. Vejam um caso impressionante como esse, de uma autorização para processar o presidente da República. Vocês estiveram na frente do Congresso? Fotografaram na frente do Congresso? Vocês estiveram na época do impeachment? Fotografaram na época do impeachment? (com tom de voz mais elevado). A notícia que tenho é que agora tinha três pessoas lá na frente, duas saíram e daí ficou uma só. Sem graça, foi embora

Venezuela

Nossa mensagem é inequívoca, não há mais espaço para alternativas não democráticas na América do Sul

Prisões políticas, repressão a manifestações que já resultaram em mais de uma centena de mortos, o esvaziamento do Poder Legislativo, a convocação de Assembleia Constituinte tal como foi feita. Todos esses são elementos que nos causam crescente preocupação (...) Esperamos que a Venezuela encontre o caminho para recomposição da ordem democrática e do respeito à diversidade de visão e posições

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