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‘ZERO DOIS’

Em rara entrevista, Carlos Bolsonaro fala sobre atuação nas redes e relação com o pai

Em rara entrevista, filho do presidente disse não ver exagero na forma como atua nas redes sociais, defendeu publicação de vídeo obsceno durante o carnaval e criticou militância de jornalistas

    • São Paulo
    • Estadão Conteúdo
    • 14/03/2019 09:58
     | Reprodução/YouTube Leda Nagle
    | Foto: Reprodução/YouTube Leda Nagle

    Em rara entrevista, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), disse ao canal da jornalista Leda Nagle no YouTube que às vezes se sente “culpado” e “aliviado” com sua atuação nas redes sociais. O segundo filho do presidente Jair Bolsonaro, tratado pelo pai como “Zero Dois”, disse não ver exagero na forma intempestiva como costuma debater nas plataformas, principalmente no Twitter. “Se você soubesse a quantidade de porrada que a gente toma... Pela quantidade de respostas que eu respondo, você acharia que sou um anjo”, disse.

    “Tenho ouvido de amigos meus que o período eleitoral já passou e que temos que ter um sentimento de proatividade porque agora somos vidraça. Entendo isso, mas as pancadas vêm. A cada 20 pancadas que recebemos, de vez em quanto responder uma, vale [risos]. Com o passar do tempo, as coisas amadurecem. Vou levando puxão de orelha do meu pai. Ele me dá bronca, meus amigos me dão bronca. Me sinto culpado de vez em quando, aliviado de vez em quando. Eu sempre procuro evoluir”, afirmou.

    Atendado contra Jair Bolsonaro

    Na entrevista de uma hora, Carlos falou da relação de proximidade com o pai e relembra a tensão após Bolsonaro ter sido esfaqueado durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O vereador estava com o então presidenciável no dia do atentado. Carlos disse não acreditar que Adelio Bispo, que atacou Bolsonaro, tenha problemas mentais, como apontou perícia.

    “Qualquer um que Adelio pudesse acertar, ele atingiria meu pai. Ele tinha consciência disso. Falar que ele é maluco? Eu não acredito nisso”, disse. “Ele tinha três celulares, pagou hotel antecipado, sabia da agenda do meu pai.”

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    Emocionado, Carlos relatou os momentos que antecederam a primeira cirurgia de Bolsonaro após o atentado. “Quando vi tinha acontecido alguma coisa (no ato), fui atrás e encontrei meu pai caído no chão do bar. Depois, as pessoas colocaram ele dentro do carro. O sangue não saía por ter sido uma facada na barriga, então achamos que tinha sido superficial. A gente ia conversando com ele dentro do carro. ‘De zero a dez, capitão, com você está?’ ‘Cinco, mas está doendo’.”

    Carlos disse ter visto o pai “indo embora duas vezes” antes da primeira cirurgia e reclamou de quem acusa que a facada teria sido uma armação. “Chegando na Santa Casa, os doutores analisaram ele, ele começou a esfriar, mas o sangue correndo e vazando por dentro. Eu percebi em determinado momento... Eu vi meu pai indo embora duas vezes, virando os olhos. Tem canalha que olha para a gente e fala que aquela facada foi fake. Entende a minha raiva? Não foi superficial. Eu estava junto na sala de cirurgia. Vi tirarem dois litros de sangue, os órgãos para fora, e aí saí de dentro da sala. Eu estava em choque. Foi algo inacreditável.”

    Interferência no governo

    Na entrevista, ao ser perguntado sobre sua interferência nas questões do governo, incluindo o episódio envolvendo o ex-secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, Carlos disse que só pensa em defender o pai. “Não tem como as pessoas me separarem do meu pai. Sou filho dele e trabalhamos juntos há 18 anos. No dia que ele chegar e falar ‘filho, vai embora’, eu vou. Eu só quero defender meu pai. É lógico. Só quero levar adiante um plano que eu acredito. [Sobre Bebianno], essa pessoa não conversou sobre o assunto citado pelo jornal ‘O Globo’ no dia citado. É só isso.”

    Receio de jornalistas

    O vereador também reclamou da imprensa e reconheceu ter receio de jornalistas. “É uma classe que sim, que tem um corporativismo gigantesco, não somente com o presidente Bolsonaro, mas também quando ele era deputado. Eu deixo para as pessoas refletirem. Tenho receio [com jornalistas] porque sei que dentro da formação dos senhores [jornalistas], os senhores carregam consigo uma ideologia que às vezes ela é tomada de um seio ideológico que acaba contaminando a informação. Não acho isso agradável.”

    Carlos ainda comentou a publicação de um vídeo obsceno por parte do pai no Twitter durante o carnaval. As imagens mostravam um homem urinando na cabeça de outro durante um bloco de carnaval em São Paulo. “Ele (Bolsonaro) foi claro. Não falou que ‘acontece no carnaval’. E sim ‘em muitos pontos do carnaval’. Ele tenta trazer essas informação para que elas sejam expostas. Chocantes ou não, é a realidade. Foi o sentimento que ele quis demonstrar e é a realidade”, afirmou o vereador na entrevista.

    “Que problema há nisso [publicar o vídeo]? Não tem problema nenhum. O que não pode é tratar o presidente como um criminoso, como eles fazem, e tratar aquele fulano ali [do vídeo] como artista, como eles fazem. São sempre dois pesos e duas medidas, isso que é errado”, disse em seguida. “Eu quero ajudar. No final das contas, eu tô tentando ajudar o jornalismo a fazer jornalismo. Me desculpe a petulância, mas é verdade. Quem não percebe isso são os próprios jornalistas que fazem esse tipo de militância.”

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