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posse de arma de fogo

De Lula a Flávio Bolsonaro, políticos transformam ataque em Suzano em palanque

Porta-voz da Presidência lembra que tragédia em escola nada tem a ver com a flexibilização da posse de armas, mas oposição defende necessidade de haver mais controle

  • Folhapress
 | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Albari Rosa/Gazeta do Povo
 
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O atentado a tiros em uma escola de Suzano (SP), que deixou nesta quarta-feira (13) oito pessoas mortas, além dos dois atiradores, provocou repercussão no mundo político. A tragédia serviu de palanque para políticos de diferentes espectros defenderem suas posições sobre a liberação de armas, tanto contrários quanto favoráveis ao assunto.

O senador Major Olímpio (PSL-SP) afirmou que o massacre teria sido evitado caso os funcionários da escola estivessem com armas. “Para você enfrentar uns demônios armados desses só mesmo com instrumentos semelhantes. Se a legislação no Brasil permitisse o porte de armas, um cidadão de bem na escola, seja um professor ou um servente, evitaria a tragédia, impedindo que prosseguissem a marcha da morte deles”, disse.

Também senador, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) usou a tragédia para criticar o desarmamento e, de quebra, a maioridade penal. “Meus sentimentos a todos os familiares das vítimas covardemente assassinadas no colégio em Suzano. Mais uma tragédia protagonizada por menor de idade e que atesta o fracasso do malfadado estatuto do desarmamento, ainda em vigor”, disse.

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Para o vice-presidente Hamilton Mourão, a flexibilização da posse de armas, autorizada pelo presidente Jair Bolsonaro, não tem relação com a tragédia, uma vez que o armamento utilizado pelos responsáveis, segundo ele, provavelmente não era legalizado.

“Eu não vejo essa questão [flexibilização]. Vai dizer que a arma que eles estavam usando era legal? Não tem nada a ver”, disse, negando que a questão enfraquece também o debate para mudanças nas atuais regras de porte de armas.

Críticas à flexibilização do Estatuto do Desarmamento

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi na direção contrária. “O porte de armas irrestrito e amplamente liberado a toda população vai dar instrumento para que o assassinato massivo se torne endêmico e cotidiano. A lei anticrime do ministro Moro é o encontro marcado com tragédias como a de Suzano”, disse ela, no Twitter.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) falou, na mesma rede, sobre a responsabilidade do debate. “Tragédias como essa mostram como o debate sobre o controle de armas precisa ser mais responsável.”

Em mensagem enviada da prisão, em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva transmitiu solidariedade aos alunos e trabalhadores da escola de Suzano e criticou aqueles que defendem o armamento da população. 

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“Que aqueles que incentivam a cultura do ódio e da violência entendam que não precisamos de mais armas para que massacres com o de Suzano não se tornem cotidianos em nosso país. O Brasil precisa de paz”, diz o texto de Lula publicado por sua assessoria.

Na mesma linha foi o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB). “Lamentamos profundamente o ocorrido na E.E Professor Raul Brasil, em Suzano, que vitimou 8 pessoas, além dos assassinos. Precisamos ter responsabilidade no debate sobre o controle de armas. Nossa solidariedade e orações aos familiares e a comunidade escolar neste momento triste.”

Ataque não tem relação com flexibilização de posse de armas, diz governo

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou que o ataque na escola de Suzano não tem relação com o decreto que flexibiliza a posse de armas no Brasil.

“O evento em São Paulo não tem relação direta com os projetos propostos pelo nosso presidente no seu programa de governo e a partir da sua assunção do governo, capitaneados também pelo Ministério da Segurança”, disse Rêgo Barros ao ser consultado sobre se há relação entre a medida que facilitou a posse de armas e o ataque a uma escola em Suzano, no interior paulista, nesta quarta.

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O porta-voz ainda foi questionado sobre se o governo pretende fazer alguma ação por meio do Ministério da Educação. “Naturalmente nós estamos muito tocados pelo evento e nós estamos a imaginar onde nós podemos colaborar para que coisas semelhantes a essa jamais retornem a acontecer no nosso país. Mas no momento, o governo não tem como adiantar e sequer teve tempo de pensar sobre eventuais campanhas ou coisas semelhantes”, respondeu.

O vice-presidente Hamilton Mourão lembrou o massacre de Realengo (RJ) e notou a frequência desses casos. “É muito triste e temos de chegar à conclusão por que isso está acontecendo. Essas coisas não aconteciam no Brasil”, afirmou. “A minha opinião é que hoje a gente vê essa garotada viciada em videogame. E videogames violentos. É só isso que fazem”, acrescentou. “Eu tenho netos e vejo meus netos muitas vezes mergulhados nisso aí. É isso que a gente tem de estar preocupado”, disse.  

“Uma cena muito triste”, disse Doria

As manifestações de condolências ultrapassaram o debate sobre armas. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que foi ao local do crime, classificou o massacre como a cena mais triste que já viu. 

“Com profunda tristeza, estou muito impactado com o que eu vi aqui nessa escola. Uma cena muito triste. Antes de tudo, às vítimas, aos pais dessas crianças, aos familiares dessas duas funcionárias dessa escola, a nossa solidariedade. A cena mais triste que eu já assisti em toda a minha vida. Fico muito triste que um fato como esse ocorra aqui no Brasil e em São Paulo”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro reagiu após mais de seis horas do atentado. Em mensagem nas redes sociais, ele definiu a tragédia como monstruosidade e covardia e prestou condolências aos familiares das vítimas do ataque a tiros.

“Presto minhas condolências aos familiares das vítimas do desumano atendado ocorrido hoje na escola Professor Raul Brasil, em Suzano. Uma monstruosidade e covardia sem tamanho. Que Deus conforte o coração de todos”, escreveu.

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